Confira!

"Sam e Dean Winchester conhecem todos os segredos que John Winchester guardou em seu diário. Agora você vai saber também. No dia 2 de novembro de 1983, Sam e Dean Winchester perderam a mãe, morta por uma força demoníaca sobrenatural. Após a tragédia, o pai deles, John decidiu aprender tudo que podia sobre as criaturas malignas que vivem nos cantos sombrios e nas estradas mais longínquas dos Estados Unidos. Jonh Winchester reuniu em seu diário lendas, folclores, e superstições sobre inúmeros inimigos do outro mundo, mas também relatou suas próprias experiências e angústias - na caçada à criatura que matou sua esposa, enquanto criava, sozinho, seus dois filhos. O diário de John Winchester traz para os fãs de Supernatural tudo aquilo que sempre sonharam: os rituais de exorcismo que Sam e Dean aprenderam a usar; a história de Samuel Colt; a primeira caçada de Dean; o time de futebol infantil de Sam... E tudo sobre a frenética caçada aos seres sobrenaturais. Este diário reproduz fielmente todas as anotações, conselhos, e estratégias que John colecionou e que servem como valiosas armas na saga dos Winchester.


Autor: Alex Irvine
Gênero: diários
Número de páginas: 218
Local e data de publicação: Rio de Janeiro, 2010.
Tradução: Eduardo Friedman
Ilustrações: Dan Panosian e Alex Irvine
Editora: Gryphus

Atenção: pode conter spoiler's sobre a série.

Vinte de dois anos de busca


Há menos de dois anos decidi, junto com o meu irmão, assistir à série Supernatural, da qual já tinha ouvido falar muito, e da qual minha tia e meu primo gostavam. Pela curiosidade, abrimos um desses sites onde é possível assistir a filmes e séries online, colocamos o primeiro episódio para carregar, e a partir daí, nos apaixonamos pela saga dos irmãos Winchester. Quando escrevi o post sobre os livros inspirados na série, eu não imaginava que algumas semanas depois meu dedicado namorado me daria de presente o livro que eu mais queria entre os que foram listados. Muito obrigada, Bruno, meu amor! Mesmo com uma pilha enorme de livros que vem se acumulando na minha estante este ano e que não estou conseguindo ler, passei o presente na frente de todos os outros, e li movida pela paixão de uma fã.
Desde que começamos a assistir ao seriado, e eu meu irmão sempre tivemos muitas perguntas sobre o que poderia haver no diário que os irmãos consultavam tantas vezes nas primeiras temporadas. Como John teria aprendido o que fazer para matar cada tipo de monstro? Como começou a treinar os filhos? Havia sinais de que Sam era um garoto diferente? Quando conheceu Hellen? Como foi a morte do pai de Jo? Lendo este livro, descobri as respostas para essas perguntas e muitas outras.
O diário começa duas semanas depois da morte de Mary, com um John atordoado e desesperado, que quer fazer de tudo para proteger os filhos e que quer entender o que matou sua esposa, como, e por que. Em busca de respostas, e sendo julgado por todos como louco toda vez que conta a história verdadeira sobre o incêndio na casa de Lawrence, no Kansas, John logo abandona a cidade e parte numa busca desenfreada por todo o país, conhecendo pouco a pouco os mistérios sobre as coisas que assombram o mundo, e de cuja existência ele sequer suspeitava. A princípio estava assustado, e relutava em acreditar até mesmo no que via. Logo no início, ele afirma que não é um caçador, mas apenas um pai e um marido em busca de vingança. Contudo, a necessidade de proteger os filhos, a falta de explicações e a única vantagem de levar aquela vida - isto é, a possibilidade de salvar pessoas - fizeram com que continuasse.
No dia 1 de janeiro de 1984 (página 16), John conta de Mary costumava definir um novo objetivo a cada ano. Seguindo o exemplo, ele faz uma promessa a ela: descobrir o que houve. A promessa se renova a cada ano, e John nunca se esquece dela.
Mais tocantes do que os relatos de caçadas, de mortes e de coisas inacreditáveis para um cético, os conflitos emocionais aparecem de tempos em tempos. Ao tornar-se caçador, John faz coisas que não se considerava capaz de fazer. Sempre preocupado com Dean e Sam, que crescem "como soldados", muitas vezes ele se questiona se tem sido um bom pai. Minha opinião sobre isso é de que John foi um bom pai, na medida do possível. Dean e Sam tiveram uma infância e adolescência difíceis, mas John fez o que podia por eles.

