Confira!

"Uma das maiores escritoras brasileiras, Clarice Lispector, enquanto trabalhava sua ficção, manteve intensa atuação na imprensa, para a qual escreveu cerca de cinco mil textos, entre fragmentos de ficção, crônicas e colunas femininas, para diversos jornais e revistas, e realizou mais de 100 entrevistas, a primeira delas , em 1940, com o poeta Tasso da Silveira. Organizado pela pesquisadora Maria Aparecida Nunes, Clarice na cabeceira - Jornalismo é uma amostra dessa atividade. Com texto inéditos, a coletânea traça um panorama do jornalismo brasileiro, a partir da produção de Clarice Lispector para a imprensa."

Autora: Clarice Lispector
Gênero: Jornalismo
Número de páginas: 240
Local e data de publicação: Rio de Janeiro, 2012
Organização: Aparecida Maria Nunes
Editora: Rocco
Onde comprar: Amazon | Casas Bahia | Ponto Frio | Saraiva

"Lagos, 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às Universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra. Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua conexão com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência. Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero."

Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Gênero: Romance
Número de páginas: 516
Local e data de publicação: São Paulo, 2014
Tradução: Julia Romeu
Editora: Companhia das Letras

"Neste livro impressionante, Svetlana Alekisiévicth apresenta uma história ainda pouco conhecida, contada com minúcia pelas próprias personagens: as incríveis soldadas soviéticas que lutaram - com bravura e violência, mas sem perder a ternura - durante a Segunda Guerra Mundial. Um capítulo obscuro que agora ganha a luz do dia e promete trazer novo entendimento sobre um dos eventos mais trágicos da história humana."

Autora: Svetlana Aliksiévitch
Gênero: Reportagem
Número de páginas: 392
Local e data de publicação: São Paulo, 2016
Tradução: Cecília Rosas
Editora: Companhia das Letras
Onde comprar: Amazon | Livraria da Folha | Saraiva | Submarino 


Olá para quem é louco por leituras - e também por fotografia! Hoje é dia de trazer o post do mês para o Projeto Photolove, um projeto muito lindo do qual eu venho participando nos últimos meses. Caso você ainda não saiba, o Photolove é um grupo de 6 on 6, em que uma vez por mês, 6 pessoas postam 6 fotos temáticas.
Então, é isso! A seguir, você confere minhas fotos selecionadas. Para esse mês, o tema é céu.

Imagem: Arquivo pessoal
Fonte: cedida por Patricia Fagundes

Nascida em 1990, no Rio de Janeiro, Patricia Fagundes é formada em Relações Internacionais. Apaixonada por diversos assuntos, é uma autodidata empenhada e artista nata. Publicou seu primeiro livro, Enfynie - A outra dimensão, em 2014 e pretende escrever suas continuações e outras histórias originais. Sua segunda publicação, online e gratuita, chama-se A Viagem, com um prólogo disponível em áudio no YouTube.Fez três períodos de Belas Artes na UFRJ antes de trancar sua matrícula e iniciar outro curso. Em 2010, formou-se em Mandarim pela Wizard. É falante fluente do inglês e estuda outros idiomas por hobby, além de ter criado alguns para suas histórias.
É compositora, cantora e pianista. Começou a estudar música aos 3 anos de idade, com sua mãe e avó materna, suas professoras particulares de piano. Fez cursos de mangá, desenho artístico e pintura e adquiriu traço realista. Faz desenhos, músicas e idiomas sob encomenda e dá aulas online. 
Seu canal no YouTube conta com mais de 35.000 inscritos.

O livro Enfynie – A outra dimensão, de 2014, é seu romance de estreia? 
Sim, é o primeiro romance de uma trilogia, a primeira história que eu escrevi e publiquei na vida.

De onde veio a sua inspiração para a história? 
O principal motivo, minha maior inspiração, foi tentar arranjar forças pra sair de uma pequena depressão. Não era um caso clínico, mas sim um conjunto de fatores que me deixa "no fundo do poço" e sem motivação para nada. Eu resolvi me transformar numa personagem e me jogar num planeta diferente pra ver se ajudava. Tudo o que a personagem sente, eu senti escrevendo. Tudo o que ela pensa, eu estava pensando na hora que escrevi. Tudo o que ela faz é o que eu faria naquela situação. Minha inspiração foi buscar a minha cura. 

