Confira!

Verbos ver, vir e ter

E depois muito tempo, decidi ressuscitar uma das colunas que mais fazem sucesso aqui no blog, que é a de Dicas de Português e Escrita. E dessa vez, eu vim compartilhar com vocês algumas informações sobre conjugação verbal, em alguns casos sempre confundem a gente, e o que é pior: em verbos que usamos bastante.
Quero apenas lembrar que não tenho nenhuma formação específica em Português. Sou apenas uma pessoa que facilidade para a escrita, e que gosta de compartilhar o que sabe. Por isso, meus posts de dicas de português e escrita são baseados em pesquisa, e as referências bibliográficas estão presentes no final do texto.



E hoje é dia de mais um post com Dicas de Português e Escrita! Essa é a coluna na qual eu compartilho com você alguns conhecimentos sobre o nosso idioma e também sobre a prática da escrita. Eu gostaria de manter a coluna com mais frequência, mas nem sempre consigo. Porém, saiba que esses posts são baseados em pesquisas. Não deixem de conferir as referências bibliográficas no final!
Então, vamos ao assunto do nosso post?

Os Jogos Olímpicos de 2016 foram encerrados oficialmente na noite do dia 21 de agosto, mas isso não significa que se acabou o megaevento realizado no Brasil. Os Jogos Paralímpicos de 2016 devem acontecer entre os dias 7 e 18 de setembro, e nele devem competir mais de 4 mil atletas com deficiência física e intelectual. Os atletas brasileiros são 285: 185 homens e 100 mulheres.
Você com certeza já deve ter reparado em alguma coisa diferente nesse post, seja no título, na imagem, ou mesmo no parágrafo anterior. Senão, nem estaria aqui, não é mesmo? Você deve ter percebido, não apenas nesse post, mas também em notícias e textos recentes divulgados na mídia, que todos estão escrevendo e falando "Paraolimpíadas" ou "Jogos Paralímpicos" de maneira diferente, sem a letra O.
Já parou para pensar qual o motivo disso? Eu fiquei me questionando, decidi pesquisar, e foi assim que esse post nasceu! Portanto, se você também tem essa dúvida, continue lendo para saber mais!



Sei que já faz um bom tempo que não preparo um novo post para a coluna de Dicas de Português e Escrita, que eu não alimento com muita frequência, mas que faz sucesso aqui no blog. Mas hoje, decidi retomar essa coluna com um assunto que vem fazendo falta aqui no Loucura Por Leituras: a minha experiência com a escrita. E nesse caso, falarei ao mesmo tempo de uma coisa muito interessante para escritores iniciantes: os concursos literários.



Faz um bom tempo que eu não publico nada na coluna de Dicas de Português e Escrita, por isso, estou aqui hoje com mais um post dessa categoria que sempre faz sucesso aqui no blog. Se você é novo visitando o blog, quero deixar claro que criei essa categoria de posts para ajudar pessoas usando a minha facilidade para escrita. Eu não sou professora nem nada do tipo, mas a maioria dos posts de dicas são baseados em pesquisas, e no final de cada um você pode encontrar as referências bibliográficas que eu utilizei.



Desde o dia em que avisei sobre sua criação, a sessão de Dicas de Português e Escrita tem sido muito bem-sucedida aqui no blog. Isso só me deixa feliz, porque vejo que ajudo muitas pessoas, e até a mim mesma, pois de vez em quando também venho aqui visitar minhas próprias dicas.
O post de hoje será mais ou menos parecido com o de homônimos e parônimos, onde eu explico um pouco o uso de palavras que possuem escrita e/ou pronúncia parecida. A diferença é que as palavras ou expressões que vou citar aqui são confundida em algumas ocasiões específicas, e porque não sei se a confusão delas é tão comum assim. E além disso, a correção automática dos programas de computador nem sempre detecta o erro.
Então vamos lá!

"Demais" ou "de mais"?
As duas formas são corretas! Mas o uso vai depender do contexto. A palavra demais serve para designar algo em grande quantidade ou intensidade. Já a expressão de mais tem a mesma função, porém só é usada para dizer o contrário de de menos.
Exemplos:
- "A aula foi interessante demais."
- "Ela ficou feliz demais."
- "Ela compra coisas demais."
- "Tenho preguiça de mais e interesse de menos."
- "Tive gastos de mais e lucro de menos."

"Afim" ou "a fim"?
Novamente, as duas estão corretas, e é o contexto que vai definir qual será usada. Se você quer dizer que determinada pessoa está interessada em algo ou alguém, então deve escrever tudo junto. Também pode se referir a coisas parecidas, (nesse caso, deve escrever no plural). Você só precisa escrever separado se estiver se referindo ao objetivo de algo ou alguém.
Exemplos:
- "Estou afim de um cara da academia."
- "Comprei cadernos, agendas, blocos de anotações e afins."
- "A placa foi colocada a fim de avisar que há um cachorro bravo na casa."