"Sou o tipo de pai que preciso ser. O tipo que ensina os filhos
que nenhum homem ou monstro mata a mãe deles e sai impune.
O tipo que mostra para eles que, quando se trata de família,
é preciso fazer de tudo para acertar as coisas."
2 de maio de 1988. Página 49.

Simples e direto, Alex Irvine nos transporta para dentro do universo da série. Cheia de curiosidade, mas sem querer ir "com muita sede ao pote" (pois sabia que não podia ler muito rápido devido à quantidade de informações que teria de absorver), muitas vezes eu acreditei que não estava lendo um livro de ficção escrito por um homem comum. O sentimento que eu tinha era de que John existia, e que eu tinha nas mãos o seu diário legítimo, o diário que serviu de consulta para seus filhos. Alex Irvine não se faz presente na própria escrita. Ele consegue, como é tão difícil de ver, anular-se na história de outro homem. Enquanto lia, eu me esqueci completamente de Alex, e acreditei apenas em John. Para mim, ele era real, ao menos através das páginas.
Como uma boa fã da série, eu procurei, de certa forma, "checar" tudo o que lia. Queria identificar referências feitas aos acontecimentos da série, e encontrei muitas. Alguns exemplos seriam o caso do Dr. Benton, médico que desde o século XIX sequestrava pessoas, roubava seus órgãos e os colocava em seu corpo, afim de viver eternamente;  os vários relatos e lendas variantes sobre a Mulher de Branco; a maldição dos lagos do Winsconsin; a caçada a um lobisomem durante as férias; entre outros. Também são citados no livro incontáveis lendas, superstições e folclore de várias culturas. Espiritismo e esoterismo se fazem muito presentes. Em certa parte que enumera criaturas que mudam de forma, até mesmo a lenda brasileira do boto cor de rosa é citada (Encantados, página 95). Podem-se encontrar vários rituais e exorcismos, e também as explicações para o uso do sal (página 47), e para a personificação da Morte (página 83). As páginas são ilustradas, e muitos símbolos e desenhos aparecem ao longo da narrativa.

Presença de símbolos e desenhos.


Desenhos, principalmente dos monstros, complementam a narrativa.


Este é o ponto onde começa o diário.



Ler O diário de John Winchester foi também uma maneira de voltar à primeira e à segunda temporadas, principalmente nos trechos em que John relata o crescimento de Sam. Desde pequeno, ele revelava uma grande vontade de viver uma vida normal. Adulto, é ele quem tem mais conhecimento sobre folclore, e isso também é revelado no livro: John já observava que Sam gostava de pesquisar sobre todas as criaturas que caçavam. Sua rebeldia no fim da adolescência também é notável, e a briga entre pai e filho acontece com a partida de Sam para Stanford.
Eu o recomendo a todos aqueles que são fãs da série e que desejam saber mais sobre a jornada de John até o momento em que ele encontra pistas sobre o Demônio Amarelo. E recomendo também para aqueles que desejam começar a assistir a série, ou que estão começando agora.

Aspecto positivo: referências a acontecimentos da série; explicações sobre rituais; presença de desenhos e símbolos complementando a narrativa; explicações sobre o treinamento de Sam e Dean; citação de mitos, lendas e folclores.
Aspecto negativo: passagens de tempo longas, meses se passam sem que nada seja registrado; listagens de nomes, locais ou datas não explicados, que ficam sem sentido.

Por: Lethycia Dias

Se você gostou dessa resenha, saiba mais sobre outros livros inspirados na série, clicando no link abaixo:

Fazendo algumas pesquisas sobre escritores consagrados da literatura mundial, acabei descobrindo algumas coisas bem interessantes (ou não) sobre alguns deles. Achei legal fazer um post compartilhando com vocês. Talvez vocês já saibam de alguns dos fatos que vou contar aqui abaixo, ou talvez nunca tenham suspeitado. E aqui vamos nós:




Coisas que você não sabia sobre autores de clássicos da literatura mundial:


1- Vários nomes, uma só identidade:
William Shakespeare (1564-1616), conhecido com o poeta nacional da Inglaterra, e mundialmente famoso por seus sonetos e peças de teatro (Hamlet, Otelo, Romeu e Julieta) viveu em uma época em que a ortografia da Língua Inglesa não era ainda fixa e uniforme, isto é, as regras de como as palavras deveriam ser escritas ainda não existiam, ou ainda não eram bem definidas.
Por isso, o nome do poeta e dramaturgo que conhecemos como William Shakespeare aparece escrito em documentos de várias formas diferentes. Algumas dessas variações são: "Shakspere", "Shaksper" e "Shake-speare".