Como foi o processo de criação do mundo de Enfynie
Comecei imaginando o planeta físico, a geografia e depois pensei nos seres que habitariam cada lugar. O idioma principal veio logo em seguida, junto com a cultura básica. No decorrer da história eu fui aumentando detalhes de acordo com o que precisava na hora. Ainda tenho muito a criar, mas já dá pra brincar um pouquinho hahaha. Tive que estudar um pouco de anatomia, diversos idiomas e me basear no que eu já conhecia aqui da Terra pra criar um paralelo.

Apesar de se ver em um mundo estranho, longe de tudo o que conhece e com dificuldades para se comunicar, a protagonista de Enfynie se mantém determinada e mostra muita disposição e criatividade ao longo da história. Você acredita que isso agradou aos leitores? 
Espero que sim! Hahaha Como eu disse antes, tudo o que a personagem faz é o que eu faria na situação. Isso até deixou muita gente irritada com a Natasha. "Nossa, ela é muito chata e mimada". E eu lendo isso e me sentindo um lixo né HAHA. Tentei dar o máximo de realismo à história porque gosto de coisas plausíveis. (Claro que às vezes um toque de magia é bom, mas a personagem em si não é nenhuma super heroína. Sou só eu com um nome diferente e sardas. E uma boa mira – coisa que eu não tenho, minha mira é PÉSSIMA. Mas se eu não tivesse acrescentado ao menos ISSO, a personagem morreria no primeiro dia, talvez HAHAHA)

Você teve problemas com a primeira edição de Enfynie, que foi entregue pela editora com erros prejudiciais ao entendimento. Isso afetou a recepção do livro pelo público? 
Eu acho que quem se afetou mais fui eu. Esses erros acabaram comigo hahaha. Quem não conhece a história não vai perceber os erros, são detalhes que só uma pessoa ultra perfeccionista (eu) notaria. O pior foi ter que esperar uma nova remessa de livros corrigidos e depois o "fogo" inicial já tinha passado. Creio que isso também teve um impacto negativo.

Enfynie é o primeiro volume de uma trilogia. Os próximos volumes já estão em andamento? 
Sim, eu estava escrevendo os dois ao mesmo tempo, mas passei a focar mais no segundo livro da série. Já passei da metade, mas faz mais de seis meses que não sento pra continuar escrevendo por falta de inspiração. Sempre que tento, não dá certo e eu tenho que reescrever. Mas eventualmente eu vou conseguir, afinal, a história já está pronta, já sei o que acontece no final, só preciso desenvolver os detalhes.

Você está pulicando no Wattpad o e-book A Viagem, que tem relação com a mitologia egípcia. Como surgiu a ideia? 
Na realidade, A Viagem tem relação com todas as mitologias. Eu resolvi escrever essa história porque amo o tema e quis tentar criar um universo "e se...". E se ninguém estivesse errado, afinal de contas?

Entre Enfynie e A Viagem, qual dos dois você mais gostou de ter escrito? 
Páreo duro. Não sei. A Viagem ainda está em fase embrionária e eu acho que a continuação é infinitamente melhor do que a introdução já publicada. O mesmo pra Enfynie. É difícil escolher entre meus dois "bebês" hahaha Enfynie é minha cura e A Viagem é minha paixão. Tenho carinho igual pelos dois. Em um eu uso mais a minha criatividade e no outro, preciso estudar muito e usar minha capacidade de análise e lógica. Gosto muito das duas opções.

No seu canal no YouTube, você cria diversos conteúdos diferentes, desde aulas de desenho, informações sobre seus livros, até mesmo cosplay e covers de músicas. Como é produzir tanta coisa diferente ao mesmo tempo e numa mesma plataforma? 
Um inferno. HAHAHA Meu canal no YouTube é basicamente um espelho de como é dentro da minha cabeça: uma zona sem foco. Ao mesmo tempo que é um inferno, é também uma válvula de escape. Algo como um "diário em vídeo". Pretendo dar um rumo à minha vida e focar mais, acho que assim a qualidade poderá aumentar e vai até melhorar a situação pra quem me acompanha.

