Confira!

"Esta coletânea, ganhadora do Prêmio Bram Stoker, consagrou Joe Hill como u novo mestre do horror, abrindo as portas para a publicação de sua primeira ficção, A Estrada da Noite. Em 17 contos, o autor passeia por todas as vertentes de terror: do sobrenatural ao suspense, do trhiller à fantasia. Com o texto ágil, repleto de referências culturais, este livro tem o poder de suscitar sentimentos opostos, fazendo com que o leitor fique ao mesmo tempo aterrorizado com o rumo da história e empolgado com o ritmo da narrativa. Em cada conto, por meio de cada personagem - um adorável menino inflável; o filho de Van Helsing; um garoto sequestrado que recebe ligações de um morto; um editor que se vê dentro de um conto de terror; um dono de cinema que se apaixona por um fantasma -, Hill dá vida aos nossos piores pesadelos, nos levando a refletir sobre as atrocidades de que o ser humano é capaz. Profundos, tocantes e perturbadores, os contos reunidos nesta coletânea permanecem vivos na mente do leitor até muito tempo depois de ele fechar o livro."

Autor: Joe Hill
ISBN: 978-85-99296-29-5

Nesta incrível reunião de contos do americano Joe Hill, duas vezes premiado por seus trabalhos, o leitor tem acesso ao mundo do inesperado. Mesmo quando acredita-se que a história está se desfiando pelo lado mais previsível, ele ainda é capaz de nos surpreender com o contrário, ou mesmo com algo que esteja fora de questão, além das expectativas. Não que todos os contos sejam de arrepiar os pelos da nuca - apenas fazer isto, como se fosse o único objetivo de um livro de terror, não seria o bastante. Ao contrário do que se imagina, alguns dos contos aqui apresentados estão entre o drama e o suspense, com algumas partes arrepiantes ou perturbadoras, é claro, mas sempre com muita sensibilidade.
Em Último Suspiro, nos deparamos com a visita de uma família a um museu que expõe, nada mais mais nada menos, que os últimos suspiros de pessoas que morreram; Pop Art, talvez o mais sensível de todos, apresenta a difícil vida de um garoto inflável como um balão; em A Máscara do meu pai, um garoto de treze anos se vê enredado numa perturbadora situação criada por sua mãe, sem saber muito bem o que faz parte de uma mera brincadeira, e o que é realidade; o conto que dá nome ao livro, Fantasma do Século XX, nos apresenta um homem apaixonado pelo fantasma de uma garota que assombra seu cinema; Internação Voluntária, provavelmente aquele que mais me tocou (ainda estou me desligando da história recém-lida), um homem conta através de lembranças a história do desaparecimento de seu irmão que tinha uma deficiência mental, e que parece ter causado, anos atrás, o sumiço de seu amigo.

"Seu escritor preferido era Kafka - porque ele compreendia o absurdo.
O meu era Malamud - porque ele compreendia a solidão."

Através dessas histórias Joe Hill alcança com êxito o objetivo de um contista: tocar seu leitor sendo breve, desenvolvendo os personagens, mas sem alongar-se muito, revelando-lhe os fatos, e ao mesmo tempo assombrando-o com aquilo que não diz.
Algumas dessas narrativas são, de fato, assustadoras, como Os Meninos de Abraham, ou o conto que inaugura o volume com honra, O Melhor do Novo Horror. Enquanto isso, outros são insólitos, mas nem por isso fáceis de largar; alguns, ainda, possuem tanto sentimento entre as linhas, que seria impossível não se imaginar na pele dos personagens.
Para os apreciadores de contos, ou para quem está procurando por algo novo, surpreendente, Fantasmas do Século XX não deixa dúvidas quanto ao fato de ser uma boa escolha.

