Confira!

"O futuro dos Sete Reino ainda é incerto - novas ameaças e novos inimigos surgem a cada momento. Além do Mar Estreito, Daenerys Targaryen, a última herdeira da Casa Targaryen, governa uma cidade construída sobre o pó e a morte. Mas seus inimigos são cada vez mais poderosos e farão de tudo para destruí-la. Enquanto isso, dois jovens embarcam em missões distintas, mas que podem mudar o destino da Mãe dos Dragões. No Norte, Jon Snow - 998º Senhor Comandante da Patrulha da Noite - fará de tudo para garantir a segurança da Muralha. Para isso, não hesitará em transformar amigos em inimigos e vice-versa. Traições, revelações, e um fantasma do passado que volta para assombrar quando menos se espera - em todos os cantos de Westeros e Essos, mercadores, foras da lei, meistres, nobres, escravos, soldados e troca-peles estão prestes a encarar fatos inesperados. Alguns fracassarão, outros se aproveitarão das forças sombrias que crescem cada vez mais. Mas, neste momento de inquietude crescente, as marés da política e do destino levarão inevitavelmente à maior dança de todas."

Autor: George R. R. Martin
Gênero: Fantasia
Número de páginas: 1448
Local e ano de publicação: São Paulo, 2012
Tradução: Marcia Blasques
Editora: Leya
Outros detalhes: Edição econômica

Atenção: pode conter spoiler's dos livros anteriores e da série.

Revelando segredos


É quase um alívio chegar ao quinto livro d'As Crônicas de Gelo e Fogo. Ao mesmo tempo, surge aquela inquietação: você sabe que chegou ao último livro publicado, e agora só lhe resta aguardar pela próxima temporada da série, pelo próximo livro, ou por ambos.
A Dança dos Dragões foi, com certeza, o livro que mais me surpreendeu. Além de corresponder a algumas as minhas expectativas sobre os destinos de vários personagens, o quinto livro da série conseguiu me tirar o fôlego em várias ocasiões. Vou tentar explicar tudo isso, sem contar exatamente o que aconteceu.
Vou começar contando o essencial para que você não se perca: A Dança dos Dragões e O Festim dos Corvos são livros paralelos. Se você leu minha resenha do livro 4, deve ter percebido que senti falta de vários personagens, que simplesmente não apareceram. Ouvia-se falar deles, mas seus capítulos não estavam lá. Isso aconteceu porque os livros 4 e 5 são paralelos. Suas histórias acontecem ao mesmo tempo, e eles são organizados por uma divisão geográfica. Em O Festim dos Corvos, temos os acontecimentos de Porto Real, do Tridente, das Ilhas de Ferro e de Dorne - além da viagem de Sam, Goiva, Daeron e Meitre Aemon desde a Muralha até Vilavelha, com escala em Bravos, onde também temos alguns capítulos da Arya. Já n'A Dança dos Dragões, voltamos ao Norte, à Muralha e para além dela; viajamos de Pentos até a Baía dos Escravos. Assim, temos os capítulos de Bran, Jon, Davos, Tyrion, Daenerys e Theon, e também de outros personagens novos, ou de personagens já conhecidos que antes não possuíam ponto de vista próprio. Em determinado momento, a cronologia do livro alcança o final do Festim, e é partir daí que voltamos a ter notícias das Terras Fluviais, de Porto Real e também de Dorne. Parece complicado, mas não é.
O livro começa a nos impressionar no prólogo. Se você é um leitor atencioso, já deve ter percebido que o prólogo dos livros sempre apresenta um personagem desconhecido - e através de seus olhos, somos introduzidos a um novo mistério e/ou uma nova tensão. Invariavelmente, o personagem morre. Nesse caso, nós recebemos explicações algumas coisas que antes não eram claras. No prólogo d'A Dança, Varamyr Seis Peles nos faz compreender melhor o mundo de um warg. E eu garanto: o momento final é de causar arrepios.
Em seguida, nos encontramos com Tyrion. Se você passou todo o livro anterior se perguntando para onde Varys o levou, essa é a hora de descobrir. Mas, como todos conhecemos Varys muito bem, sabemos que ele não faz nada sem exigir um preço, e é óbvio que havia um plano por trás disso. Entretanto, nós levamos muito tempo para descobrir só uma pequena parte da trama - e até o fim do livro, estamos condenados a desconfiar se havia mais, ou se era só aquilo. Pelos olhos do anão mais odiado de Westeros, nós conhecemos um pouco mais sobre as Cidades Livres, e também sobre o Rio Roine e sobre a famosa Volantis. Se você tinha curiosidade sobre Essos, essa é sua grande oportunidade de compreender melhor como vivem as pessoas de lá.
Em Meeren, a Rompedora de Algemas se decide por reinar na cidade que conquistou, determinada a proteger todos os escravos que libertou, e que gosta de chamar de seus filhos. Entretanto, as coisas não são tão simples. Daenerys fez uma legião de inimigos ao abolir a escravidão. Agora, seus libertos e seus Imaculados correm perigo. Além disso, ela precisa fazer de tudo para conquistar a simpatia de seus novos súditos, que a não a respeitam por ser mulher e estrangeira. Seus dragões, já crescidos, são cada vez mais perigosos, e parecem estar fora de controle.
Ao mesmo tempo, na Muralha Jon tenta conquistar o respeito de seus homens, ao mesmo tempo em que precisa encontrar um meio-termo entre suas obrigações de Senhor Comandante, seus votos de homem da Patrulha da Noite, e a vontade de ferro de Stannis. Muito ao Norte da Muralha, Bran Jojen e Meera são levados por Mãos-Frias em direção ao Corvo de Três Olhos. O que acontecerá quando o encontrarem, ninguém sabe dizer.

