Confira!

"Neste livro impressionante, Svetlana Alekisiévicth apresenta uma história ainda pouco conhecida, contada com minúcia pelas próprias personagens: as incríveis soldadas soviéticas que lutaram - com bravura e violência, mas sem perder a ternura - durante a Segunda Guerra Mundial. Um capítulo obscuro que agora ganha a luz do dia e promete trazer novo entendimento sobre um dos eventos mais trágicos da história humana."

Autora: Svetlana Aliksiévitch
Gênero: Reportagem
Número de páginas: 392
Local e data de publicação: São Paulo, 2016
Tradução: Cecília Rosas
Editora: Companhia das Letras
Onde comprar: Amazon


Olá para quem é louco por leituras - e também por fotografia! Hoje é dia de trazer o post do mês para o Projeto Photolove, um projeto muito lindo do qual eu venho participando nos últimos meses. Caso você ainda não saiba, o Photolove é um grupo de 6 on 6, em que uma vez por mês, 6 pessoas postam 6 fotos temáticas.
Então, é isso! A seguir, você confere minhas fotos selecionadas. Para esse mês, o tema é céu.

Imagem: Arquivo pessoal
Fonte: cedida por Patricia Fagundes

Nascida em 1990, no Rio de Janeiro, Patricia Fagundes é formada em Relações Internacionais. Apaixonada por diversos assuntos, é uma autodidata empenhada e artista nata. Publicou seu primeiro livro, Enfynie - A outra dimensão, em 2014 e pretende escrever suas continuações e outras histórias originais. Sua segunda publicação, online e gratuita, chama-se A Viagem, com um prólogo disponível em áudio no YouTube.Fez três períodos de Belas Artes na UFRJ antes de trancar sua matrícula e iniciar outro curso. Em 2010, formou-se em Mandarim pela Wizard. É falante fluente do inglês e estuda outros idiomas por hobby, além de ter criado alguns para suas histórias.
É compositora, cantora e pianista. Começou a estudar música aos 3 anos de idade, com sua mãe e avó materna, suas professoras particulares de piano. Fez cursos de mangá, desenho artístico e pintura e adquiriu traço realista. Faz desenhos, músicas e idiomas sob encomenda e dá aulas online. 
Seu canal no YouTube conta com mais de 35.000 inscritos.

O livro Enfynie – A outra dimensão, de 2014, é seu romance de estreia? 
Sim, é o primeiro romance de uma trilogia, a primeira história que eu escrevi e publiquei na vida.

De onde veio a sua inspiração para a história? 
O principal motivo, minha maior inspiração, foi tentar arranjar forças pra sair de uma pequena depressão. Não era um caso clínico, mas sim um conjunto de fatores que me deixa "no fundo do poço" e sem motivação para nada. Eu resolvi me transformar numa personagem e me jogar num planeta diferente pra ver se ajudava. Tudo o que a personagem sente, eu senti escrevendo. Tudo o que ela pensa, eu estava pensando na hora que escrevi. Tudo o que ela faz é o que eu faria naquela situação. Minha inspiração foi buscar a minha cura. 

Como foi o processo de criação do mundo de Enfynie
Comecei imaginando o planeta físico, a geografia e depois pensei nos seres que habitariam cada lugar. O idioma principal veio logo em seguida, junto com a cultura básica. No decorrer da história eu fui aumentando detalhes de acordo com o que precisava na hora. Ainda tenho muito a criar, mas já dá pra brincar um pouquinho hahaha. Tive que estudar um pouco de anatomia, diversos idiomas e me basear no que eu já conhecia aqui da Terra pra criar um paralelo.