Você tem produzido um audiobook de A Viagem e disponibilizado em vídeos no seu canal. Como é o processo de adaptação do texto escrito para o formato de áudio? 
Então, eu estou experimentando ainda. O prólogo foi o único publicado ainda. Tentei fazer uma mistura de audiobook com ASMR, já que a ideia inicial de fazer uma animação simples não era possível. Mas agora eu quero incluir desenhos, então creio que a adaptação vai ser maior, apenas removendo frases como "ele está apoiado na porta" do texto, já que no desenho vai mostrar quem quer que seja apoiado na porta. O formato de A Viagem já é mais tranquilo de adaptar pra áudio porque não tem um narrador separado da história. Quem narra são os próprios personagens.

Em qual das plataformas A Viagem tem alcançado mais repercussão: no Wattpad ou no YouTube? 
Creio que no Wattpad. 

Você cria canções que fazem parte das histórias de seus livros. O que vem primeiro: a música ou escrita? 
A escrita. Eu tenho que ter noção da história pra poder criar uma letra em cima. Depois é só compor.

E como você se define: escritora, desenhista, youtuber, cosplayer, compositora, ou artista com múltiplos talentos? 
Eu sempre rio de uma coisa que meu pai me disse há muitos anos: "Você tá que nem um pato. Voa, nada e anda, mas nenhum dos três ele faz graciosamente". Claro que eu evoluí bastante em algumas áreas, mas a lição de moral na comparação é: SE VOCÊ NÃO FOCAR NUMA COISA SÓ, COMO ESPERA MELHORAR NELA?! Então responder a sua pergunta fica difícil, porque eu não consigo escolher uma só área pra me enquadrar. Eu diria que sou uma artista com múltiplos problemas de foco.

Fonte das imagens de capas de livros: reprodução

Entrevista originalmente pulicada no blog Entrevistalendo.

"Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flyn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo - o maior sucesso editorial do mundo, atrás apenas da Trilogia Cinquenta Tons de Cinza - Garota Exemplar alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública - e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy -, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã Margo ao seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?"

Autora: Garota Exemplar
Gênero: suspense/thriller
Número de páginas: 500
Tradução: Alexandre Martins
Editora: Intrínseca
Onde comprar: Amazon | Livraria da Folha | Saraiva

Fonte: Reprodução.