"O Norte se lembra, Lorde Davos.
O Norte se lembra, e a farsa está quase no fim.
Meu filho está em casa."
Lorde Wyman Manderly. Página 565.


Paralelamente, temos também capítulos de personagens inesperados. Alguns já faziam parte da história, mas não tinham o próprio ponto de vista; quanto aos outros, sequer suspeitávamos de sua existência.
Neste quinto livro, as inúmeras reviravoltas de George Martin se destacam com força total. Sabemos que no Jogo dos Tronos, a cada momento alguém que levava vantagem pode ser derrotado, enquanto alguém que não tinha nenhuma força, rapidamente se ergue e passa a representar uma ameaça. Esse caráter é muito acentuado em A Dança dos Dragões. É aqui que podemos observar cada vez mais as constantes mudanças que influenciam no destino de cada um. Tais mudanças podem ser longas e progressivas; ou, ao contrário, podem ocorrer de uma hora pra outra. Assim, o leitor é constantemente surpreendido, pego de surpresa, e a narrativa é sempre impressionante.
O importante nesse livro é ficar de olho nas revelações que são feitas. Boa parte da trama é composta por segredos que vêm à tona, ou por explicações importantes sobre coisas que nos questionávamos antes. Ou mesmo, sobre coisas que nos passaram despercebidas porque não considerávamos importantes. Quem seriam os filhos da floresta? O que os selvagens sabem sobre os Outros? O Inverno é tão rigoroso assim?
Algumas perguntas como essas são resolvidas ao longo da leitura. Por vezes, a resposta está em um acontecimento explícito, muito fácil de notar. Em outros momentos, a resposta está em algum diálogo, ou na atitude de algum personagem.
Em A Dança dos Dragões, George Martin nos impressiona como sempre, com o universo fantástico que criou, e com sua narrativa que nos dá a capacidade de imaginar tantas coisas incríveis. Este foi o livro que mais me surpreendeu em toda a série. Eu fiquei sem fôlego em inúmeras ocasiões, e agora só posso dizer uma coisa: estou mais do que ansiosa para ler Os Ventos do Inverno, e saber como vão prosseguir as disputas pelo trono, as lutas pela sobrevivência e as vinganças. Que venham mais revelações, mais personagens novos, mais conspirações. Nós vamos adorar!

Aspectos positivos: contém revelações de vários segredos e mistérios; oferece mais informações sobre algumas das cidades livres e seu povo; traz de volta personagens que estavam distantes; a tensão está sempre presente.
Aspectos negativos: o retorno dos personagens de O Festim dos Corvos pode confundir o leitor.



Eu definitivamente não sou a pessoa mais indicada para falar de novas tecnologias. Eu custo a experimentá-las! Que dirá indicar as novidades do último mês!
Eu me lembro de como comecei a usar o Facebook. Eu já tinha internet em casa fazia anos, mas não fazia tanto uso quanto faço hoje em dia. Me lembro que naquela época (2011) grande parte dos meus amigos já estavam aderindo à nova rede social, e frequentemente eu recebia e-mails me convidando para fazer meu cadastro e adicionar meus amigos. Mas eu já tinha Orkut e Messenger (MSN), e achava que isso era tudo o que eu precisava para manter contato com meus melhores amigos. Só decidi criar uma conta no tão famoso Facebook para fazer com que os e-mails incômodos parassem de chegar. Eles pararam. Somente meses depois, eu decidi começar a realmente usar aquele negócio, e foi então que eu entendi que Orkut e Messenger já estavam ultrapassados, e acabei abandonando-os, assim como meus amigos já haviam feito.
Também foi assim com os celulares touchscreen. Eu estava satisfeita com meu celular de botões, um daqueles em que você precisa apertar o mesmo botão várias vezes para digitar uma mensagem. O modelo, se não me engano, era esse:


Nokia X3-02

Algumas das funções eram realizadas pela tela, mas a maioria delas era desempenhada através do teclado. Antes dele, eu tive outros modelos, mais antigos, que também pareciam funcionar razoavelmente bem. Eu só aderi a um modelo com toque na tela quando a vida útil do meu X3-02 se extinguiu. E, aliás, o celular que compre na época está com os dias contados também, depois de quase dois anos de uso.
O que dizer, então do Whatsapp? Eu só aderi quando o aplicativo foi disponibilizado para o sistema extremamente ruim do meu atual Nokia Asha 501. Isso depois de ver que todos os meus amigos já estavam usando, e depois de perceber o quanto o aplicativo facilitava a comunicação.