"À vontade" ou "a vontade"?
A expressão à vontade serve para designar o comportamento de alguém. Quando não existe a crase na letra a, trata-se apenas de um substantivo acompanhado pelo artigo definido feminino.
Exemplos:
- "Sente-se, fique à vontade."
- "No começo estava tímido, mas logo ficou à vontade."
- "Seja feita a vossa vontade."
- "Fui levada contra a vontade."

"A gente" ou "agente"?
A gente é aquela expressão da linguagem coloquial que substitui o pronome nós. Quando escrevemos tudo junto, podemos nos referir ao James Bond, que é um agente secreto.
Exemplos:
- "A gente viajou durante dois meses."
- "Você vem com a gente?"
- "Adoro esses filmes de agente secreto!"

"Sombrancelha" ou "sobrancelha"?
O certo é sobrancelha, sem o M. "Sombrancelha" não existe!
Exemplos:
- "Ele tem sobrancelhas finas."
- "Você tem uma falha na sobrancelha direita."

"Há anos" ou "a anos"?
As duas estão certas. Quado se usa o H no início, é porque estamos falando de algo que aconteceu no passado. Sem o H, falamos de algo que acontecerá no futuro.
Exemplos:
- "O Brasil é uma república há mais de 100 anos."
- "Meus pais estão casados há 50 anos."
- "Esse negócio vai gerar muito lucro daqui a um ano."
- "Daqui a cinco anos posso me aposentar."

"Nada a ver" ou "nada haver"?
Para falar que uma coisa não tem a menor relação com a outra, dizemos que elas não têm nada a ver. A outra expressão está errada, e eu simplesmente não consigo imaginar um contexto em que o verbo haver, no infinitivo, vai combinar com a palavra nada.
Exemplos:
- "Essa roupa não tem nada a ver comigo."
- "A Jéssica e o Roberto não têm nada a ver."

"Auto" ou "alto"?
O prefixo auto significa "próprio de si mesmo". Já a palavra alto é o contrário de baixo.
Exemplos:
- "Ligue o auto-falante."
- "Tenho uma ótima autoestima."
- "Jogadores de basquete são muito altos."
- "O volume está muito alto."

"Obedecer aos pais" ou "obedecer os pais"?
O verbo obedecer é um verbo transitivo indireto, o que significa que precisa de um complemento acompanhado por uma preposição. Sempre que for usado, vai exigir a preposição a.
Exemplos:
- "O cachorro obedece ao dono."
- "Obedeça ao professor durante as aulas."

"A meu ver" ou "Ao meu ver"?
Nesse contexto, a gramática não exige um artigo acompanhando as palavras meu ver. Por isso, ele é acompanhado apenas pela proposição a. O certo é a meu ver.
Exemplos:
- "A meu ver, isso tudo está errado."
- "A meu ver, ele tenta humilhar os outros."

"Houve" ou "ouve"?
Outro daqueles casos em que as duas formas são corretas, mas o contexto define qual será usada. Houve é o verbo haver conjugado no passado. Já a palavra ouve, é o verbo ouvir conjugado na terceira pessoa do presente.
Exemplos:
- "Houve um assalto aqui ontem."
- "Houve um concurso de beleza na minha escola."
- "Ele não ouve muito bem."
- "Ela ouve tudo por detrás da porta."

E então? Você tinha dúvida com alguma dessas situações? Eu confesso que nem sempre lembro da preposição para o verbo obedecer! Essas foram algumas dicas para sempre nos lembrarmos qual a expressão ou palavra certa em cada situação mas é claro que existem muitas outras, e eu teria que fazer vários posts para falar de todas elas. Se você conhece alguma outra, não deixe de comentar aqui! Vai ajudar muito a mim e às outras pessoas também!

Por: Lethycia Dias




Se você acompanha o blog há algum tempo, já deve saber que eu gosto muito de escrever, e que desde criancinha eu já dizia que queria ser escritora. Pode parecer bobagem, mas eu nunca desisti disso, e com o passar do tempo fui desenvolvendo minha escrita. Quando comecei esse blog, eu quis ajudar outras pessoas, compartilhando aquilo que eu sei, e é por isso que a sessão Dicas de Português e Escrita foi criada.
E a internet, quando bem utilizada, pode ser uma ferramenta maravilhosa para a gente. Acabei conhecendo por acaso alguns canais muito bons sobre literatura, e vou recomendar agora para vocês aqueles que eu mais gosto. Não me lembro como conheci nenhum deles, mas sei que assisto aos vídeos com frequência, e estou sempre tirando minhas dúvidas.


O canal Ficçomos é gerenciado por Wlange Keindé, uma jovem estudante de Ciências Sociais da UFF. Ela fornece explicações de conceitos próprios da literatura e da escrita, faz análises, dá dicas e opina sobre alguns assuntos que despertam dúvida. Além disso, escreve pelo Wattpad. Clique nos links abaixo para visitar:





Veja pela foto abaixo um pouco do conteúdo desse canal maravilhoso:

Print retirado da página de playlists do canal Ficçomos. Clique na imagem para ampliá-la.