2- Homossexualidade era crime no século XIX:
Em 1895, cinco anos depois de ter publicado a primeira versão de seu famoso romance O Retrato de Dorian Gray (1890), o escritor Oscar Wilde (1854-1900) enfrentou três julgamentos e foi condenado a dois anos de prisão com trabalhos forçados por "cometer atos imorais com outros rapazes". Quem o acusava era um nobre chamado John Solto Douglas, o Marquês de Queensberry, pai do poeta Alfred Douglas, de quem Wilde seria amante. Durante seu período de prisão, Wilde escreveu uma longa carta a Alfred Douglas (também conhecido pelo apelido "Bosie"), que foi publicada no livro De Profundis.


3- Fim de semana em Genebra deu origem ao monstro de Frankenstein:

Mary Shelley em retrato de
Rothwell
Em 1816, Mary Shelley passou o verão numa casa alugada próximo ao Lago de Genebra, na Suíça, acompanhada por seu marido Percy Shelley, seu filho e sua meio-irmã Claire Clairmont. No mesmo mês, o poeta Lord Byron (famoso adepto do Romantismo) juntou-se a eles, acompanhado por seu jovem médico John Willian Polidori (autor do conto O Vampiro). Chovia muito, e o grupo estava confinado dentro da casa, fato que Mary Shelley chegou a registrar em seu diário, anos depois. Lendo e contando histórias de terror para passar o tempo, surgiu o desafio de cada um escrever sua própria história de monstros e fantasmas. Em 1818, Shelley publicava Frankenstein ou o Prometeu Moderno, que no início deveria ser apenas uma história curta, mas acabou evoluindo para um romance, graças ao incentivo de Percy.





4- Primeiro a viver só de literatura em seu país:
Edgar Allan Poe (1809-1849), consagrado até hoje por suas histórias de teor macabro e por seu famoso poema O Corvo (1845), que no Brasil foi traduzido por Machado de Assis, é considerado o inventor do gênero ficção policial, e recebeu créditos também por contribuir com o gênero ficção científica. Além disso, foi o primeiro escritor americano a ser conhecido por tentar ganhar a vida somente através da escrita, o que fez com passasse por grandes dificuldades financeiras. Sua obra é constituída por contos, poemas e ensaios, e ele jamais escreveu um romance.





5- Origem de Sherlock Holmes e fé no Espiritismo:
O personagem Sherlock Holmes apareceu pela primeira vez no romance Um Estudo Em Vermelho, publicado na revista Beeton's Christmas Annual em novembro de 1887, sendo transformado em livro no ano seguinte. O brilhante detetive fictício, famoso mundialmente, foi inspirado em uma pessoa real: Joseph Bell (1837-1911), professor de Arthur Conan Doyle (1859-1930) em sua época da universidade. Em uma carta ao antigo professor, Conan Doyle escrever: "É mais do que certo que é a você que eu devo Sherlock Holmes... Com base no centro de dedução, na interferência e na observação que você inculcar, tentei construir um homem". Em alguns momentos, o personagem de Edgar Allan Poe, C. Auguste Dupin (um detetive), também serviu de inspiração. Além disso, Sir Arthur Conan Doyle teve envolvimentos com o Espiritismo nos últimos de sua vida. O médico e escritor já conhecia a religião desde 1887, mas foi só após a morte de alguns parentes no início do século XX (sua esposa, seu filho, seu irmão e também seus dois cunhados, entre 1906 e 1918), procurou conforto no Espiritismo, tornando-se um grande defensor e divulgador. Em 1918, publicou a obra A Nova Revelação, sobre suas convicções a respeito da doutrina espírita.

6- Escritora anônima:
Devido a algumas dificuldades em ter suas obras aceitas por editores, Jane Austen (1775-1817) publicou Razão e Sensibilidade de forma anônima, utilizando-se como identificação apenas a expressão "By a Lady". A respeito disto, sua sobrinha Fanny Knigth registrou no próprio diário o recebimento de uma carta de Cassandra Austen (irmã de Jane e também sua tia) pedindo que ela não mencionasse que a tia Jane era a autora de Razão e Sensibilidade. Isto ocorreu em 1810 ou 1811. Em 1813, publicou Orgulho e Preconceito, e começou a trabalhar em Mansfield Park. No mesmo ano, a popularidade adquirida por Orgulho e Preconceito e a indiscrição da família fizeram com que sua identidade fosse revelada.