Nokia Asha 501

Mas qual o motivo de tudo isso? Contei essas pequenas histórias para mostrar para vocês o quanto eu demoro para me adaptar às coisas novas, principalmente quando se trata de tecnologia. Eu sei o que dizem: "Os jovens aprendem com muito mais facilidade que os adultos", "Essas crianças de hoje em dia aprendem a mexer em celular antes de aprenderem a falar". Acho que não me enquadro nesse grupo!
Então, vamos ao que interessa de verdade!
Você deve estar aí se perguntando "Como alguém pode não saber usar o Skoob?" Não sabendo. Simples assim. Quando comecei a usar o Facebook, eu logo comecei a curtir muitas páginas de editoras e escritores, e foi mais ou menos assim que conheci o Skoob, que na época me pareceu revolucionário. Um site feito exclusivamente para pessoas que gostam de ler! Era incrível!
Me registrei no tal site, mas na hora de usar, não gostei da forma como funcionava. Vi aquelas listas (Já li, Quero ler, Estou lendo, Quero Trocar, etc.). Vi também o local para escrever resenhas, e a possibilidade de adicionar meus amigos do facebook que também tinham uma conta no Skoob. Adicionei alguns dos livros que havia lido, mas logo parei, e só entrei de novo na minha conta por mais duas ou três vezes.
Conheço várias pessoas que usam o Skoob com frequência, mas já não vejo sentido em usá-lo. Se eu fosse registrar no site todos os livros que li, todos os que quero ler, todos os que tenho, ou quero trocar/vender, levaria várias algumas horas na frente do computador. E manter as listas sempre atualizadas me custaria muito! Eu já tenho minhas próprias listas de leitura feita as papel e lápis, de memória. E resenhas? Bom, eu posso fazer resenhas aqui. Ou posso simplesmente recomendar para amigos de maneira informal. Ou posso não fazer, se eu não quiser!
Enfim, minha empolgação inicial com o Skoob se transformou em decepção rapidamente. Eu nem cheguei a explorar muito o site, e caso fosse acessá-lo agora, ficaria perdida com os recursos disponíveis. Por isso, acho que posso dizer que não aprendi (e não pretendo aprender) a usar o Skoob. Peço perdão àqueles que gostam da rede social, pois entendo que deve ser um bom recurso para se comunicar sobre livros e conhecer outras pessoas que gostam de ler. Mas sinceramente, prefiro os blogs, canais de YouTube e grupos do Facebook.

Por: Lethycia Dias

Em posts antigos do blog, vocês já devem ter percebido que estou lendo As Crônicas de Gelo e Fogo, e assumo que sou fã dos livros escritos por George R. R. Martin, e também da série inspirada neles. Apesar de eu ter preferência pelas livros, esse post vale tanto para quem lê, quanto para quem assiste, e principalmente para quem faz as duas coisas!

Este são os 5 livros publicados até agora no Brasil.


Banner da série.

O universo criado por Martin é extremamente complexo. Inclui fantasia (com direito a dragões, gigantes, mortos que caminham, videntes, troca-peles, profecias e personagens com poderes sobrenaturais) e política num mundo fictício riquíssimo. Muito além de Westeros, conhecemos também o outro continente, Essos, habitado por inúmeros povos diferentes, que falam línguas diversas e possuem a própria cultura, costumes e religiões. Compreender tudo isso, com certeza, é um grande desafio. E como se não bastasse acompanhar os acontecimentos do momento presente, em muitos momentos é necessário também conhecer a história deste mundo. As guerras, rebeliões, conquistas, além da própria genealogia de cada Casa. É mesmo muita coisa!
Diante de tudo isso, é muito normal ficar confuso e se perder. Na série, as coisas acontecem de forma muito rápida. Personagens novos aparecem do nada, enquanto outros morrem depois de conquistar a simpatia dos fãs. Alguns acontecimentos são confusos, e certas coisas nós apenas entendemos prestando muita atenção aos diálogos.
Já nos livros, os acontecimentos são muito mais detalhados, e as informações, abundantes. Cada novo capítulo pode trazer uma revelação impressionante. É alguém traindo seus ideais, alguém morrendo, alguém com planos que podem representar mudanças decisivas no destino de outras pessoas, alguém que acreditávamos estar morto, mas na verdade vive. Através dos pontos de vista, conhecemos o íntimo de personagens importantes. Se víamos um deles de forma negativa, de repente passamos a compreendê-lo melhor. Ou, através dos olhos de um novo personagem, passamos a receber notícias do que se passa em determinada região.
Com tudo isso, dá pra perceber o quanto é difícil compreender a série e os livros. Por isso, vou dar aqui algumas dicas para vocês!