Apesar de se ver em um mundo estranho, longe de tudo o que conhece e com dificuldades para se comunicar, a protagonista de Enfynie se mantém determinada e mostra muita disposição e criatividade ao longo da história. Você acredita que isso agradou aos leitores? 
Espero que sim! Hahaha Como eu disse antes, tudo o que a personagem faz é o que eu faria na situação. Isso até deixou muita gente irritada com a Natasha. "Nossa, ela é muito chata e mimada". E eu lendo isso e me sentindo um lixo né HAHA. Tentei dar o máximo de realismo à história porque gosto de coisas plausíveis. (Claro que às vezes um toque de magia é bom, mas a personagem em si não é nenhuma super heroína. Sou só eu com um nome diferente e sardas. E uma boa mira – coisa que eu não tenho, minha mira é PÉSSIMA. Mas se eu não tivesse acrescentado ao menos ISSO, a personagem morreria no primeiro dia, talvez HAHAHA)

Você teve problemas com a primeira edição de Enfynie, que foi entregue pela editora com erros prejudiciais ao entendimento. Isso afetou a recepção do livro pelo público? 
Eu acho que quem se afetou mais fui eu. Esses erros acabaram comigo hahaha. Quem não conhece a história não vai perceber os erros, são detalhes que só uma pessoa ultra perfeccionista (eu) notaria. O pior foi ter que esperar uma nova remessa de livros corrigidos e depois o "fogo" inicial já tinha passado. Creio que isso também teve um impacto negativo.

Enfynie é o primeiro volume de uma trilogia. Os próximos volumes já estão em andamento? 
Sim, eu estava escrevendo os dois ao mesmo tempo, mas passei a focar mais no segundo livro da série. Já passei da metade, mas faz mais de seis meses que não sento pra continuar escrevendo por falta de inspiração. Sempre que tento, não dá certo e eu tenho que reescrever. Mas eventualmente eu vou conseguir, afinal, a história já está pronta, já sei o que acontece no final, só preciso desenvolver os detalhes.

Você está pulicando no Wattpad o e-book A Viagem, que tem relação com a mitologia egípcia. Como surgiu a ideia? 
Na realidade, A Viagem tem relação com todas as mitologias. Eu resolvi escrever essa história porque amo o tema e quis tentar criar um universo "e se...". E se ninguém estivesse errado, afinal de contas?

Entre Enfynie e A Viagem, qual dos dois você mais gostou de ter escrito? 
Páreo duro. Não sei. A Viagem ainda está em fase embrionária e eu acho que a continuação é infinitamente melhor do que a introdução já publicada. O mesmo pra Enfynie. É difícil escolher entre meus dois "bebês" hahaha Enfynie é minha cura e A Viagem é minha paixão. Tenho carinho igual pelos dois. Em um eu uso mais a minha criatividade e no outro, preciso estudar muito e usar minha capacidade de análise e lógica. Gosto muito das duas opções.

No seu canal no YouTube, você cria diversos conteúdos diferentes, desde aulas de desenho, informações sobre seus livros, até mesmo cosplay e covers de músicas. Como é produzir tanta coisa diferente ao mesmo tempo e numa mesma plataforma? 
Um inferno. HAHAHA Meu canal no YouTube é basicamente um espelho de como é dentro da minha cabeça: uma zona sem foco. Ao mesmo tempo que é um inferno, é também uma válvula de escape. Algo como um "diário em vídeo". Pretendo dar um rumo à minha vida e focar mais, acho que assim a qualidade poderá aumentar e vai até melhorar a situação pra quem me acompanha.

Você tem produzido um audiobook de A Viagem e disponibilizado em vídeos no seu canal. Como é o processo de adaptação do texto escrito para o formato de áudio? 
Então, eu estou experimentando ainda. O prólogo foi o único publicado ainda. Tentei fazer uma mistura de audiobook com ASMR, já que a ideia inicial de fazer uma animação simples não era possível. Mas agora eu quero incluir desenhos, então creio que a adaptação vai ser maior, apenas removendo frases como "ele está apoiado na porta" do texto, já que no desenho vai mostrar quem quer que seja apoiado na porta. O formato de A Viagem já é mais tranquilo de adaptar pra áudio porque não tem um narrador separado da história. Quem narra são os próprios personagens.

Em qual das plataformas A Viagem tem alcançado mais repercussão: no Wattpad ou no YouTube? 
Creio que no Wattpad. 

Você cria canções que fazem parte das histórias de seus livros. O que vem primeiro: a música ou escrita? 
A escrita. Eu tenho que ter noção da história pra poder criar uma letra em cima. Depois é só compor.

