O dia dos pais foi ontem, mas não é porque a data já passou que vou deixar em branco aqui no blog. Para comemorar, decidi separar aqui no blog alguns livros que exploram de diferentes formas a relação entre pais e filhos. Em alguns deles, é parte essencial da história; em outros, é mero detalhe. Mas o que importa, de verdade, é a forma como os autores desses livros representaram a paternidade, e é por isso que cada um deles foi escolhido.
Talvez você conheça a maioria dos livros citados aqui, mas não deixe de ler o post até o final, pois pode ser que esse aspecto da história tenha passado despercebido para você.
Pais bem representados em livros
1- Quase memória - Carlos Heitor Cony
Quase memória é uma mistura de romance e livro de memórias, e tudo começa quando Cony recebe um embrulho misterioso que em todos os aspectos faz com que se lembre de seu pai, já falecido. A partir daí, ele resgata lembranças de sua infância e juventude, sobre o jeito excêntrico do pai, e a forma sempre bem-humorada com que ele leva a vida. Tudo é contado num tom bastante lírico, demonstrando a saudade que o filho sente do pai.
2- A menina que roubava livros - Markus Zusak
Além de todas as aventuras com Rudy Steiner, livros roubados e encontros com a Morte, um aspecto muito marcante de A menina que roubava livros é a relação entre Hans Hubermann e Liesel Meminger. Hans, pai adotivo de Liesel, é a pessoa que melhor a compreende, e é um verdadeiro amigo para ela. A relação entre os dois é retrata de forma muito bonita (embora a narradora da história, isto é, a Morte, não seja a pessoa mais sentimental do mundo). O que eu acho mais legal é pensar que Hans é um daqueles exemplos de "pai é quem cria", afinal, ele não é o pai biológico de Liesel, mas a ama como se fosse.
3- Meu pai fala cada m*rda - Justin Halpern
Em Meu pai fala cada m*rda, Justin Halpern nos conta momentos de sua vida em que seu pai lhe transmitiu bons ensinamentos. Mas não da forma que a gente espera! O pai dele, Sam Halpern, era um homem desbocado, sem cerimônia, sem vergonha. E ele fazia questão de dizer tudo o que pensava, sempre deixando o filho envergonhado com as frases e tiradas mais inusitadas possíveis. Mas, ao voltar a morar com ele, Justin descobriu o quanto o pai era importante para ele. Para saber um pouco mais, leia a resenha aqui.
4- Coração de tinta - Cornelia Funke
Em Coração de tinta, o amor de Mo e Meggie fica bastante explícito, e é parte importante da história. Para começar, a mãe dela desapareceu misteriosamente quando ela ainda era pequena; além disso, foi Mo quem ensinou para Meggie a paixão pelos livros. E Mo é um pai desesperado tentando reencontrar a esposa e proteger a filha, custe o que custar.
5- O diário de John Winchester - Alex Irvine
O diário de John Winchester é uma adaptação do diário de John em Supernatural, e contém suas anotações sobre como matar os diversos monstros com que Sam e Dean se deparam nas primeiras temporadas. Mas além disso, o diário contém os desabafos desesperados de um homem que perdeu a esposa de uma forma estranha, e que está conhecendo um mundo inusitado de criaturas sobrenaturais, lendas e feitiços. Ele quer descobrir a verdade sobre a morte de Mary e ao mesmo tempo proteger os dois filhos e prepará-los para que possam enfrentar os desafios da vida de caçador. Ok, John não é o pai mais tradicional de todos, mas acredito que ele fez o que podia... Leia a resenha.
6 - A última música - Nicholas Sparks
Em A última música, Rony e seu irmão Jonnah estão indo passar as férias com o pai. Rony, especialmente, não quer isso, pois está muito magoada com o pai desde que ele e sua mãe se separaram, há anos. E desde então, ela não fala com ele. Mas com o passar do tempo, ela vai se abrindo para novas experiências, e consegue reconstruir a relação que tinha com o pai, que era de muito companheirismo e amor.