O Literatus TV na verdade é um programa de televisão produzido pela FurbTV de Blumenau, em Santa Catarina. É apresentado por Maicon Tenfen, e seu principal objetivo é o incentivo à leitura. Os vídeos abordam assuntos muito variados, como a obra e o legado de escritores, o sucesso de determinado livro, a relação entre determinada obra e o cinema, polêmicas envolvendo escritores ou livros. Alguns dos programas contam com convidados especiais; outros, contam apenas com Maicon Tenfen, que é também escritor. A playlist Como Escrever um Livro, que no momento tem oito episódios, dá dicas muito valiosas.


Print retirado da página da playlist "Como Escrever um Livro" do canal Literatus TV.
Clique na imagem para ampliá-la.
Para conhecer, basta clicar nos links abaixo:


O canal também não é específico para escrita. Gerenciado por Vilto Reis, é um canal voltado para análise de obras, curiosidades sobre escritores, adaptações cinematográficas, e também dicas de escrita. Aqui, os vídeos também estão separados em playlists, e você pode ir direto para a que você quer: Dicas de Escrita.


Para conhecer melhor, clique nos links abaixo:


Confira abaixo um pouco do que você pode aprender com o Vilto Reis:

Print retirado da página da playlist "Dicas de escrita", do canal Homo Literatus.
Clique na imagem para ampliá-la.

É claro que nós sabemos que fazer pesquisas na internet não é suficiente para aprendermos tudo o que queremos. Esses canais oferecem apenas algumas dicas, que você pode seguir ou não, com as quais pode concordar ou não. Você pode recorrer a algum livro sobre técnicas de escrita, de algum autor em quem você confie, ou que você considere entendido do assunto. Esse post foi apenas uma sugestão para quem pretende aprender um pouquinho mais, usando essa ferramenta super legal que são os vídeos do YouTube.
E se você conhece algum outro canal como esses, ou se tem alguma técnica própria, pode compartilhar através dos comentários! Eu e os outros leitores do blog vamos adorar conhecer!

Por: Lethycia Dias




Como já afirmei várias vezes em outros textos da sessão de Dicas de Português e Escrita, as maiores dúvidas das pessoas na hora de escrever devem-se a algumas regras e usos muito simples, mas de importância fundamental para a escrita na Língua Portuguesa. As regras gramaticais e ortográficas não existem à toa, e muitas vezes servem para tornar a leitura e a compreensão de um texto mais claras e mais fáceis, evitando confusões de significado.
Você com certeza já deve ter ouvido falar que a palavra "Por que" pode ser escrita de quatro formas diferentes, e que cada uma delas tem uma função diferente e hora certa para ser usada. Isso é verdade, mas não se assuste, pois as regras são muito simples, e prestando atenção, logo você saberá diferenciar os tipos de "Por que", e saberá usá-los sem nenhum problema.

Por que (separado, sem acento): é usado para fazer perguntas, e aparece no início, ou no meio da frase, mas nunca no fim. Pode ser ainda usado em frases sem o sinal de interrogação, mas que tenham o mesmo sentido de pergunta.
Exemplos:
- "Por que você acordou tão tarde hoje?"
- "Por desistiu de participar do concurso?"
- "O professor me perguntou por que faltei tantas aulas."
- "Toda a família quer saber por que o casamento foi cancelado."

Porque (junto, sem acento): é usado para responder perguntas.
Exemplos:
- "Acordei tarde porque na outra noite fiquei assistindo a um filme muito longo."
- "Desisti do concurso porque fiquei com medo de não ser aprovado."
- "Respondi a ao professor que faltei porque estava doente."
- "O casamento foi cancelado porque tivemos uma briga muito séria."

Por quê (separado, sem acento): é usado para fazer perguntas. Só aparece no fim da frase.
Exemplos:
- "Você não foi à aula por quê?"
- "Você não vai sair com seus amigos? Por quê?
- "Você e seu namorado brigaram por quê?
- "Eu soube que não ter aula hoje, porquê?"

Porquê (junto, com acento): neste caso, a palavra "porquê" é um substantivo, e pode substituir as palavras "motivo" e "razão".
Exemplo:
- "Quero saber o porquê (motivo/razão) de toda essa bagunça."
- "Me conte o porquê (motivo/razão) para estar chorando tanto."
- "Qual o porquê (motivo/razão) de tanta gritaria?"
- "Qual o porquê (motivo/razão) do suicídio?"

Parece muito fácil, não é mesmo? Pois realmente é! Nós ficamos em dúvida com certas coisas, mas basta um pouco de leitura para nos familiarizarmos com a escrita, e se vamos observando tudo com cuidado, logo os erros vão ficando cada vez menos frequentes, até não mais existirem. É como diz aquele ditado: "a prática leva à perfeição."
Espero ter tirado suas dúvidas, mas se você acredita que ler um simples texto sobre o uso do "por que", o que acha de fazer alguns simulados sobre isso? Clique nos links abaixo para experimentar!