Vou apresentar para você a trajetória do escritor brasileiro Erico Verissimo, um dos principais representantes do modernismo brasileiro. Mas primeiro, é melhor relembrar o que foi o movimento modernista!
O Modernismo é um nome genérico dado a vários movimentos culturais que surgiram no início do século XX, e se manifestavam em todas as áreas da arte. A ideia principal era abandonar regras tradicionais e adotar novos estilos artísticos.
O Modernismo chegou ao Brasil em 1922, com a semana de arte moderna. A primeira fase do movimento durou até 1930, e foi marcada pela busca de uma identidade brasileira. Já a segunda fase, da qual falaremos de forma mais profunda, tinha outras características.
A segunda fase do modernismo brasileiro se estendeu de 1930 a 1945. Nesse período, também chamado geração de 30, as ideias difundidas em 1922 já estavam consolidadas. E a literatura brasileira vivia um momento de maturação.
O mundo vivia as consequências da crise econômica de 1929, e países da Europa começavam a ser tomados pelos regimes totalitários. O brasil enfrentava o fechamento de fábricas, o desemprego, a miséria e também uma fase conturbada na política, com o início da Era Vargas.
Os escritores da época viram a necessidade de refletir sobre tais acontecimentos em suas obras. E a partir daí, novos temas tomaram conta da literatura. As obras da época procuravam valorizar a cultura brasileira, abordar problemas sociais da época, e retratar as diferentes regiões do país.
Nessa geração, os grandes nomes da poesia são Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Vinicius de Moraes. E na prosa, os autores que fizeram que mais se destacaram são Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Graciliano Ramos e também Erico Verissimo. Todos tiveram grande importância, mas é de Verissimo que vamos falar hoje.
Érico Lopes Verissimo nasceu em 1905 na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. Ele estudou em Porto Alegre, e viveu na capital do estado e também em sua cidade natal durante períodos alternados de sua vida.
Desde muito jovem, Verissimo já demonstrava grande admiração pela literatura, mas seus primeiros textos seriam publicados a partir de 1929, em jornais e revistas locais. No mesmo ano, ele se casou com Mafalda Hanfen Volpe, com quem teve dois filhos: Clarissa Verissimo e Luis Fernando Verissimo. Luis Fernando também se dedicaria, mais tarde, à literatura.
Verissmo teve diferentes empregos quando jovem. Mas foi a partir de 1930, trabalhando na revista do globo, que ele teve estabilidade para escrever. O primeiro livro dele foi uma coletânea de contos, denominada Fantoches, publicado no ano de 1932.
Ele complementava sua renda trabalhando como tradutor. E ao traduzir o livro Contraponto, de Aldous Houxley, aprendeu a técnica de escrever diferentes histórias intercalando os pontos de vista dos personagens e fragmentando os acontecimentos. Assim, em 1935, ele publica o romance Caminhos Cruzados, que consiste numa grande crítica social.
Em 1933, ele já havia publicado o romance Clarissa: a história de uma garota do interior que vai morar com os tios em uma pensão em porto alegre. Assim, o livro Caminhos Cruzados é seguido por duas continuações de Clarissa: Música ao Longe e Um Lugar ao Sol.
Mas seu primeiro romance a alcançar verdadeiro sucesso no Brasil e no exterior foi Olhai os Lírios do Campo, publicado em 1938. O título é uma referência ao Sermão da Montanha, proferido por Jesus Cristo, e relatado no Evangelho de Mateus. A obra, porém, não é sobre religião. Assim como em seus romances anteriores, está carregado de reflexões sobre problemas morais, sociais e espirituais vividos pelas pessoas.
No ano de 1943, Verissimo publica O Resto é Silêncio, uma história que acompanha durante dois dias sete diferentes personagens, que têm apenas uma coisa em comum: o fato de terem presenciado a morte de uma garota que caiu de um prédio. Acidente ou suicídio? Só mesmo lendo para saber.
Os anos seguintes, quando ele vive nos Estados Unidos, têm como resultado dois livros de viagens: Gato Preto em Campo de Neve e A Volta do Gato Preto.
E em 1947, ele inicia sua obra mais famosa: O Tempo e o Vento. É uma saga dividia em três volumes, que acompanha várias gerações de membros da família Terra-Cambará, e que conta, ao mesmo tempo, a história da colonização do Rio Grande do Sul, e de certa forma, também a história do Brasil.
A cronologia tem início na primeira metade de século XVII, quando o Rio Grande do Sul era povoado apenas por missões de padres jesuítas que catequizaram os povos indígenas locais, e avança até 1945. Nessa saga estão marcadas a disputa pela terra, a miséria, a política e a cultura do povo gaúcho.
Outra grande característica da saga é a força das personagens femininas. Destinadas apenas ao papel social de esposas e mães, as mulheres em O Tempo e o Vento estão constantemente vendo seus maridos e filhos morrerem nas sucessivas guerras que aconteceram na Região Sul do país. Por terem de enfrentar isso, são retratadas de maneira especial.
Além disso, alguns dos personagens mais marcantes de O Tempo e o Vento ainda são muito queridos por aqueles que apreciam a literatura brasileira. É o caso do mulherengo Capitão Rodrigo, da corajosa Ana Terra, e de sua neta, Bibiana.
Toda essa história foi tão apreciada, que parte dela história foi adaptada duas vezes para a televisão, nos anos 1960 e 1980, e depois para o cinema, no ano de 2013.

Capitão Rodrigo nas duas adaptações de O Tempo e o Vento,
interpretado por Tarcísio Meira (esquerda) e Thago Lacerda (direita).
Fonte: Reprodução.

Mas o livro que Verissimo começou a escrever em 1947 e publicou em 1949 foi apenas o primeiro volume da saga, intitulado O Continente. A segunda parte seria publicada no ano seguinte, 1950, quando o autor voltou a morar no Brasil, e se chama O Retrato. A parte final, O Arquipélago, viria depois de onze anos, em 1961, quando sua saúde já estava bastante frágil.
Em 1966, Verissimo publica sua autobiografia, O Escritor Diante do Espelho, e cinco anos depois, vem o romance Incidente em Antares, que mistura um pouco mais de história com ficção e críticas à ditadura militar, tudo isso retratado em uma cidade fictícia com nome de estrela.
Nos anos seguintes, ele ainda publica uma segunda edição de Fantoches, em comemoração aos 40 anos de lançamento. E publica também o primeiro volume de um livro de memórias, com o nome de Solo de Clarineta. Erico Verissimo faleceu em 28 de novembro de 1975, após um infarto. O segundo volume de Solo de Clarineta foi publicado postumamente.
Verissimo foi um dos escritores brasileiros mais importantes do século passado, não apenas pela saga O Tempo e o Vento, mas por sua obra como um todo. Além das obras citadas, ele publicou ainda outros romances e livros de contos, e também livros infanto-juvenis e relatos de viagens. Os romances estão sempre repletos de reflexões sobre a política e a sociedade. E como ele era um grande amante da música, ela também se faz presente em vários momentos.