Por: Lethycia Dias


"Brida é uma jovem irlandesa que sempre se interessou por magia. Em determinado momento, ela sente que é chegada a hora de mergulhar mais fundo nesse assunto e resolve procurar os sábios que dominam a arte da feitiçaria. Nessa busca, duas pessoas são fundamentais: o Mago de Folk, que instrui Brida a confiar na bondade do mundo, e Wicca, que leva sua aprendiz a descobrir o seu Dom e alcançar a música do mundo. Enquanto Brida tenta aplacar sua sede de conhecimento, também luta para vencer seus medos e encontrar o equilíbrio entre seus relacionamentos atuais e as descobertas de suas vidas passadas. Esta é uma história de amor, paixão, mistério e espiritualidade, que trata do ancestral anseio humano por encontrar a alma gêmea"




Autor: Paulo Coelho
I.S.B.N.: 978-85-7542-935-8

Tendo lindo apenas um livro de Paulo Coelho antes, encarei Brida como uma nova aventura, um mergulho no desconhecido que é explorar o estilo de um autor diferente, e pude concluir que para os livros de Paulo Coelho a regra é uma só: ou você ama, ou você odeia. E estou surpresa com o quanto amei. Como uma leitora determinada a quebrar o preconceito com os autores nacionais e mostrar que o Brasil também está cheio de escritores brilhantes, posso afirmar que não é à toa que Coelho é o escritor brasileiro que mais vende internacionalmente, tendo suas obras publicadas em 168 países e traduzida para 78 idiomas. Também não é por acaso que ocupa uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.
Longe do que se poderia esperar ao ler a sinopse, o mito da bruxa é desconstruído em Brida. A personagem aprende magia, e com ela conhece melhor os mistérios do mundo e de sua própria personalidade, conhecendo-se melhor. Encontra-se com a sabedoria que o ser humano vem acumulando por milênios durante sucessivas encarnações, e encontra aquilo que todos nós procuramos, aquilo que está presente nos clássicos, nos filmes, nos desejos das pessoas: o amor.

"Sabia que ninguém mais iria ouvi-la com o mesmo respeito, porque as pessoas tinham medo de saber como a vida era mágica; estavam acostumadas com suas casas, seus empregos, suas expectativas, e se alguém aparecesse dizendo que era possível viajar no tempo (...), as pessoas se sentiriam roubadas pela vida, porque elas não tinham aquilo, a vida delas era o dia sempre igual, a noite sempre igual, os fins de semana iguais."

Seja nos ensinamentos de sua mentora Wicca, ou seja nas conversas com o Mago, Brida sacia sua sede de conhecimento, aprendendo a cada dia um pouco mais sobre as pessoas e a vida, e à sua maneira, quando entra em contato com o mundo invisível, aproxima-se mais de Deus. Sua história é uma constante e profunda reflexão sobre tudo o que nos cerca, e com certeza agradará àqueles que já conhecem outros livros do autor, e também àqueles que, assim como eu, pretendem ler para conhecê-lo.
É mais um daqueles livros que compramos por algum motivo especial, porque algo neles (talvez a capa, talvez a sinopse, talvez o título, talvez as primeiras páginas) nos instigou a ler, e então percebemos que tivemos uma intuição correta. Para mim, será um volume exótico na minha estante; para quem se interessa por assuntos como reencarnação e práticas esotéricas, será com certeza interessante!

Por: Lethycia Dias

"Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer. O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter siso enviado por sua esposa. Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem resposta: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?"

Autor: Harlan Coben
I.S.B.N.9788599296516

Publicado em 2001 por Harlan Coben, Não conte a ninguém é um eletrizante romance de suspense em que David Beck, o protagonista golpeado pelo destino, se vê numa busca desesperada por respostas para as perguntas despertadas pelo estranho e-mail que só poderia ter sido enviado por sua esposa, supostamente morta há oito anos. Ao mesmo tempo precisa fugir da polícia, e de vários inimigos que parecem persegui-lo.
A leitura é incessante, impulsionada pela narrativa que nos transporta para dentro da trama, veloz e surpreendente como um filme de ação. O autor nos traz um raciocínio rápido, em que cada capítulo propõe uma nova revelação - sem, no entanto, desvendar o mistério por completo, que só é compreendido nas últimas páginas.

"Parecia um sussurro sombrio ao vento. Ou talvez um frio na espinha. Alguma coisa. Uma canção etérea que apenas Elizabeth e eu podíamos ouvir. Uma tensão no ar. Alguma premonição."

Alternando entre capítulos em primeira pessoa, com a visão do Dr. Beck, e capítulos em terceira pessoa, que acompanham outros personagens, Não conte a ninguém nos leva a uma leitura quase faminta, em que a ânsia de descobrir o que há por trás de tantos segredos torna impossível largá-lo!

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