Simulados: uso dos porquês
Por: Lethycia Dias

Bibliografia:
MARTINS, Lucas. Uso dos "porquês". Infoescola. Disponível em: <http://www.infoescola.com/portugues/uso-dos-porques/>. Acesso em: 21 de setembro de 2015.


ENEM, segundo dia. Linguagens, códigos e suas tecnologias; Matemática e suas tecnologias; e o mais complicado de tudo: Redação. Dá até medo só de pensar, não é mesmo? Quando se fala do ENEM, todos nós já sabemos que a Redação é uma das maiores dificuldades dos candidatos. Entretanto, nem precisamos pensar em um exame de nível nacional para nos lembrarmos de que dificuldades em redação são praticamente uma unanimidade entre estudantes brasileiros. Vamos pensar naquele vestibular que você fez como treineiro. Foi difícil, não foi? Mas vamos pensar em algo menor, algo quase cotidiano. Aquela redação que seu professor ou professora de Português pediu como método de avaliação. Mesmo sendo um simples texto para ajudar a completar a nota do bimestre, você já achava um bicho de sete cabeças, não verdade? E se achava difícil, você provavelmente não gostava.
O texto de hoje no Loucura Por Leituras será sobre isso. Não se trata de uma receita de como escrever a redação perfeita, nem de como tirar a nota máxima na redação do ENEM, porque estou longe de ser uma pessoa qualificada para falar disso. O texto de hoje será uma reflexão sobre por que achamos tão difícil assim escrever um texto dissertativo-argumentativo.




Me lembro muito bem de quando estava no colégio. Desde criança, eu sempre gostei de estudar, e gostava mais ainda de ler e escrever. Passei a minha adolescência inteira frequentando bibliotecas e lendo um livro atrás do outro, o que me ajudava muito. Eu adquiria conhecimentos históricos, melhorava minha interpretação de texto, ampliava meu vocabulário, criava intimidade com a linguagem formal e ia acumulando uma bagagem de conhecimentos curiosos aleatórios e aparentemente sem nenhuma utilidade (como saber, por exemplo, que o poeta Gonçalves Dias morreu sem realizar seu sonho de voltar ao Brasil. Talvez ninguém se importe com isso, mas eu descobri lendo). E todas essas coisas eu aprendia apenas me divertindo!
Não, eu não era aluna de colégio particular, nem nada do tipo. Sempre estudei em escola pública, desde o prézinho, e as vezes encontrava muita dificuldade em manter o meu hábito de leitura, estudando em colégios com bibliotecas mal-tratadas, pequenas e quase nunca visitadas. Talvez a única coisa que eu tinha de diferente da maioria dos meus colegas é que meus pais sempre me incentivaram a estudar e também a ler. Eles não apenas cobravam que eu tirasse notas altas, como também estavam sempre me explicando a importância de me esforçar nos estudos, e quando eu era bem pequena, me ensinaram que estudar era divertido. E essa, provavelmente, foi a coisa mais incrível que aprendi com eles, porque fez uma diferença enorme na minha vida.
Mas voltando ao que importa... Graças a tudo isso, cheguei ao Ensino Médio como uma aluna de destaque. Do tipo que não tira uma nota inferior a 7,0, e que recebe o respeito e consideração dos professores, diretores, coordenadores; do tipo que entrega todos os trabalhos em dia, não importa o que aconteça; do tipo que falta só quando fica doente, e olhe lá; do tipo que todo pai e toda mãe deseja que seu filho ou filha tenha como amiga. Enfim, eu me esforçava muito, e me diferenciava por isso. Um grande exemplo era a hora de escrever redação: enquanto a maioria dos meus colegas resmungavam de insatisfação, eu sorria e pensava "Finalmente vamos fazer uma coisa legal". Fosse qual fosse o tema, eu escrevia, e me saía bem. Para ser sincera, minha única dificuldade era fazer com que todas as minhas ideias coubessem em 30 linhas - número que eu considerava pequeno para escrever uma redação das boas.
Eu ouvia meus colegas reclamando sobre a cobrança dos professores em cima da escrita. Quando cheguamos ao 3º ano e começou a pressão para que estudássemos para o ENEM e os vestibulares, percebi ainda mais essa diferença entre mim e eles. Escrevemos muitas redações ao longo daquele ano, e eu, muito preocupada em melhorar meu desempenho para tirar uma nota bem alta no exame que decidiria minha vida durante o ano seguinte, dava o meu melhor. Infelizmente, nem todos da turma conseguiam fazer igual, e a maioria das notas ficava entre 6,0 e 7,0, e eles se contentavam com isso.
Certa vez perguntei a um amigo (um desses alunos que tinham grande dificuldade) por que era tão difícil pra ele. Eu estava acostumada a gostar do que fazia, e para mim era a coisa mais natural do mundo me destacar e escrever bem. Eu simplesmente não conseguia entender por que não era fácil para todo mundo. Então ele me disse algo mais ou menos assim: "Eu não sei como começar. Eu entendo o tema, penso sobre ele, crio a minha opinião, mas não sei nem como começar a escrever". Não é que ele tivesse dúvidas sobre ortografia, pontuação, acentuação ou coisas do tipo. Ele cometia alguns erros de vez em quando, mas nada muito absurdo. E pelo que os professores diziam, a situação era semelhante com quase todos. Ideias confusas, lacunas de pensamento, problemas para conectar um argumento ao outro. Entretanto, isso ainda não fazia sentido na minha cabeça, e terminei o Ensino Médio sem compreender o mistério que era a dificuldade para escrever.
Na faculdade, tive que ler alguns textos de Koch & Elias, e de Othon Garcia, respeitados autores quando o assunto é técnicas de escrita. Não cheguei a ler livros inteiros, mas li pequenos trechos que serviam de objetos de estudo na disciplina Português - Redação e Expressão I. Um desses textos, o capítulo Eficácia do livro Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever aprendendo a pensar, foi capaz de esclarecer o mistério que me acompanhou durante toda a vida estudantil. Farei a seguir uma citação, para vejam as coisas da mesma forma que eu.