Para quem acompanha a série:


1. Fale com alguém: É legal ter sempre alguém com quem conversar sobre as coisas que gostamos. Quando se trata de GOT, isso é muito importante! Você não vai apenas compartilhar suas impressões sobre cada episódio e cada temporada, mas vai também poder discutir coisas que não entendeu muito bem, conhecer opiniões diferentes sobre algum personagem, e tentar se antecipar a coisas que podem acontecer;

2- Grupos do Facebook: Se você não conhece pessoalmente alguém que assiste Game Of Thrones, é muito bom participar de grupos de fãs. Se você ainda estiver no começo, vai receber muitos spoilers, mas essa é uma boa forma de fazer discussões (quase sempre) amigáveis sobre os acontecimentos da série, além de poder tirar dúvidas e debater teorias!;

3- Assistir de novo: Se você não tem preguiça, e tem tempo de sobra, não tem nada a perder assistindo as temporadas passadas de novo enquanto aguarda a próxima! Fazendo isso, você pode prestar mais atenção a alguns pequenos detalhes e easter eggs, e pode relembrar momentos marcantes (tristes ou não).;

Para quem lê os livros:


1- Releia trechos: Lendo livros tão extensos e tão cheios de conteúdo, é muito fácil se esquecer de coisas como personagens secundários, história anterior ao tempo relatado, características físicas de alguém, manobras políticas. Nós vamos esquecendo tudo isso aos poucos, por mais que prestemos atenção. Por isso, reler alguns trechos não faz mal. Você pode tirar suas maiores dúvidas, e a confusão vai acabar. É claro que procurar ao acaso virando páginas para trás dá certo trabalho, mas com paciência, você acabará encontrando aquilo que precisa;

2- Preste atenção nos glossários e mapas: As páginas finais dos livros (que contam um poco da história de cada Casa de Westeros e relacionam os personagens mais importantes) não estão lá à toa. Foram feitas para serem consultadas, e podem resolver muitos problemas! Mas fique atento: as informações mudam em cada livro, conforme novos eventos vão se desenrolando. A morte de personagens é assinalada quando seu nome aparece entre chaves {Fulano}, e a história de cada Casa vai ficando mais resumida. E, é claro, conforme novas regiões de Westeros e Essos vão sendo apresentadas nos livros, novos mapas começam a aparecer;

3- Converse: Assim como no caso de quem vê a série, conversar pode ser muito bom. Junto com outra pessoa, você pode ter uma melhor interpretação daquilo que ler. Apenas tome cuidado para não dar ou receber spoilers. Ninguém gosta disso!;

Para ambos:


Visite a Wiki de Game Of Thrones: Você sabia que existe um site que funciona como a Wikipédia e que tem a única finalidade de compartilhar informações sobre a série e os livros? Sim, existe! O site é mantido com a colaboração de fãs da série, e pode ser muito útil para pesquisas. Para visitá-lo, basta clicar aqui.

Print retirado da página inicial do site.

Através do site, você pode encontrar referências sobre o enredo, a história das casas, a história de Westeros e de Essos, a história pessoal de um personagem em particular, e muitas outras coisas. Confira abaixo, através de outros prints, várias funções importantes do site.

É possível consultar o histórico de um determinado personagem, procurando a partir da região geográfica de sua Casa, ou através de índice.


É possível ler sobre cada uma das Casas, individualmente. Estão incluídas as casas exiladas e extintas.

É possível pesquisar o nome de um personagem, um local ou um acontecimento.

As funções do site são muitas. Ainda existe uma sessão própria para a Série de TV, onde são compartilhadas informações sobre os atores, produtores, e também novidades sobre as próximas temporadas.
Ao consultar o site, você está sujeito a encontrar spoilers, então é preciso tomar muito cuidado ao fazer suas pesquisas!


Essas foram algumas dicas que aprendi com o tempo, e também através de indicações de outros fãs. Caso conheçam outros jeitos legais de se informar mais sobre a série e os livros, comentem! A opinião de vocês é muito bem-vinda!

Por: Lethycia Dias

No post de hoje eu gostaria de indicar um blog que acabei conhecendo, e que possui conteúdo muito bom. Além disso, trata-se da nossa nova parceria!


Em "Ensaios de Ironia - crônicas de um pensador indiferente", o jovem autor, Marcos Rocha, publica textos de sua autoria sobre os mais diversos assuntos. Em artigos de opinião, crônicas, e diálogos curtos, Marcos expõe seus pensamentos sobre o comportamento das pessoas, as convenções sociais, as contradições da sociedade, e muitos outros problemas e características da vida humana em conjunto. Às vezes crítico e pessimista, às vezes irônico e bem-humorado, ele quebra padrões.
Seus textos não costumam ser muito longos. São exposições simples e quase sempre muito diretas! Para quem gosta de ler textos reflexivos, questionar e debater, Ensaios de Ironia com certeza é uma boa pedida!

Deixo abaixo uma prévia do tipo de textos que Marcos Rocha costuma escrever:



Segue abaixo o link para a fanpage do blog no Facebook:

Visitem a página e curtam! Visitem também o blog (o link está lá em cima), leiam os textos e sigam! Vale muito a pena!

Por: Lethycia Dias

Pensando em melhorar o conteúdo do blog para agradar mais ao público, decidi criar um questionário através do "Formulários Google", onde fiz algumas perguntas voltadas para quem lê blogs literários e blogs em geral.



São apenas 6 perguntas simples e diretas, objetivas, fáceis de responder. Através dos resultados do questionário, eu saberei quais são as maiores preferências do público em relação aos blogs literários, e também saberei o que as pessoas consideram bom ou ruim em um blog. Assim saberei onde estou acertando ou errando, e ficará mais fácil fazer posts cada vez melhores.