Texto originalmente publicado no blog Entrevistalendo.
Por: Lethycia Dias

Entrevista feita por mim, veiculada inicialmente no Programa Matéria Prima.
A escritora e jornalista Rachel de Queiroz (1910-2003) publicou seu livro de estreia, O Quinze, aos dezenove anos de idade, e logo passou a ser reconhecida como integrante da Segunda Geração do Modernismo Brasileiro, época de popularização do Romance de 30 ou Ficção Social Nordestina.
O Modernismo chegou ao Brasil com a Semana de Arte Moderna de 1922, e a partir daí, artistas passaram a buscar uma nova forma de pensar e fazer a arte, e especialmente, de representar o Brasil. Na segunda fase desse movimento, escritores voltaram sua atenção para questões sociais como a pobreza, a fome e a desigualdade de renda. São dessa época obras regionalistas de escritores como Graciliano Ramos, Jorge Amado e também Rachel de Queiroz.
Segundo a professora Patrícia Alcântara de Souza que é formada em Letras pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília e Mestre em Letras - Literatura pela Universidade Federal de Goiás (UFG), o Romance de 30 é sustentado pela "temática do agrário, dos regionalismos, do caráter social que representa todos os problemas brasileiros dentro de uma visão crítica."

Fonte: Reprodução.
Rachel de Queiroz foi meio inspirador da literatura feminina.

Rachel de Queiroz, a autora nascida em Fortaleza - CE, foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, e Patrícia de Souza a considera uma inspiração para a literatura feminina no Brasil. Questionada se acreditava que Rachel de Queiroz fosse uma inspiração para outras escritoras, afirma: "Eu não tenho a menor dúvida disso, ela foi com certeza um meio inspirador para a literatura feminina no país", e acrescenta: "Ela conquista o que Viginia Woolf chama de 'um teto todo seu', ela consegue fazer uma literatura com gênero feminino".
Em entrevista ao Programa Matéria Prima, veiculado na Rádio Universitária (870 AM) da UFG, a pesquisadora falou a respeito da Obra de Rachel de Queiroz e da representação de personagens femininas em O QuinzeDôra, Doralina e As Três Marias.
Para ouvir a entrevista completa, acesse o link a seguir:


Conteúdo originalmente veiculado no Programa Matéria Prima e no blog Entrevistalendo.


Olá para quem é louco por leituras (e também por releituras)! O post de hoje faz parte da Sessão 10, e nele vou falar de alguns livros muito especiais presentes na minha estante, que são livros que estão esperando para serem relidos.
Continue lendo para entender melhor!

Conheça o blog Entrevistalendo, união entre Jornalismo e Literatura

Olá para os loucos por leitura! O post de hoje vai ser um pouco diferente do que vocês estão acostumados a ver por aqui no Loucura Por Leituras, porque vim aqui indicar para vocês outro blog produzido por mim, no qual vocês podem encontrar alguns conteúdos diferenciados de literatura.
Por isso, continue lendo esse post para conferir essa indicação e entender melhor.

"Naquela manhã de abril, o vento arrebatando-lhe com doçura os cabelos de tons alourados cortados à Chanel, ela entra no Pátio Brasil e pega a escada rolante para o primeiro piso. Shopping cheio.
Nesse mesmo momento ele desce as escadas para o térreo. Postura impecável, cabelo cortado raso e rosto sereno.
Olham-se. Ele relanceia-lhe as pernas bem contornadas. Ela se fixa em seus óculos de intelectual jovem. Ambos sorriem. 
A moça percorre vitrinas elegantes por um bom tempo e quando resolve saborear um suco de frutas, lá estava ele no café, ao seu lado, lendo um livro de Dalai Lama.
- Já que o destino nos pôs no mesmo caminho, unamos nossas mesas e falemos um pouco, disse-lhe o rapaz, sorrindo..."