1.1. Aprender a escrever é aprender a pensar
Aprender a escrever é, em grande parte, se não principalmente, aprender a pensar, aprender a encontrar idéias e concatená-las, pois, assim como não é possível dar o que não se tem, não se pode transmitir o que a mente não criou ou não aprovisionou. Quando os professores nos limitamos a dar aos alunos temas para redação sem lhes sugerirmos roteiros ou rumos para fontes de idéias, sem, por assim dizer, lhes "fertilizarmos" a mente, o resultado é quase sempre desanimador: um aglomerado de frases desconexas, mal redigidas, mal estruturadas, um acúmulo de palavras que se atropelam sem sentido e sem propósito; frases em que procuram fundir idéias que não tinham, ou que foram mal pensadas ou mal digeridas. Não podiam dar o que não tinham, mesmo que dispusessem de palavras-palavras, quer dizer, palavras de dicionário, e de noções razoáveis sobre a estrutura da frase. É que palavras não criam idéias; estas, se existem, é que, forçosamente, acabam corporificando-se naquelas, desde que se aprenda como concatená-las, fundindo-as em moldes frasais adequados. Quando o estudante tem algo a dizer, porque pensou, e pensou com clareza, sua expressão é geralmente satisfatória.
Todos reconhecemos que ser ilusão supor - como já dissemos - que se está apto a escrever quando se conhecem as regras gramaticais e suas exceções. Há evidentemente um mínimo de gramática indispensável (grafia, pontuação, um pouco de morfologia e um pouco de sintaxe), mínimo suficiente para permitir que o estudante adquira certos hábitos de estruturação de frases modestas mas claras, coerentes, objetivas. A experiência nos ensina que as falhas mais graves das redações dos nossos colegiais resultam menos das incorreções gramaticais do que da falta de idéias ou da sua má concatenação. Escreve realmente mal o estudante que não têm o que dizer porque não aprendeu a pôr em ordem seu pensamento, e porque não tem o que dizer, não lhe bastam as regrinhas gramaticais, nem mesmo o melhor vocabulário de que possa dispor. Portanto, é preciso fornecer-lhe os meios de disciplinar o raciocínio, de estimular-lhe o espírito de observação dos fatos e ensiná-lo a criar ou aprovisionar idéias: ensinar, enfim, a pensar.*
GARCIA, Othon M. Eficácia, em: Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar. Página 301. 23ª Edição. [São Paulo]. Editora FGV. Sem data. Grifo nosso.


Então, como diz Othon Garcia, principalmente nas partes sublinhadas, o problema não é a falta de domínio das regras básicas, mas sim a dificuldade em conectar as ideias, dar sentido aos pensamentos. Depois de ler isso, eu finalmente entendi o que meu amigo queria dizer quando falou que não sabia começar uma redação, e acredito que esse seja um problema geral, quase unânime. Isso quer dizer que quem tem problemas para escrever não está se preocupando com usar o M antes de P e B; nem em como separar sílabas corretamente, ou como conjugar os verbos em todos os tempos e modos; em qual vogal fica o acento, e se ele é circunflexo ou agudo. Pelo visto, parece que a maioria das pessoas tem uma boa noção de como obedecer a todas as regras desse tipo. O problema mesmo, que deixa tantos preocupados, é: o que escrever.
Voltando ainda às minhas memórias do Ensino Médio, me lembro de que as melhores redações eram aquelas em que o professor ou professora, ao invés de apenas escolher um tema e simplesmente pedir que escrevêssemos, entrega vários textos opinativos ou informativos sobre o assunto escolhido, para que ficasse mais fácil. É isso que Othon Garcia chama de "fertilizar" a mente dos alunos. Não que a culpa seja toda dos professores, porque tenho certeza de que tanto na rede pública quanto na rede particular, existem profissionais ruins e também profissionais excelentes. Esses últimos se esforçam pelo bem de seus alunos, e formam pessoas conscientes e bem-informadas. Portanto, não vamos culpar pessoas; não vamos dizer que alguém é responsável por todo o problema.
Enfim, é isso. Chegamos ao ponto chave da questão, e cumprimos o objetivo do texto. Talvez eu faça em breve outros textos sobre o mesmo assunto, explicando como organizar bem os pensamentos para escrever uma redação bacana, ou qualquer espécie de texto, mas hoje ficamos por aqui.