Para responder, basta clicar no link abaixo:


É simples e rápido! Você só tem a ganhar com isso, pois o blog é feito para você que lê! E não tem desculpa para deixar de passar por lá, pois o questionário pode ser respondido também em celulares com sistema Android:



Portanto, se você quiser contribuir com o processo de criação de conteúdo do Loucura Por Leituras, basta clicar no link acima e responder com toda a sinceridade! Você não vai se arrepender! Conto com sua ajuda!


Por: Lethycia Dias

Recentemente, o perfil do Twitter conhecido como "sinospses" (@sinospses) começou a fazer sucesso postando sinopses curtas de filmes, séries, novelas e livros. Limitadas aos 140 caracteres do Twitter, as "sinopses" são extremamente simples, e produzem humor de propósito. Se você ainda não viu nenhum print dos tweets desse perfil, você precisa conferir! Por isso, postei 10 deles aqui, em mais um post da sessão 10!

1.

É mais ou menos assim:




 2.

Por essa o Harry não esperava.




 3.

"Meu precioso"



4.

Você vai ficar assim:




 5.

Ela ficou bem TRISte com isso!



 6.

Mas eu prefiro outro filme de corrida:





 7.

E ainda tem as expressões faciais emocionantes de Kristen Stewart:




8.


O trabalho voluntário está em alta no Distrito 12:




 9.

Sem palavras para isto:




10.

"Eu fodo com força!"





O perfil é super divertido, e esses foram só alguns exemplos de tweets engraçados. Eu já comecei a seguir, e vocês?

Por: Lethycia Dias

"Este é um livro dedicado às precursoras. às mulheres que, em todas as épocas da civilização, mostraram-se como exemplos, como luzes inspiradoras de novas conquistas. Num mundo dominado por costumes conservadores, elas abriram caminho munidas de talento, intuição e carisma, vencendo pela capacidade e não pela força; pela sensibilidade e não pela imposição. De dentro de seus lares ou nos postos de trabalho, direta ou indiretamente, elas continuam participando das mudanças do planeta. Mães, tias, avós, professoras, chefes, amigas, namoradas, companheiras. Quem não tem em sua vida um momento inesquecível marcado por uma mulher?


Autor: Gabriel Chalita
Gênero: História
Número de páginas: 294
Local e ano de publicação: São Paulo, 2005
Editora: Companhia Editora Nacional

Um olhar sobre elas


Fazendo seu mestrado em Sociologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Gabriel Chalita interessou-se por estudar questões de gênero. Tinha questionamentos sobre qual seria o porquê de não estarmos à beira do século XXI e não termos ainda atingido a igualdade entre homens e mulheres. Embora o mundo tivesse alcançado um desenvolvimento surpreendente da ciência e da tecnologia, ainda não estávamos (digo, não estamos) libertos de preconceitos e discriminações. Sendo assim, Chalita pesquisou biografias de personalidades femininas que haviam conseguido vencer as barreiras impostas por suas condições. Cada vez mais fascinado, começou a falar sobre elas em palestras, aulas e conversas do cotidiano. Percebendo que a maioria das pessoas apenas havia ouvido falar se que foram e do que fizeram, mas nada sabiam de forma profunda sobre suas vidas, seus pensamentos e ideais, sentiu-se motivado a escrever sobre elas. Escolheu algumas delas, e começou a escrever este livro.
Dividido em um capítulo para cada uma delas (exceto no caso de Hellen Keller e Anne Sullivan, cujas histórias não podiam ser contadas separadamente), Mulheres que mudaram o mundo consiste em biografias resumidas de 10 mulheres que Chalita considerou importantes por seus ideais, por suas realizações ou por suas histórias de vida. Em narrativas de terceira pessoa, ele nos apresenta cronologicamente ao mundo de cada uma delas, e nos leva até o seu íntimo. Conhecemos suas dificuldades, seus medos, seus sonhos, suas ideias mais maravilhosas que as transformaram nas pessoas que foram. Paralelamente, conhecemos também o mundo que as condenava, fosse dizendo que eram incapazes, fosse considerando suas atitudes erradas.

"Nos intervalos das leituras dos clássicos da Sociologia resolvi estudar a vida de algumas mulheres. Estudar biografias de personagens que conseguiram vencer as carrancas do preconceito
e mergulhar em um horizonte novo.
Aquele que só se alcança quando se tem coragem
de caminhar com os próprios pés."
Apresentação. Página 10.