E como você se define: escritora, desenhista, youtuber, cosplayer, compositora, ou artista com múltiplos talentos? 
Eu sempre rio de uma coisa que meu pai me disse há muitos anos: "Você tá que nem um pato. Voa, nada e anda, mas nenhum dos três ele faz graciosamente". Claro que eu evoluí bastante em algumas áreas, mas a lição de moral na comparação é: SE VOCÊ NÃO FOCAR NUMA COISA SÓ, COMO ESPERA MELHORAR NELA?! Então responder a sua pergunta fica difícil, porque eu não consigo escolher uma só área pra me enquadrar. Eu diria que sou uma artista com múltiplos problemas de foco.

Fonte das imagens de capas de livros: reprodução

Entrevista originalmente pulicada no blog Entrevistalendo.

"Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flyn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo - o maior sucesso editorial do mundo, atrás apenas da Trilogia Cinquenta Tons de Cinza - Garota Exemplar alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública - e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy -, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã Margo ao seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?"

Autora: Garota Exemplar
Gênero: suspense/thriller
Número de páginas: 500
Tradução: Alexandre Martins
Editora: Intrínseca
Onde comprar: Amazon | Livraria da Folha | Saraiva

Fonte: Reprodução.

Vou apresentar para você a trajetória do escritor brasileiro Erico Verissimo, um dos principais representantes do modernismo brasileiro. Mas primeiro, é melhor relembrar o que foi o movimento modernista!
O Modernismo é um nome genérico dado a vários movimentos culturais que surgiram no início do século XX, e se manifestavam em todas as áreas da arte. A ideia principal era abandonar regras tradicionais e adotar novos estilos artísticos.
O Modernismo chegou ao Brasil em 1922, com a semana de arte moderna. A primeira fase do movimento durou até 1930, e foi marcada pela busca de uma identidade brasileira. Já a segunda fase, da qual falaremos de forma mais profunda, tinha outras características.
A segunda fase do modernismo brasileiro se estendeu de 1930 a 1945. Nesse período, também chamado geração de 30, as ideias difundidas em 1922 já estavam consolidadas. E a literatura brasileira vivia um momento de maturação.
O mundo vivia as consequências da crise econômica de 1929, e países da Europa começavam a ser tomados pelos regimes totalitários. O brasil enfrentava o fechamento de fábricas, o desemprego, a miséria e também uma fase conturbada na política, com o início da Era Vargas.
Os escritores da época viram a necessidade de refletir sobre tais acontecimentos em suas obras. E a partir daí, novos temas tomaram conta da literatura. As obras da época procuravam valorizar a cultura brasileira, abordar problemas sociais da época, e retratar as diferentes regiões do país.
Nessa geração, os grandes nomes da poesia são Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Vinicius de Moraes. E na prosa, os autores que fizeram que mais se destacaram são Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Graciliano Ramos e também Erico Verissimo. Todos tiveram grande importância, mas é de Verissimo que vamos falar hoje.
Érico Lopes Verissimo nasceu em 1905 na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. Ele estudou em Porto Alegre, e viveu na capital do estado e também em sua cidade natal durante períodos alternados de sua vida.
Desde muito jovem, Verissimo já demonstrava grande admiração pela literatura, mas seus primeiros textos seriam publicados a partir de 1929, em jornais e revistas locais. No mesmo ano, ele se casou com Mafalda Hanfen Volpe, com quem teve dois filhos: Clarissa Verissimo e Luis Fernando Verissimo. Luis Fernando também se dedicaria, mais tarde, à literatura.
Verissmo teve diferentes empregos quando jovem. Mas foi a partir de 1930, trabalhando na revista do globo, que ele teve estabilidade para escrever. O primeiro livro dele foi uma coletânea de contos, denominada Fantoches e outros contos, publicado no ano de 1932.
Ele complementava sua renda trabalhando como tradutor. E ao traduzir o livro Contraponto, de Aldous Houxley, aprendeu a técnica de escrever diferentes histórias intercalando os pontos de vista dos personagens e fragmentando os acontecimentos. Assim, em 1935, ele publica o romance Caminhos Cruzados, que consiste numa grande crítica social.
Em 1933, ele já havia publicado o romance Clarissa: a história de uma garota do interior que vai morar com os tios em uma pensão em porto alegre. Assim, o livro Caminhos Cruzados é seguido por duas continuações de Clarissa: Música ao Longe e Um Lugar ao Sol.
Mas seu primeiro romance a alcançar verdadeiro sucesso no Brasil e no exterior foi Olhai os Lírios do Campo, publicado em 1938. O título é uma referência ao Sermão da Montanha, proferido por Jesus Cristo, e relatado no Evangelho de Mateus. A obra, porém, não é sobre religião. Assim como em seus romances anteriores, está carregado de reflexões sobre problemas morais, sociais e espirituais vividos pelas pessoas.
No ano de 1943, Verissimo publica O Resto é Silêncio, uma história que acompanha durante dois dias sete diferentes personagens, que têm apenas uma coisa em comum: o fato de terem presenciado a morte de uma garota que caiu de um prédio. Acidente ou suicídio? Só mesmo lendo para saber.
Os anos seguintes, quando ele vive nos Estados Unidos, têm como resultado dois livros de viagens: Gato Preto em Campo de Neve e A Volta do Gato Preto.
E em 1947, ele inicia sua obra mais famosa: O Tempo e o Vento. É uma saga dividia em três volumes, que acompanha várias gerações de membros da família Terra-Cambará, e que conta, ao mesmo tempo, a história da colonização do Rio Grande do Sul, e de certa forma, também a história do Brasil.
A cronologia tem início na primeira metade de século XVII, quando o Rio Grande do Sul era povoado apenas por missões de padres jesuítas que catequizaram os povos indígenas locais, e avança até 1945. Nessa saga estão marcadas a disputa pela terra, a miséria, a política e a cultura do povo gaúcho.
Outra grande característica da saga é a força das personagens femininas. Destinadas apenas ao papel social de esposas e mães, as mulheres em O Tempo e o Vento estão constantemente vendo seus maridos e filhos morrerem nas sucessivas guerras que aconteceram na Região Sul do país. Por terem de enfrentar isso, são retratadas de maneira especial.
Além disso, alguns dos personagens mais marcantes de O Tempo e o Vento ainda são muito queridos por aqueles que apreciam a literatura brasileira. É o caso do mulherengo Capitão Rodrigo, da corajosa Ana Terra, e de sua neta, Bibiana.
Toda essa história foi tão apreciada, que parte dela história foi adaptada duas vezes para a televisão, nos anos 1960 e 1980, e depois para o cinema, no ano de 2013.