Por: Lethycia Dias

*O trecho citado é anterior ao Acordo Ortográfico de 2009. Mantivemos a grafia original.
Referências Bibliográficas:
GARCIA, Othon M. Eficácia, em: Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar. Página 301. 23ª Edição. [São Paulo]. Editora FGV. Sem data. Grifo nosso.




Já parou para pensar no quanto uma simples palavrinha, com três letras, é importante na nossa fala e também na escrita? Na Língua Portuguesa, em geral? Estou falando da palavra que. Já parou para pensar no quanto nós a utilizamos, sem realmente pensar qual a importância dessa palavra em certas frases? Eu pensei, e ao pesquisar sobre isso para escrever esse post, fiquei impressionada com a quantidade de funções que o que pode assumir, sem percebermos. Vamos agora conferir algumas delas, para que você entenda o quanto ele é importante.

Advérbio: pode ser um advérbio, intensificando palavras às quais estará ligado.
Exemplos:
Que lindo dia! (intensifica o adjetivo lindo).
Que menino educado! (intensifica o adjetivo educado).

Conjunção coordenativa: liga orações equivalentes. Pode dividir-se em:
A) Aditiva: liga orações estabelecendo uma sequência de fatos, tendo função semelhante à da conjunção e.
Exemplos:
Diz que diz, e nada acontece!
Anda que anda, e nunca chega aonde quer.

B) Adversativa: expressa oposição.
Exemplos:
Outra pessoa, que não eu, deveria fazer algo.
Muitos funcionários, que não eu, seriam demitidos.

C) Explicativa: indica motivo ou razão, e funciona de forma semelhante ao porque.
Exemplos:
Pegue as roupas no varal, que lá vem chuva;
Arrume seu quarto, que teremos visita.

Conjunção subordinativa: liga orações que precisam obrigatoriamente de complemento para que possam ser compreendidas; a ação que se sucede ao que terá, no período, terá a função substantiva ou adverbial, em relação à oração principal (da qual ela depende). Divide-se em:
A) Causal: introduz orações adverbiais causais, que desempenham função de porque.
Exemplos:
Fugimos todos, que a maré vinha subindo depressa.
Não esperaria mais, que ela já demorava muito.

B) Comparativa: introduz orações subordinadas adverbiais comprativas.
Exemplos:
Eu sou mais alto que o meu irmão.
As crianças de antigamente brincavam muito mais que as de hoje.

C) Consecutiva: introduz orações subordinadas adverbiais consecutivas, indicando consequência.
Exemplos:
É tão baixinho que não alcança a prateleira.
Tanto reclamou que teve o que queria.

D) Concessiva: introduz oração subordinada adverbial concessiva, e equivale a embora.
Exemplos:
Que não aprovem nosso amor, continuaremos juntos!
Durma e descanse que seja só um pouco!

E) Final: introduz oração subordinada adverbial final, e equivale a para que ou a fim de que.
Exemplos:
Todos lhe fizeram sinal que se calasse.
A mãe incentivou muito, que não tivesse vergonha.

 F) Temporal: introduz oração subordinada adverbial temporal, e tem sentido próximo a desde que.
Exemplos:
"Porém já cinco sóis eram passados que dali nos partíramos" (Camões), (grifo nosso).
Agora que a luz se apagou, nada podemos ver.

Interjeição: exprime surpresa ou encanto. Neste caso, quando for uma exclamativa, a palavra que deve ser acentuada.
Exemplos:
Quê! Você faltou por todo esse tempo?
Quê! Não podemos fazer isso!

Partícula de realce: aparece presente no contexto como recurso expressivo, e sua retirada não prejudica o sentido.
Exemplos:
Então qual que é o verdadeiro campeão?
Que vontade que tenho de encontrar você!

Preposição: Equivale à preposição de ou para, ao acompanhar os verbos ter e haver.
Exemplos:
Você tem que obedecer quando recebe uma ordem. (que + de)
Se é assim, não temos muito que fazer. (que = para).

Pronome adjetivo indefinido: funcionando como adjunto adnominal, acompanha um substantivo.
Exemplo:
Que tempo mais esquisito!
Que lanche delicioso!

Pronome adjetivo interrogativo: ainda desempenha função de adjunto adnominal, acompanhando substantivos das frases interrogativas.
Exemplo:
"Que livro você está lendo?"
Que horas são?

Pronome indefinido substantivo: equivale a que coisa.
Exemplo:
Que caiu?
A roupa era feita de quê? (Ao fim da frase deve ser acentuado).