Não tenho muita experiência com biografias. A única que já li foi resenhada há pouco tempo, e não sei se foi o bastante para que eu me acostumasse com o gênero. Apesar de o livro de Gabriel Chalita ser mais voltado para a área da História, é organizado em forma de biografias, e a leitura foi uma experiência impressionante para mim. Eu me deparei com as histórias incríveis de dez mulheres que fizeram coisas maravilhosas com muita luta e perseverança, e passei a admirá-las. Se antes era uma pessoa como aquelas que Chalita cita na apresentação do livro - conhecia os nomes de algumas delas, mas sabia pouco sobre suas histórias - agora posso dizer que conheço pelo menos um pouco dos trabalhos e vidas de cada uma delas, e compreendo o motivo para que seus nomes sejam tão conhecidos.
Penélope, Joana d'Arc, Marrie Currie, Isadora Duncan, Hellen Keller, Anne Sullivan, Gabriela Mistral, Madre Teresa de Calcutá, Golda Meir, Simone de Beauvoir. Em épocas diferentes, cada uma buscou cumprir seus objetivos e defendeu seus princípios. Fosse lutando contra os ingleses no exército francês, fosse criando um estilo inovador de dança; lutando pela dignidade de seu povo ou se esforçando pelo bem de pessoas necessitadas; buscando a própria educação incessantemente, ou fazendo descobertas científicas de grande importância; sendo reconhecida internacionalmente por sua poesia, ou resistindo às dificuldades com paciência; lutando por direitos iguais, ou educando uma criança que todos acreditavam não ter futuro.
Eu gostaria de fazer uma resenha individual para cada capítulo, mas então creio que acabaria com a surpresa do leitor, revelando tudo o que se conta sobre cada uma delas. Sendo assim, creio que o resumo do parágrafo anterior seja o suficiente para instigar qualquer um a ler Mulheres que mudaram o mundo e talvez, mais tarde, ler também biografias individuais de cada uma delas.

Aspecto positivo: linguagem simples e de fácil compreensão; organização em ordem cronológica de nascimento; boas referências e citações de pensamentos ou escritos das mulheres citadas ou sobre elas.
Aspecto negativo: relatos não muito parciais.

Por: Lethycia Dias




Navegando aleatoriamente pela internet, encontramos muita coisa legal! Eu nunca deixo abrir links referentes aos livros de filmes de Harry Potter, mesmo que a saga já tenha acabado, e que eu já tenha lido todos os livros e visto todos os filmes. Dessa vez, encontrei no site Corporação Info Geek 14 informações interessantes sobre Harry Potter, que teriam sido divulgadas pela própria J. K. Rowling, através de sua conta oficial no Twitter, e também através do site Pottermore. Vou reproduzi-las abaixo!

1. O filho de Harry foi selecionado para Grifinória:
"Acabei de ouvir que James S. Potter foi selecionado (como se fosse uma surpresa) para a Grifinória. Teddy Lupin [filho de Lupin e Tonks] (Lufa-Lufa) nos desapontou.", disse J. K. Rowling em sua conta oficial no Twittter.

2. Hagrid não tem um Patrono:
Enquanto o Patrono de Harry tem a forma de um veado e o de Hermione tem de uma lontra, Hagrid, um dos maiores amantes de animais exóticos na saga, é incapaz de conjurar um Patrono na forma animal. "Hagrid não poderia conjurar um Patrono, é um feitiço muito difícil." disse J. K. Rowling em seu Twitter.

3. A maioria das pessoas fala o nome de Voldemort errado:
J. K. confirmou via Twitter que o T de "Voldemort" não é pronunciado, nos deixando apenas com Voldemor. Um fã tweetou: "Uma peça da trívia de Harry Potter que eu sempre esqueço  de mencionar: o "t" é silencioso em Voldemort.", e J. K. respondeu: "... mas eu tenho certeza de que eu sou a única pessoa que pronuncia dessa forma.".

4. O feitiço de extensão que Hermione fez em sua bolsa era ilegal:
Em um recente post no site Pottermore, J. K. disse que Hermione conjurou, ilegalmente, um feitiço de extensão na sua bolsa para que pudesse carregar todos os inúmeros itens que ela precisaria de vez em quando. Apenas do feitiço ter estreita regulamentação pelo Ministério da Magia, ela não foi punida pois "a bolsa não teve nenhuma parte significante contra a defesa do pior bruxo de todos os tempos.", ou seja, se ela não interferiu na guerra, o feitiço estava a salvo.

5. Luna Lovegood é aquariana:
Um fã da Corvinal tweetou para J. K. : "Por favor... Quando é o aniversário de Luna Lovegood? Se você está cansada dessa pergunta, deixa pra lá. Mas eu realmente gostaria de saber!", e J. K. respondeu na mesma hora: "Eu nunca me canso das perguntas dos leitores! O aniversário de Luna é dia 13 de fevereiro.".

6. Há uma Escola de Magia e Bruxaria nos EUA:
J. K. confirmou que muitos bruxos jovens são educados nos Estados Unidos. Afirmando que mais informações sobre essa escola ainda seriam reveladas com o tempo, J. K. ainda anunciou que sua localização não é em Nova York, tem um nome de origem estrangeira e também tem laços com a cultura nativa americana como se "magia indígena tivesse sido importante na fundação da escola.".

7. O Chapéu Seletor já ficou indeciso por mais de 5 minutos:
O famoso Chapéu Seletor demorou mais de cinco minutos - o que é um absurdo, já que o chapéu se decide em poucos segundos - para decidir em que casa Minerva McGonagall e Peter Pettigrew iriam parar. Minerva ficou entre Corvinal e Grifinória, e Pettigrew entre Grifinória e Sonserina. Na geração atual, ninguém ficou tanto tempo debaixo do chapéu, com exceção de Hermione, que quase foi para Corvinal, e Neville, que teria ido para Lufa-Lufa por ter medo de não ser corajoso o suficiente para Grifinória.