7- A Paz como solução:
Liev Tolstoi, ou Leon Tolstoi (1828-1910), famoso escritor russo, autor do romance Anna Karenina, tornou-se pacifista durante a velhice, passando a defender a busca por uma vida simples e próxima à natureza. Suas novas ideias desagradavam à igreja e ao governo. Chegou a trocar correspondências com Gandhi, que o considerava "o maior apóstolo da não-violência". Ao escrever o livro O Reino de Deus está em vós, baseou-se no Sermão da Montanha (Novo Testamento) para afirmar que não se deve revidar o mal com o mal. Ainda afirmava ser contra o serviço militar obrigatório, e contra o militarismo como um todo.

8- Antiga amizade:
John Ronald Reuel Tolkien
Clive Staples Lewis
 Criador de O Senhor dos Anéis, O Hobbit, e O Silmarillion, Tolkien (1892-1973) foi durante décadas muito amigo de outro grande escritor do gênero fantasia: C. S. Lewis (1898-1963), autor de As Crônicas de Nárnia. Ambos participavam do grupo The Inklings, associado à Universidade de Oxford, na Inglaterra, criado para discussão informal de literatura. O grupo existiu, aproximadamente, entre 1930 e 1949. Os integrantes do grupo prezavam o valor da narrativa na ficção e encorajavam a fantasia.


9- Interpretada no cinema:
A escritora Harper Lee (nascida em 1926), autora do romance O Sol é Para Todos (1960), que lhe rendeu o prêmio Pulitzer de Literatura em 1961, já foi interpretada em filmes três vezes: por Tracey Hoyt em Scandalous Me: The Jacqueline Susann Story (1998); por Catherine Keener em Capote (2005); e por Sandra Bullok em Infamous (2006). Seu romance mais recente (Vá, coloque um vigia) lançado em julho deste ano, tornou-se sucesso de vendas, atingindo rapidamente a marca de 1 milhão de exemplares vendidos nos Estados Unidos em apenas alguns dias.

Fonte: Diário de Pernambuco




10- Pensamento religioso:
Assim como Arthur Conan Doyle, citado acima, Victor Hugo (1802-1885) acreditou na existência de espíritos. Durante seu exílio na Ilha Jersey, entre 1851 e 1855 (época em que fenômenos como o das mesas girantes eram estuados), participou de inúmeras sessões espíritas, e assim obteve confirmação para antigos pensamentos filosóficos e religiosos que já cultivava. Assumiu-se espirita em 1967, e defendeu que a Ciência deixasse de ridicularizar o Espiritismo para, ao invés disso, estudá-lo. "[...] Substituir o exame pelo menosprezo é cômodo, mas pouco científico. Acreditamos que o dever elementar da Ciência é verificar todos os fenômenos, pois a Ciência, se os ignora, não tem o direito de rir deles. Um sábio que ri do possível está bem perto de ser um idiota.[...]". No poema À Villiquier, de 1854, chegou a declarar sua crença na vida após a morte:
"Eu digo que o túmulo que sobre os mortos se fecha
Abre o firmamento
E o que acreditamos aqui em baixo ser o fim
É o começo."



Esses são alguns fatos curiosos acerca de alguns escritores de clássicos da literatura, homens e mulheres que escreveram livros que se tornaram mundialmente famosos, e que até hoje são considerados grandes escritores. Os fatos aqui citados foram retirados das páginas relativas a cada um deles, na Wikipédia.