Pronome relativo: refere-se a um termo antecedente, e pode ser substituído por o qual, a qual, os quais ou as quais.
Exemplo:
Aquela é a garota que não aceitou meu pedido de namoro.
O vizinho que eu detesto sempre ouve música alta.

Como vimos, a palavra que, uma simples palavrinha de três letras, desempenha inúmeras funções. Pode ser preposição, conjunção, pronome, partícula de realce, interjeição e advérbio, e muitas vezes é fundamental, pois faltam palavras que possam substituí-la. Por isso, é tão importante conhecer sua função, pois assim podemos usá-la melhor, e evitar o uso inadequado. Dessa forma, a escrita se torna mais correta.
Espero, com esse post, ter ajudado a quem tinha a curiosidade, ou a que precisava se informar sobre o tema.

Por: Lethycia Dias

Bibliografia:
MUNDO VESTIBULAR. Funções da palavra QUE. 11/04/2011/. Disponível em:
VILARINHO, Sabrina. Classe de palavras. As funções morfossintáticas da partícula que. Mundo Educação. Disponível em:



Embora pareça simples e fundamental no momento da escrita, uma das coisas que mais geram dúvidas é, acreditem, a pontuação. Tudo certo na hora de colocar exclamações, interrogações, reticências e ponto final, não é mesmo? Talvez a vírgula gere dúvidas também, e por isso, em breve dedicaremos um post a ela. Mas há horas em que o ponto-e-vírgula acaba sendo o verdadeiro vilão da história. Quem escreve com frequência sabe como ninguém que há momentos em que simplesmente não sabemos responder à pergunta:

"E agora? Eu uso vírgula, ponto-e-vírgula ou ponto?"

Todos sabem que o ponto marca o fim de um período (oração simples, coordenada ou subordinada) ou de um parágrafo. É comum aprendermos em nossa formação básica que a vírgula "serve pra fazermos uma pausa na leitura", que o ponto-e-vírgula "significa uma pausa um pouco maior", e que o ponto "é o fim da frase. Vamos aqui abolir esta ideia de "pausa para respirar", e explicar quando exatamente se usa o ponto-e-vírgula.

O ponto-e-vírgula é usado para:

* Separar orações coordenadas quado pelo menos uma delas já tem vírgula no seu interior.
   "Muitas são as causas que vêm afetando o equilíbrio ecológico; entre elas, está a devastação dos recursos naturais."
    "Fazia um silêncio sepulcral na casa; todos, pensava eu, tinham saído ou morrido." (Clarice Lispector)

* Separar itens ou tópicos de decretos, leis, portarias, etc. (itens de uma enumeração)
   "Na reunião do Conselho de Classe, os professores discutiram sobre:
     - O alto número de faltas;
     - O mau-comportamento dos alunos;
     - O grande número de alunos que tiraram notas baixas nas provas."

* Separar orações de sentido adversativo, isto é, contrário, oposto.
   "As mulheres choravam de medo; os homens zombavam de tudo." (José Cândido de Carvalho)
   "A aula já terminou; vocês, no entanto, não podem sair."

Esse post foi simplesmente explicativo, a fim de tirar pequenas dúvidas que podem muitas vezes prejudicar um texto, como acontece no caso de uma frase muito grande, na qual o leitor fica confuso; acaba esquecendo-se do que foi dito no início; sente que a frase nunca terá fim.
Viram o uso do ponto-e-vírgula no parágrafo acima? É um bom exemplo de oração composta por vários períodos, em que este sinal se faz necessário. Espero ter sido capaz de ajudar a esclarecer dúvidas.

Por: Lethycia Dias

Uma das maiores dificuldades que encontro quando escrevo é a de sempre encontrar defeitos naquilo que faço. É sempre assim: meu texto perece cheio de erros, as frases parecem não combinar direito, parece haver contradições, a ideia é ousada demais, a opinião do personagem parece ser minha e vai ofender alguém, etc.
Raramente isso acontece enquanto estou escrevendo. É nesse momento que sou livre, que sou eu mesma, que faço o que quero. Quando termino, entretanto... A coisa muda um pouco. Começo a ficar me perguntando o que vão pensar quando lerem. As dúvidas que passam pela minha cabeça começam a se tornar muito mais importantes do que o texto em si, seja ele um poema, um conto ou um artigo de opinião. Fico achando que ninguém vai gostar. Todos encontrarão imperfeições. Não vão concordar comigo. Vão achar que minhas histórias não fazem sentido.