8. Estudar em Hogwarts é de graça:
Recentemente um site calculou quanto custaria estudar em Hogwarts e deu algo em torno de 43 mil dólares por ano! Respondendo a um tweet de um fã que dizia "Eu e meus amigos estamos tendo um debate super intenso sobre a taxa de matrícula de Hogwarts.", J. K. logo quebrou a estimativa do preço tão alto: "Não há taxa de matrícula! O Ministério da Magia cubre o custo de todo o ensino mágico!".

9. O Caldeirão Furado já foi quase destruído:
Um post em 2014 no site Pottermore revelou toda a história do Caldeirão Furado, dando ênfase a uma vez em que ele foi quase completamente destruído. "O Caldeirão Furado encarou um dos seus desafios mais difíceis no final do século 19. Com a criação da Charing Cross Road - uma famosa rua de Londres -, que deveria ter achatado o Caldeirão completamente - o Ministro da Magia, Faris Spavin, deu um discurso melancólico explicando por que o Caldeirão Furado não poderia ser salvo dessa vez. Horas depois, quando Spavin sentou para descansar, após ter terminado seu discurso, ele recebeu uma nota de sua secretária explicando que a comunidade se reuniu e conjurou um encantamento de memória para acomodar o Caldeirão Furado nos planos da estrada, implantando novas ideias nas cabeças dos trouxas. Alguns dizem que a partir desse dia a maldição Imperius foi usada em diversos planos urbanistas dos trouxas, embora isso nunca tenha sido provado.".

10. A maioria dos bruxos mais novos não é alfabetizada:
Todos os bruxos do primeiro ano começam suas primeiras aulas no mundo mágico por volta dos 11 anos de idade. Mas então, como eles são alfabetizados antes dos 11 anos? "A maioria deles não é alfabetizada, porque eles realmente ainda não conseguem controlar seus poderes. Seria muito perigoso deixar eles lá fora numa escola comum.", disse J. K. em uma recente entrevista.

11. O maior sonho de Dumbledore envolve sua família:
Enquanto Dumbledore disse para Harry que via ele mesmo usando um par de meias no reflexo do espelho de Ojesed, J. K. revelou em uma entrevista que o diretor via algo completamente diferente no espelho. "Ele vê sua família, viva, unida e reconciliada.".

12. Onde está todo mundo?
Em 2014, um post no site Pottermore revelou detalhes sobre a vida adulta de alguns personagens da saga. Hary se juntou ao Ministério da Magia como um Auror, enquanto sua esposa Gina descobriu sua carreira na coluna de esportes do Jornal Profeta Diário, após virar uma profissional no Quadribol. Rony Weasley trabalhou no Ministério por pouco tempo também, antes de resolver tomar conta dos negócis da loja Gemiliadades Weasley. Já Hermione permaneceu no Ministério, trabalhando até chegar ao cargo de Vice-Chefe do Departamento de Execução das Leis Mágicas.


Eu já sabia de algumas dessas coisas, como o futuro de Harry, Rony, Hermione e Gina, e sobre James Sirius ir para a Grifinória, e se não me engano, até cheguei a ver o Tweet em que J. K. Rowling afirma que o ensino de Hogwarts seria gratuito, mas não sabia das outras coisas.
Achei as curiosidades divulgadas pelo site muito interessantes, e por isso decidi fazer um post por aqui!

Por: Lethycia Dias

Referências Bibliográficas:
Maiores revelações de J. K. Rowling sobre o universo de Harry Potter. Disponível em: Corporação Info Geek. <http://www.infogeekcorp.com/2015/10/maiores-revelacoes-de-jk-rowling.html#bs-next-11>. Acesso em: 02 de outubro de 2015.




Volta-e-meia vemos nos jornais notícias sobre crianças ou adolescentes que leem mais do que o normal. Geralmente são garotos ou garotas muito jovens que já leram centenas e centenas de livros, em períodos de tempo que nos parecem muito curtos. Nós ficamos tão impressionados com isso, que custamos a acreditar. Basta clicar nos links abaixo e conferir:





Não que eu ache ruim esses garotos e garotas lerem tanto. Espero, de todo o coração, que leiam muito! Que se divirtam e se aventurem com todos os livros que puderem, e que incentivem outras pessoas a lerem também!
Além dessa questão dos jovens que leem muito - muito mais do que eu imaginava ser possível uma pessoa ler, quando tinha a idade deles e tinha muito mais tempo livre - sempre vejo nas redes sociais (Facebook, Twitter, YouTube) pessoas compartilhando suas metas de leitura, falando quantos livros pretendem ler no mês, no semestre ou no ano.
Quando percebi a quantidade de pessoas que fazem isso, parei para questionar por que eu mesma nunca me fiz cobranças sobre quantidade de leitura, e acabei descobrindo a resposta com algumas reflexões sobre meu dia-a-dia.