Por: Lethycia Dias

Referências Bibliográficas:
Willian Shakespeare. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Shakespeare>. Acesso em: 10/08/2015.
Oscar Wilde. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Wilde>. Acesso em: 10/08/2015.
Mary Shelley. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Shelley>. Acesso em: 10/08/2015.
Edgar Allan Poe. Wikipédia. Disponível em; <https://pt.wikipedia.org/wiki/Edgar_Allan_Poe>. Acesso em: 10/08/2015.
Arthur Conan Doyle. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Conan_Doyle>. Acesso em: 10/08/2015.
Jane Austen. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Jane_Austen>. Acesso em: 10/08/2015.
Liev Tolstoi. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Liev_Tolst%C3%B3i>. Acesso em: 10/08/2015.
J. R. R. Tolkien. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/J._R._R._Tolkien#Rela.C3.A7.C3.A3o_com_C._S._Lewis>. Acesso em: 11/08/2015.
Clive Staples Lewis. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Clive_Staples_Lewis#Rela.C3.A7.C3.A3o_com_J._R._R._Tolkien>. Acesso em: 11/08/2015.
The Inklings. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Inklings>. Acesso em: 11/08/2015.
Harper Lee. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Harper_Lee>. Acesso em: 11/08/2015.
MACIEL, Nahima. Novo livro de Harper Lee ultrapassa um milhão de cópias vendidas. Diário de Pernambuco. 22/07/2015. Disponível em: <http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2015/07/22/internas_viver,588092/novo-livro-de-harper-lee-ultrapassa-um-milhao-de-copias-vendidas.shtml>. Acesso em: 11/08/2015.
Victor Hugo. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Victor_Hugo#Pensamento_religioso>. Acesso em: 11/08/2015.
Mesas girantes. Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Mesas_girantes>. Acesso em: 11/08/2015.

Por incrível que pareça, os posts da sessão Dicas de Português e Escrita são sempre muito visitados. Eu sempre muita facilidade para escrever, e devido à leitura, sabia escrever bem sem a necessidade de ficar decorando regras. Eu simplesmente me acostumava com a forma correta que sempre via nos livros. Quando escrevia algo errado por engano ou descuido, eu já sabia onde estava o erro, porque notava algo "estranho" na palavra ou na frase.
Quando comecei o blog, decidi criar uma sessão especial onde poderia compartilhar o que sei, e assim ajudar outras pessoas. Para melhorar a sessão, comecei a pesquisar sobre as maiores dificuldades que as pessoas têm na hora da escrita. Estou sempre tentando me atualizar sobre isso, e sei que a vírgula acaba sendo a grande vilã de muitos textos.
Hoje não vou trazer regras nem dicas de como usar a vírgula (ainda tenho que preparar um post especial sobre isso). Vou apenas apresentar situações que provam que ela é muito importante, e que é preciso utilizá-la corretamente.



Sobre a diferença que uma vírgula pode fazer quando presente ou ausente no texto, ou ainda dependendo de onde foi colocada na frase, acredito que um anúncio publicitário de apenas um minuto seja o exemplo mais criativo e prático possível. Exibido na TV aberta no ano de 2008, como campanha comemorativa do centenário da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o vídeo abaixo é sempre citado para mostrar exemplos de frases que têm seu sentido alterado por causa da vírgula. Assistam, e saibam do que estou falando.




Viram? Mas esse não é o único exemplo que encontrei. Pesquisando sobre o assunto, me deparei com um texto engraçado no site Mundo Gump. Além de citar o vídeo que você viu acima, o autor do texto contava pequenas histórias ilustrando a importância de se estar atento ao uso da vírgula. Não sei se são verídicas, mas achei importante reproduzir duas delas:


A VÍRGULA FATAL
A czarina russa Maria Fyodorovna certa vez salvou a vida de um homem, apenas mudando de lugar em vírgula em sua sentença. Muito inteligente, ela não concordava com a decisão de seu marido, Alexandre II, e usou o seguinte artifício:
O czar enviou o prisioneiro para a prisão e morte no calabouço da Sibéria, e no fim da ordem de prisão estava escrito: "Perdão impossível, enviar para Sibéria". Maria ordenou que redigissem nova ordem, e fingindo ler o documento original, mudou uma vírgula, transformando a ordem em: "Perdão, impossível enviar para Sibéria", e o prisioneiro foi libertado.

A VÍRGULA DE UM MILHÃO DE DÓLARES
Pode parecer incrível, mas uma única vírgula causou uma confusão e prejuízo terrível para o governo dos EUA. Na lei de tarifa alfandegária aprovada pelo congresso em 6 de junho de 1872, uma lista de artigos livres de impostos incluía: "plantas frutíferas, tropicais, e semitropicais". Na hora de escrever o documento, um funcionário público distraído acrescentou sem perceber uma nova vírgula, deixando o texto assim: "plantas, frutíferas, tropicais e semitropicais". Isso fez com que todos os importadores de plantas americanos pleiteassem o direito de importação livre de impostos. Isso causou a falta de uma fortuna em impostos aos cofres dos EUA, e a lei só foi reescrita em 9 de maio de 1894. O desastrado funcionário público, ao que parece, não foi demitido.