7- Magisterium: o Desafio de ferro - Casandra Clare e Holly Black
O protagonista desse livro, Callum Hunt, é um garoto órfão de mãe que é forçado a fazer um teste que pode classificá-lo para o estudo numa escola de magia (para a qual ele não quer ir, porque desde cedo seu pai lhe ensinou que a magia era algo ruim). Ele tem de ir mesmo assim. Mas mesmo longe do pai e aprendendo um monte de coisas novas, ele continua confiando nas coisas que seu pai lhe ensinou e fazendo de tudo para poder se comunicar com ele, e também para tentar fugir ou ser expulso da escola. O interessante na relação dos dois é justamente e confiança e também a necessidade que o pai de Callum tem de protegê-lo das coisas que considera perigosas. Leia a resenha.
Então, esses foram os livros que separei para vocês. Poderia haver outros, mas foram esses que me lembrei, e achei adequados indicar aqui. Infelizmente, apenas uma das histórias aqui é contada pelo ponto de vista do pai. Mas espero em futuras leituras conhecer outros livros em que o pei seja o personagem principal. Agora, não deixe de comentar esse post e dizer pra mim o que você achou, ou fazer a sua própria indicação, para que eu também conheça livros sobre pais e filhos!
Por: Lethycia Dias
que delícia de postagem!!! Já li coração de tinta e a menina que roubava livros!!
ResponderExcluirsimplesmente maravilhosos!!
beijos!!
http://escreverdayse.blogspot.com.br/2016/08/resenha-corraabby-corra.html
Olá, Dayse! São livros muito legais, não é? Eu adoro Coração de Tinta, tenho muita vontade de terminar a série... <3
ExcluirO pai da Liesel é um paizão mesmo, e foi o único livro da lista que li. Outro que merecia estar aí é o pai da Marie Laure de Toda Luz Que Não Podemos Ver, porque esse é sinônimo de super pai.
ResponderExcluirNão acredito que me esqueci dele! Como pude fazer uma coisa dessas??
ExcluirRealmente, ele era muito legal, fazendo o possível para que a filha se adaptasse às suas limitações físicas, mas sempre tentando ensiná-la a ser uma pessoa independente. Não acredito que esqueci dele!
Acho que vai ficar pra um próximo post! :/
Da sua lista eu já li " A última música".
ResponderExcluirEu acrescentaria "Para todos os garotos que ja amei" cujo o pai também tem de assumir o papel de pai de três garotas.
Amei o post ♥
Meu mundinho quase perfeito
Olá, seja bem-vinda ao blog!
ExcluirOuvi falar bastante desse livro durante a 5ª Turnê da Editora Intrínseca, quando estavam divulgando os lançamentos, mas não li. Parece ser muito bom!
Olá!
ResponderExcluirAinda não li o livro "A Última Música", mas gostei muito do filme. Foi um dos meus favoritos por muito tempo.
Dei de presente "O Diário de John Winchester" para o meu namorado e ele adorou.
Beijão
Leitora Cretina
Olá, Mônica!
Excluir"A última música" é muito bom, de verdade! No filme, algumas coisas ficaram diferentes, mas está bem fiel à história do livro, e eu gostei muito, apesar de não ser muito chegada no estilo do Nicholas Sparks.
"O diário de Jonh Winchester" é muito bom mesmo...
A menina que roubava livros, encontra o melhor pai do mundo. Um pai atencioso, companheiro e conselheiro. AMO MUITO ESTE LIVRO. Choro litros sempre ...
ResponderExcluirAh, é verdade... O Hans é um paizão, e acho que era a presença adulta que ela precisava para se reestruturar depois da morte do irmão e de ter se afastado da mãe... É um livro maravilhoso, com certeza. Tenho muita vontade de reler!
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