Créditos na imagem


Acho que estou assustando vocês com meus pensamentos. Entretanto, eu não posso deixar de colocá-los, ou este texto não terá o efeito que desejo, pois acredito quem quem escreve e tem dificuldades de exibir seus escritos tem os mesmos medos que eu (se não os mesmos, pelo menos parecidos). Por isso é que estou aqui, expondo-os, para que se identifiquem, e que reflitam sobre meus conselhos.
O pior que o um escritor pode fazer é ter medo do que vão pensar de seus textos. Na vida, em geral, é saímos prejudicados quando temos medo. Quando esse medo está relacionado aos nossos sonhos, é pior ainda!
Uma das coisas que tive de aprender, pensando sobre minha própria vontade de manifestar a escrita, foi que não devia ter medo; que devia escrever, porque é disso que gosto; que devia procurar mostrar minha opinião da forma mais clara, para não ser mal-interpretada; que devia dizer a mim mesma que quem está acostumado a ler contos sabe muito bem que bem sempre o autor concorda com o modo de agir e pensar de seus personagens; que criador e criaturas não são a mesma coisa.
Foi pensando assim que consegui ver que a dimensão de meus próprios temores. Consegui compreendê-los melhor, e assim, afastá-los. Hoje sou capaz de escrever abertamente neste blog, onde todos leem, onde recebo elogios, mas também fico sujeita a críticas, a aceito a ambos, refletindo seriamente sobre as críticas justificáveis. Será que posso dizer que amadureci? Creio que sim. Se não houvesse crescido em minha produção, não estaria experimentando estilos diferentes.
Aqui estou, uma aspirante a escritora falando com seus iguais. Não dizendo que sei mais; apenas compartilhando o que aprendi na prática. Espero assim poder ajudá-los.

Por: Lethycia Dias

Eu anunciei em um post anterior que iniciaria uma sessão de dicas de português e escrita. Por gostar muito de escrever, comecei a ficar atenta a algumas peculiaridades da Língua Portuguesa, e a observar muitas coisas que geram curiosidades. Por isso, o post de hoje será sobre os verbos defectivos, que causam muita confusão tanto na escrita quando na fala.
Você com certeza já deve ter ficado se perguntando como se conjuga tal verbo em determinado modo e tempo, geralmente na primeira pessoa, certo? Deve ter ficado pensando, tentando se lembrar, mas provavelmente chegou à conclusão de que nunca ouviu falar ou nunca leu tal verbo conjugado dessa forma... Acertei? Se a resposta é sim, então você estava tentando conjugar um dos confusos verbos defectivos! Eles se encaixam nas três categorias de verbos irregulares, que são aqueles que possuem suas conjugações sem obedecer ao seu infinitivo. Vamos relembrar como é isso?


(clique na imagem para ampliar)


Os verbos irregulares dividem-se em anômalos, abundantes e defectivos.
Defectivos são aqueles que, por algum motivo, não são flexionados em todas as pessoas, tempos ou modos. Alguns bons exemplos são:

Verbo abolir (presente do indicativo)
EU -
TU - aboles
ELE - abole
NÓS - abolimos
VÓS - abolis
ELES - abolem


Verbo reaver (presente do indicativo)
EU -
TU -
ELE - 
NÓS - reavemos
VÓS - reaveis
ELES -



Veja alguns outros exemplos: brandir, bramir, colorir, demolir, esculpir, feder, retorquir.

Todos estes são verbos que sempre gerarão dúvidas quanto à sua utilização. Por isso, é sempre bom pesquisar um pouco antes de utilizá-los.

Por: Lethycia Dias

Esse post veio para inaugurar a sessão Dicas de Português e Escrita, e para começar, decidi esclarecer uma confusão muito comum entre os pronomes pessoais "mim" e "eu". Antes disso, porém, que tal relembrarmos o que exatamente são os pronomes?

O pronome é uma das classes gramaticais da Língua Portuguesa. Sua função é, dependendo do caso, acompanhar ou substituir o substantivo (evitando, assim, a sua repetição). Eles representam as as pessoas do discurso, que são estas:

1ª pessoa: quem fala;
2ª pessoa: com quem se fala;
3ª pessoa: de quem se fala.

Uma das classes de pronomes é a dos pronomes pessoais, que dividem-se em retos ou oblíquos, com a diferença de que os retos são usados como sujeito da oração, e os oblíquos, não.
Aqui estão eles:






Uma dúvida frequente que algumas pessoas têm é a do uso do pronome reto "eu" ou do oblíquo "mim", em determinadas frases. Por exemplo:


  • Minha mãe pediu para "mim" ajudá-la no almoço.
  • Ela deixou uma lista com tarefas para "mim" fazer.

Nesses dois casos, fica aquela dúvida. Qual seria o mais certo? Mim, ou eu? 

O certo é utilizar o pronome pessoal reto "eu", pois é destinado à realização de ações, enquanto o pronome oblíquo "mim" tem a função contrária, sofrendo ações. Dessa forma, o certo seria dizer:

  • Minha mãe pediu para eu ajudá-la no almoço.
  • Ela deixou uma lista com tarefas para eu fazer.

Dúvida esclarecida? Não perca o próximo post!

Por: Lethycia Dias

Nada mais natural para uma pessoa que gosta de escrever, do que compartilhar o conhecimento que tem, certo? Em apoio à sessão Gêneros Textuais, e um projeto (que pretendo começar em breve) de auxílio para estudantes, decidi iniciar também uma sessão de Dicas de Português e Escrita!
Em cada post novo, estarei esclarecendo alguma espécie de dúvida comum na hora de se elaborar um texto! Começarei em breve!

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