Como eu disse anteriormente, não sei se as histórias são verídicas.
Mas se isso não foi o bastante, que tal algumas charges? Charges sã sempre engraçadas, e é possível observar o que queremos nessas duas que separei para o post:







Apesar de tratarem de assuntos sérios, as duas charges mostram bem aquilo que já vimos tanto com o vídeo, quanto com as duas histórias acima. Espero ter ajudado com esse post, e prometo que em breve haverá um novo, específico sobre as funções da vírgula e as regras que definem quando seu uso é obrigatório ou não.

Por: Lethycia Dias

Referências bibliográficas:
DAVID, Philipe Kling. As mais incríveis confusões causadas pela vírgula. Mundo Gump. 15 de agosto de 2008. Disponível em <http://www.mundogump.com.br/as-mais-incriveis-confusoes-causadas-pela-virgula/>. Acesso em: 06 de agosto de 2015




Depois de quase um mês lendo O Festim dos Corvos, quarto volume da série As Crônicas de Gelo e Fogo, cuja resenha saiu no último post, é claro que ainda estou muito envolvida na história. Certas frases da narração dos capítulos ou ditas de um personagem para outro tornaram-se marcantes para mim, e por isso decidi fazer um post com as que considero melhores. Até me arrependo de não ter pensado nisso antes, pois a vontade que tive foi de reunir as melhores frases da série inteira!
Então, aqui vamos nós com aquelas que separei:


"Não pode comer amor, nem comprar um cavalo com ele, nem aquecer os salões numa noite fria." (Lição de Tywin Lannister para Jaime, em lembrança de Cersei. Página 154).

"O Arquimeistre Rigney escreveu um dia que a história é uma roda, pois a natureza do homem é fundamentalmente imutável. O que aconteceu antes irá forçosamente voltar a acontecer, ele disse" (Lorde Rodrik Harlaw, em conversa com Asha Greyjoy. Página 251).

"Os corvos lutam pela carne de um morto e matam-se uns aos outros por seus olhos. [...] Tivemos um rei, depois cinco. Agora tudo que vejo são corvos em disputa pelo cadáver de Westeros." (Lorde Rodrik Harlaw, em conversa com Asha Greyjoy. Página 154).

"Ele trocou os bebês para proteger o pequeno príncipe, para mantê-lo longe das fogueiras da Senhora Melisandre, longe de seu deus vermelho. Se ela queimar o filho de Goiva, quem se importará? Ninguém, a não ser Goiva. Ele era apenas uma cria de Craster, uma abominação nascida do incesto, não o filho do Rei-Para-Lá-da-Muralha. Não serve como refém, não serve como sacrifício, não serve para nada, nem sequer tem nome." (Samwell Tarly, abordo de um navio em viagem para Bravos. Página 339/340).

"Nunca houvera homem que amasse as esposas com metade do amor que o Senhor Capitão tinha por seus navios." (Victarion Greyjoy, em reflexão sobre sua tripulação e sua frota naval. Página 385).

"Todos mentem quando têm medo. Alguns contam muitas mentiras, outros só algumas. Alguns têm só uma grande mentira que contam com tanta frequência, que quase chegam a acreditar nela... embora uma pequena parte de si saiba que continua a ser uma mentira, e isso transparece-lhes no rosto." (Sacerdote do Deus de Muitas Faces, em conversa com Arya Stark. Página 469).

"Quando as neves caem e os ventos brancos sopram, o lobo solitário morre, mas a alcateia sobrevive." (Arya Stark, ao abandonar seus pertences em um canal de Bravos. Página 479).

"No jogo dos tronos, até as peças mais humildes podem ter vontade própria." (Petyr Baelish, em conversa com Sansa Stark. Página 502).

"As palavras são vento [...]. Não podem machucá-la. Deixe-as passar por você como água." (Brienne de Tarth, ao ser ofendida por Lorde Randyl Tarly. Página 548).

"Nossa vida é como a chama de uma vela, segundo a Estrela de Sete Pontas. Qualquer brisa errante pode nos apagar. A morte nunca está longe neste mundo, e sete infernos esperam os pecadores que não se arrependem de seus pecados." (Lancel Lannister, em conversa com Jaime Lanister. Página 682).