Capitão Rodrigo nas duas adaptações de O Tempo e o Vento,
interpretado por Tarcísio Meira (esquerda) e Thago Lacerda (direita).
Fonte: Reprodução.

Mas o livro que Verissimo começou a escrever em 1947 e publicou em 1949 foi apenas o primeiro volume da saga, intitulado O Continente. A segunda parte seria publicada no ano seguinte, 1950, quando o autor voltou a morar no Brasil, e se chama O Retrato. A parte final, O Arquipélago, viria depois de onze anos, em 1961, quando sua saúde já estava bastante frágil.
Em 1966, Verissimo publica sua autobiografia, O Escritor Diante do Espelho, e cinco anos depois, vem o romance Incidente em Antares, que mistura um pouco mais de história com ficção e críticas à ditadura militar, tudo isso retratado em uma cidade fictícia com nome de estrela.
Nos anos seguintes, ele ainda publica uma segunda edição de Fantoches, em comemoração aos 40 anos de lançamento. E publica também o primeiro volume de um livro de memórias, com o nome de Solo de Clarineta. Erico Verissimo faleceu em 28 de novembro de 1975, após um infarto. O segundo volume de Solo de Clarineta foi publicado postumamente.
Verissimo foi um dos escritores brasileiros mais importantes do século passado, não apenas pela saga O Tempo e o Vento, mas por sua obra como um todo. Além das obras citadas, ele publicou ainda outros romances e livros de contos, e também livros infanto-juvenis e relatos de viagens. Os romances estão sempre repletos de reflexões sobre a política e a sociedade. E como ele era um grande amante da música, ela também se faz presente em vários momentos.

Texto originalmente publicado no blog Entrevistalendo.
Por: Lethycia Dias

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