Autora: Ray Lucena Strehler
Gênero: Contos
Número de páginas: 70
Local e data de publicação: Brasília
Editora: Thesaurus

13 Reasons Why
Fonte: Reprodução | 13 Reasons Why

Atenção: esse post não tem a intenção de ser uma resenha sobre a série da Netflix, mas sim uma reflexão crítica sobre a série e o livro.

Há duas semanas estreou na Netflix a série 13 Reasons Why, ou Os 13 Porquês, inspirada no livro homônimo publicado por Jay Asher em 2007. A série era muito esperada por fãs do livro e teve boa recepção diante do público, tanto entre pessoas que já leram quanto entre pessoas que ainda não conheciam o livro. Nos dias seguintes ao lançamento, a hashtag #13ReasonsWhy esteve em primeiro lugar nos trends topics do Twitter, e devido à grande repercussão da série, pessoas que não têm o costume de assistir a filmes e séries sobre e para adolescentes decidiram acompanhar a nova produção da Netflix.
Eu faço parte do público que já havia lido o livro e que esperava por uma adaptação da história de Hannah Baker. Li o livro em 2011, e se na época eu já acreditava que Os 13 Porquês precisava ser lido por pessoas de todas as idades devido aos assuntos de que tratava, hoje venho reforçar essa ideia. Principalmente porque me dei conta de que 13 Reasons Why não é só sobre bullyingdepressão e suicídio. Essa é a apenas a ponta do iceberg. Num nível mais profundo, o livro é também sobre assédio sexual, estupro, slut shaming, misoginia, machismo. A série deixa isso explícito, e esse é um dos grandes méritos da adaptação, que acrescentou conteúdo à história na intenção de torná-la mais atual, atraente e representativa.

Casos de Leitora: 20 | O livro que eu perdi e recuperei

Quem me conhece pessoalmente ou me acompanha pelo Instagram sabe que recentemente eu passei por uma coisa muito chata que foi ter perdido meu exemplar de A desumanização. No dia em que aconteceu, eu publiquei isso nos meus stories:

Imagens compartilhadas no meu InstaStories.