"Nós os enterramos lado a lado, Stark e Lannister, Blackwood e Bracken, Frey e Darry. É este o dever que o rio nos pede em troca de todos os seus presentes, e nós o cumprimos o melhor que podemos." (Irmão Mais Velho, dando explicações a Brienne de Tarth, Podrick Payne, Sor Hyle Hunt e Septão Maribald, na Ilha Quieta. Página 696/697).

"Vocês de Westeros transformam o amor em vergonha. Não há vergonha em amar. Se seus septões dizem que há, seus sete deuses devem ser demônios. Nas ilhas, sabemos melhor das coisas. Nossos deuses deram-nos pernas para correr, narizes para cheirar, mãos para tocar e sentir. Que deus loucu e cruel daria a um homem olhos e depois lhe diria que deve mantê-los fechados para sempre e nunca olhar toda a beleza do mundo? Só um deus monstruoso, um demônio das trevas." (Kojja Mo, marinheira das Ilhas do Verão, repreendendo Samwell Tarly em viagem para Vilavelha. Página 788).

"Se nunca falarmos sobre isso, logo esqueceremos, e então terá sido apenas um pesadelo [...]. Os pesadelos nunca se tornam reais." Melara Heterspoon, amiga de infância de Cersei, em sua lembrança da visita à bruxa que lhes previu o futuro. Página 813).

"Na árvore da forca, todos os homens são irmãos." (Lembrança de Brienne de Tarth sobre um livro lido há muito tempo, trazida à tona após o encontro com vários corpos enforcados nos arredores de Salinas. Página 816).

"O que é perigoso é ter nascido plebeu, quando os grandes senhores jogam seu jogo dos tronos." (Septão Meribald em resposta a um comentário de Sor Hyle Hunt, nos arredores de Salinas. Página 819).

"Se isso for outro sonho, está na hora de acordar. Se isto for real, está na hora de morrer" (Brienne de Tarth, ao ser enforcada por membros da Irmandade sem Estandartes. Página 957).


Essas são as frases que achei mais marcantes e reflexivas, que imaginei que poderiam tocar também outras pessoas. Eu gostaria apenas de lembrar que li o livro em sua edição econômica, e portanto, a numeração das páginas está de acordo com a edição consultada. Por isso, citei alguns detalhes a respeito de cada frase para facilitar que sejam encontradas na edição normal.

Por: Lethycia Dias

"Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores. Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir com uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real.Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos. Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado Comandante da Muralha, mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo... Quando Euron Greyjoy como rei das Ilhas de Ferro não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objetivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz? Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família, e rodeada por um conselho que ela própria considera incapaz, é ainda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desvencilhará de tal enredo? A guerra está prestes a terminar mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim?"

Autor: George R. R. Martin
Gênero: Fantasia
Número de páginas: 1099*
Local e data de publicação: São Paulo, 2012
Tradução: Jorge Candeias
Editora: LeYa,
Outros detalhes: Edição econômica