Quando comecei a ler, foi porque descobri nos livros uma fonte de prazer e alegria como nenhuma outra que eu já conhecesse. Eu me divertia muito com cada história lida, e ia seguindo meu próprio ritmo. Lia somente os livros da biblioteca da escola, como já contei para vocês no último post. Eu terminava um livro e já começava outro, mas não tinha pressa! Lia da forma que podia. É claro que naquela época eu tinha muito tempo, pois estava só na sexta série, e os estudos não exigiam tanto esforço. Dessa forma eu podia ler bastante, mas não ficava naquela pressa de terminar um livro para partir para o próximo e também não fazia listas dos livros que pretendia ler. Apenas lia aquilo que vinha até mim.
Conforme fui crescendo, minhas obrigações na escola foram aumentando, mas eu sempre soube equilibrar leitura e estudo muito bem. Comecei a comprar meus próprios livros, e é claro que com o acesso à internet, passei a ter mais interesses em determinados gêneros literários e obras de certos escritores(as). Mas e fazia tudo ao meu tempo. Ainda precisava pedir emprestado, e comprava raramente. Com raramente eu quero dizer que adquiria menos de 10 livros por ano.
Eu conseguia números incríveis em leitura. É claro que alguns anos eu lia mais (por ter mais tempo, ou por ler livros mais curtos) e em outros lia menos (por ter mais ocupações e ler livros maiores e mais complexos). No ano passado, demorei mais de um mês com A Divina Comédia, de Dante Alighieri, enquanto li uma linda edição ilustrada de As Aventuras de Pinóquio em dois dias. Assim podemos ver que tempo de leitura é relativo. Depende do tempo que cada pessoa dispõe para se dedicar a isso; das condições emocionais da pessoa; do tamanho e da complexidade do livro lido. Mas ainda posso dizer que leio muito. Embora eu não seja boa em matemática, acho que consigo fazer uma média de 30 livros lidos por ano. E algumas pessoas ficam admiradas com isso!
Mesmo sem ter metas de leituras, eu pude conferir várias vezes a diferença entre ler um livro calmamente, e ler com pressa. No ano passo, decidi me render à popularidade d'As crônicas de gelo e fogo, de George R. R. Martin, e li A guerra dos tronos, que peguei com um amigo. Demorei para compreender o universo de Westeros, a grande quantidade de personagens, nomes e lugares estranhos e a leitura foi vagarosa, até que comecei a me interessar muito pelo enredo. Alguns meses depois, peguei A fúria dos reis com outra pessoa. O terceiro ano havia acabado, eu estava no primeiro mês de férias entre o colégio e faculdade, e simplesmente não tinha nada para fazer. Além disso, chovia sem parar, e estava frio, muito frio. Então eu passava o dia inteiro na cama, de pijama e meias, embrulhada no cobertor, devorando o livro. Terminei em menos de uma semana, e adivinha o que aconteceu? Pouco tempo depois, eu já havia esquecido muitos detalhes da história. É claro que havia absorvido os eventos mais importantes, mas posso dizer me esqueci de grande parte da história. Então, vejamos: com A guerra dos tronos eu fiz do mesmo jeito de sempre, respeitando meu próprio ritmo. Com A fúria dos reis, fui apressada demais, e não consegui absorver todo o conteúdo!
Por fim, quando cheguei à faculdade, descobri o que era realmente estar sob pressão. A maioria das minhas disciplinas eram teóricas e exigiam muita leitura, eu sempre tinha que fazer resumos, fichamentos e trabalhos. Quase não me sobrava tempo para ler! Os momentos em que eu conseguia ir sentada o ônibus eram um alívio, pois eu sabia que podia colocar meus óculos, pegar o livro na bolsa e ler até a hora de descer - isso, é claro, se eu não dormisse. Eu demorei para me adaptar à faculdade, e tenho a necessidade de fazer tudo com antecedência: se deixo as coisas acumularem, fico estressada, morrendo de medo de não conseguir fazer tudo a tempo, e aí é que não tenho condições de fazer mais nada! Como alguém seria capaz de fazer metas de leitura com uma rotina dessas? Eu levava semanas com um livro só, mesmo que fosse pequeno. Nunca conseguiria cumprir metas rigorosas.


Eu entendo que alguns leitores façam isso, que blogueiros proponham desafios a si mesmos, e que se empenham em cumprir, mas acredito que eu simplesmente não me sentiria feliz fazendo isso. Não conseguiria suportar aquele pensamento de "Tenho que terminar esse livro logo, porque faltam 15 e só tenho x meses". Ou também o "Preciso andar logo, porque tenho muitos livros na fila". Meu tempo é muito curto, e eu o ocupo com coisas indispensáveis para minha sobrevivência, que nem sempre gosto, mas que preciso fazer.
Sendo assim, eu leio como posso, nem que precise de um ou dois meses para um mesmo livro; nem que tenha que interromper uma leitura para poder estudar mais ou me dedicar mais aos trabalhos. O que se pode fazer? Responsabilidades primeiro, diversão depois. Como eu disse antes, quando me sinto pressionada, fico ansiosa e não faço nada direito. Ler um livro com pressa, só para terminar logo, além de não me divertir nem um pouco, vai fazer com que eu leia mecanicamente, sem absorver o conteúdo da leitura por completo.
Fico admirada que alguns consigam ler centenas de livros e um ano, ou até milhares em poucos anos de vida. Mas eu não consigo. Cada um tem seu ritmo, e o meu é incerto.

Por: Lethycia Dias

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