Aquilo me deixou transtornada. Fazia dois dias que eu estava lendo o livro, como parte do projeto Viajante literária, do blog Leituras e gatices, e estava experimentando um misto de emoções com aquela história, quase saboreando a escolha sensível de palavras feita por Valter Hugo Mãe em sua narrativa. E então, por um descuido, eu havia perdido meu livro!
Naquele dia, eu tinha que entregar a reprodução de uma notícia para a aula de Jornalismo Político. Como não tenho impressora em casa, tinha de imprimir o trabalho na faculdade, em uma das muitas copiadoras espalhadas pelo campus da UFG. Fiz isso na copiadora da Faculdade de Letras, onde eu gosto de imprimir meus trabalhos por achar que os atendentes são mais simpáticos. Logo depois, passei rapidamente pela Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), que é o departamento ao qual pertence o meu curso. Menos de cinco minutos depois, me dirigi ao Centro de Aulas Caraíba, onde acontecia minha aula daquela sexta-feira.
Cheguei à sala, deixei a mochila na carteira onde eu pretendia me sentar, fui ao banheiro, e ao voltar procurei pelo livro na minha mochila. Não estava lá. Revirei todos os bolsos, várias vezes. Não estava. Eu só podia ter esquecido no balcão da copiadora. Saí do prédio correndo, de volta à Faculdade de Letras. Subi as escadas correndo, pedi licença várias vezes em meio à fila de pessoas que esperavam para tirar cópia de seus textos ou imprimir seus trabalhos. Chamei um dos atendentes, expliquei que estivera ali havia menos de meia hora, que havia esquecido um livro, será alguém tinha encontrado? Não, eles não tinham visto nada, sinto muito. Fui embora, desolada.
Mal consegui prestar atenção na aula, embora o assunto me interessasse muito. No intervalo voltei novamente à copiadora, e nada. Refiz meus passos, fiz perguntas também na FIC, pois àquela altura eu já não tinha certeza de onde poderia ter perdido meu livro. Ninguém tinha visto nada. Eu também já tinha enviado a foto do livro e um pedido de devolução em diferentes redes sociais: o grupo da minha turma no WhatsApp, duas páginas não-oficiais da UFG no Facebook, um perfil no Instagram que realiza o serviço de Achados e perdidos. Ninguém sabia. Nada. Só algumas pessoas que me conhecem comentavam, torcendo para que eu encontrasse.
Fui embora sem meu livro. Estava quase chorando. Levo meus livros para todo lugar, seja a sala de espera do médico ou a casa de um parente, e isso nunca havia acontecido. Num dia, me distraí um pouco, e pronto! Eu já tinha concluído que o livro havia sido pego por alguém que foi atendido na copiadora logo depois de mim, porque eu voltara em pouco tempo e não conseguira encontrá-lo.
Mas eu não desistira. No domingo à noite, fiz em casa um cartaz com a foto do meu livro e meus contatos, pedindo que quem o encontrou devolvesse. Na segunda de manhã, colei o cartaz na parede da copiadora, ao lado do computador onde eu conectara meu pen-drive para imprimir minha notícia na sexta-feira. A pessoa voltaria ali para imprimir ou copiar qualquer outra coisa, veria que eu estava desesperada atrás do meu livro que ela pegara, e perceberia que eu estava sentindo falta dele.
Fiquei ansiosa durante aquele dia e os próximos, mas nada acontecia. Nenhuma ligação, nenhuma mensagem, nenhuma menção em comentários nas redes sociais, nenhum e-mail. Na próxima sexta, eu me convenci de que não teria meu livro de volta. Afinal, nos Achados e Perdidos as pessoas deixam chaves, documentos, carteirinhas da biblioteca. Coisas que não têm utilidade para elas. Mas tem gente que encontra carteiras com dinheiro e rouba o dinheiro, deixando a carteira no lugar onde achou, não é mesmo? Então eu podia muito bem ter dado o azar de meu livro ter sido encontrado por alguém que ama ler tanto quanto eu, e é claro que essa pessoa não devolveria meu livro. Já fazia uma semana. De novo, tive uma sexta-feira triste e não participei da aula, embora as discussões fossem muito interessantes.
A vida devia seguir, não é. Era só um livro, eu podia comprar outro. Era só um livro, eu tinha quase 300 em casa. Mas não era. Era o meu livro, que tinha meu nome escrito, que eu manuseara com carinho, que estava fazendo parte do meu dia-a-dia, que tinha os post-it's marcando as partes que me tocaram. Era uma coisa com valor sentimental. Minha leitura fora interrompida bruscamente, e eu não conseguia me conformar com isso. A ideia de comprar outro e começar de novo não parecia uma solução. Era como se outro exemplar não pudesse ser como o meu A desumanização.
Resolvi esquecer. Como é que dizem? Aceita que dói menos. Eu que aprendesse a tomar mais cuidado com as minhas coisas, se não quisesse que acontecesse de novo. Seria melhor mesmo comprar outro, e rápido, afinal, o livro era da Cosac Naify, e logo todos os exemplares da Amazon vão acabar. Eu começava a pensar nisso como uma coisa que devia fazer no próximo mês, assim que tivesse dinheiro.
No dia 31 de março, antes da minha aula começar, passei cerca de meia hora lendo num banco do pátio da Faculdade de Letras. Eu gostava não só da simpatia dos atendentes da copiadora, mas também do ambiente daquele pátio com banquinhos de madeira e mesas de ferro fundido. Uma secreta vontade de estudar naquele prédio? Talvez. Fiquei ali com Anna Kariênina sobre o colo, observando a porta da sala da copiadora que ainda não fora aberta. Eu tinha ainda uma pequena esperança, embora não gostasse de admitir, de que o meu livro voltasse para mim de alguma forma. Em momentos de maior tristeza, chegava a imaginar que o livro fora encontrado por alguém que me conhecia, e que o estava guardando para fazer uma espécie de brincadeira de mau-gosto, que de repente essa pessoa me procuraria para dizer: "Está comigo!". Ah, que imaginação fértil!
Estava tendo um dia ruim, me sentindo sozinha e amarga. Fiquei calada a maior parte do tempo durante a aula, falando só o necessário. "Bom dia", "Bom dia". "Tudo bem?", Tudo bem". Quase fui às lágrimas quando o professor me perguntou que dificuldades eu tivera para fazer uma análise da conjuntura nacional, considerando tudo que vem acontecendo atualmente na política brasileira. "Entender o que está acontecendo", eu disse, quase engasgada. E todos me olhando. Mas todo mundo tinha feito, quem era eu pra dizer que não tinha conseguido?
Por volta das onze, olhei para o meu celular, correndo o risco de ter a luzinha vermelha do professor apontada para mim, como outros alunos que são flagrados com o celular na mão. Havia uma mensagem de um número desconhecido. Uma mensagem rápida, simples, sem pontuação, enviada por alguém com uma foto de casal.