Um reino despedaçado


Se você está lendo esta resenha sem ter lido os outros livro da série, pare agora mesmo. Posso começar dizendo que entre todos os livros d'As Crônicas de Gelo e Fogo, esse foi para mim o mais difícil de ler. Sua densidade, a seriedade do acontecimentos é bem maior que nos outros, com o acréscimo de que temos aqui muito personagens novos. Outras regiões geográficas são apresentadas como cenário, e outros personagens passam a narrar os capítulos, o que pode ser um pouco confuso. Para mim, foi uma triste perspectiva. Do início ao fim, eu sentia falta dos capítulos do Jon Snow e do Tyrion, meus personagens preferidos. Daenerys e Davos também não estavam presentes, e muito menos Bran. Em O Festim dos Corvos, Brienne segue com a Cumpridora de Promessas à procura de Sansa, que se surpreende cada vez mais com os planos ousados de Petyr Bealish no Ninho da Águia. Arya passa por dificuldades vivendo em Bravos, uma cidade estranha cujo idioma ela desconhece. Sam enfrenta, junto a Dareon, Meistre Aemon e Goiva, uma perigosa viagem desde Atalaialeste do Mar até Vilavelha, para tornar-se um meistre. Jaime, desencantado com Cersei e tentando recuperar com a mão esquerda sua força de cavaleiro implacável, parte para o Tridente, defendendo a paz do rei Tommen. Como Rainha Regente, Cersei enfrenta dificuldades para governar, tendo de fazer manobras perigosas para satisfazer seus próprios interesses sem ofender aos seus súditos, especialmente a família Tyrell e seus vassalos, dos quais Porto Real tornou-se dependente. E mesmo que já estejamos esperando por isso, as intrigas e segredos revelados são surpreendentes. E as reviravoltas, mais ainda.
Por ser um livro longo, e pela quantidade de acontecimentos importantes que exigiam que eu voltasse algumas páginas ou alguns capítulos para relembrar certos detalhes, a leitura foi demorada: praticamente um mês. Nesse tempo todo, eu intercalava a leitura com os trabalhos para o blog, os vídeos do canal e pequenos contos que baixei em forma de e-book. Felizmente, estava de férias, caso contrário teria demorado muito mais.
Intrigante e tão impossível de largar quanto os outros volumes da série, O Festim dos Corvos me surpreendeu do início ao fim. Tentando compreender os novos personagens que surgiam, e fazer ligações entre eles e os que eu já conhecia, tentando desvendar o que havia nas entrelinhas, eu me aventurava, mergulhava mais e mais na história. Entre os novos personagens que eu sequer imaginava que seriam tão importantes, o que me pareceu mais sensato foi o velho Rodrick Harlaw, O Leitor, tio de Asha Greyjoy, um homem que passa os dias trancado em seu castelo na maior das Ilhas de Ferro, apenas lendo volumes antigos e empoeirados da sua amada biblioteca. Confesso que o fato de ele gostar de ler contribuiu um pouco, mas as opiniões do homem diante da guerra e das ambições dos demais Homens de Ferro é que me conquistaram de verdade.

"Os corvos lutam pela carne de um morto e matam-se uns aos outros por seus olhos - Lorde Rodrick estendeu os olhos para o mar, observando o jogo que o luar disputava com as ondas. -
Tivemos um rei, depois cinco.
Agora tudo que vejo são corvos em disputa pelo cadáver de Westeros."
Página 254.

De Porto Real às terras fluviais, de Bravos a Dorne, do Vale de Arryn a Vilavelha, a jogo dos tronos continua tão perigoso e traiçoeiro como sempre foi. Um novo rei surge para reivindicar seu direito a Westeros, enquanto os rumores sobre os dragões de Daenerys (e também sobre sua beleza incomum) chegam a lugares distantes, mesmo que nem todos acreditem naquilo que ouvem dos marinheiros vindos de outras terras.
Temos homens com medo e homens sedentos por vingança; homens piedosos, e seu antônimo; homens perigosos querendo ascender socialmente; ameaças surgindo de onde menos se esperava; segredos de anos atrás voltando à superfície; conspirações fracassadas no início; e outras que por mais planejadas que sejam, acabam por dar errado no fim.
Embora eu tenha sentido falta dos capítulos de meus personagens preferidos (onde, pelo amor de todos os deuses, o Tyrion anda escondido?) acabei gostando dos narradores que surgiram de repente, como Arianne Martell e Victarion Greyjoy. E mesmo que eu não goste nem um pouco da Cersei, os capítulos dela me divertiam muito de uma forma irônica, pois eu adorava ver as dificuldades dela para governar sem prejudicar a si mesma. Com enormes dívidas do Reino e sem dinheiro para pagá-las; "cercada por covardes e traidores"; sem a experiência de seu pai morto; e se roendo de ciúmes da pequena rainha Margaery que a cada dia conquista mais tanto o povo quanto Tommen; ela se julga muito inteligente, mas cada uma de suas decisões é um novo tropeço.
Para quem começou a ler os livros e decidiu seguir em frente pela curiosidade de saber quem governará Westeros, quem escapará ileso da fúria dos inimigos, e quem perecerá, muitas surpresas o esperam nesta trama genial.

Aspectos positivos: Apresentação de novos personagens e novas regiões geográficas. Revelação de segredos íntimos dos personagens, levando o leitor a compreendê-los melhor. Traz à tona esclarecimentos sobre acontecimentos anteriores. Presença de grande quantidade de batalhas e atos de bravura da personagem Brienne.
Aspectos negativos: Ausência de personagens dos outros livros, deixando o leitor meio "perdido" entre os novos narradores.

Por: Lethycia Dias

*O livro lido para a resenha é a edição econômica, e o número de páginas (e também da frase citada aqui) está de acordo com a edição consultada.

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