"Bom dia seu livro está na coordenação da letras"

Meu coração disparou. Eu não acreditava. Meu cartaz havia funcionado, alguém estava devolvendo meu livro. Ah, mas faltava tanto tempo para a aula abacar! Comecei a mexer os pés, é um tique que aprendi com meu pai, que também faz isso. Mas eu faço quando estou ansiosa. Quarenta minutos até a aula acabar, e faltava tanto! Mas alguma coisa podia acontecer, a coordenação podia fechar às 11h 40 min, alguém podia ver o livro à vista e se dizer dona(o) dele e pegá-lo no meu lugar. Loucura ou não, esse pensamento me preocupou.
Juntei todas as minhas coisas na mochila, me aproximei da mesa na frente da sala, ao lado de onde o professor, de pé, respondia a uma pergunta. Com a mão trêmula, quase me atrapalhei para depositar minha notícia daquela semana sobre a mesa. Tentando ser o mais discreta possível, saí apressada, ganhei o corredor, corre escada abaixo, pelos cantos, o som dos meus passos ecoando.
Ao sair do prédio, atravessei depressa a faixa de pedestres, corri em linha reta pelo estacionamento e por uma área gramada, ao invés de ir pela passarela, por onde todos passavam normalmente. Ia pelo sol, num caminho que não agradava a ninguém. No prédio da Faculdade de Letras, não corri, mas andei apressada. Um conhecido que me viu, perguntou aonde eu ia com tanta pressa, e nem me dei o trabalho de responder. Subi um pequeno lance de escadas, atravessei um corredor que levava ao prédio anexo, onde ficava a coordenação. Subi mais um lance de escadas, dessa vez quase caindo. Na coordenação, me informaram que meu livro fora levado à sala de leitura, no andar de baixo. Desci, novamente quase caindo. Na sala de leitura, um rapaz buscou meu livro dentro de um armário e me entregou.
Eu mal podia acreditar que estava tendo de volta um objeto tão querido, uma coisa que eu acreditava que nunca teria de volta. Me sentei no chão do lado de fora, e fiquei folheando meu exemplar recuperado de A desumanização. E marcador de páginas e a cartela de post-it's quase vazia que eu tinha deixado dentro dele não estava mais lá, e alguém havia escrito meu número de matrícula numa das páginas iniciais, abaixo do meu nome. Como alguém havia descoberto aquele número? Não sei dizer.
Saí da Faculdade de Letras com o livro bem guardado na mochila, ouvindo a Rádio Interativa nos meus fones de ouvido e acreditando levar comigo um segredo enorme, o segredo da alegria de ter recuperado um objeto querido e de ter visto meu dia mudar de ruim para maravilhoso, em questão de minutos.
Eu era uma nova Lethycia naquela sexta-feita, 31 de abril, por volta depois das 11 horas.

Por: Lethycia Dias


Esse vai ser um post um tanto diferente do que você está acostumada(o) a encontrar por aqui. Isso porque, ao invés de falar exatamente sobre um livro ou sobre leitura, vamos falar de um assunto que há alguns meses não aparece por aqui: a escrita. Esse post é uma espécie de desabafo e é voltado, basicamente, para escritores iniciantes. Mas você que lê e acompanha o blog também pode se sentir à vontade para ler até o fim, caso tenha se interessado.

Projeto Photolove | 6 on 6 abril

Olá para os loucos por fotografia! Hoje é dia de Projeto Photolove aqui no Loucura Por Leituras. Trata-se de um projeto fotográfico de 6 on 6, em que seis pessoas se reúnem para postar seis fotos antes ou no dia 6 de cada mês.
Como este ano a Páscoa acontece em abril, o tema do mês é chocolate, então as fotos que selecionei são bem auto-explicativas. Segue abaixo a minha seleção!

Resenha: O papel de parede amarelo
"Esse clássico da literatura feminista foi publicado originalmente em 1982, mas continua atual em suas questões. Escrito pela norte-americana Charlotte Perkins Gilman, ele narra, em primeira pessoa, a história de uma mulher forçada ao confinamento por seu marido e médico, que pretende curá-la de uma depressão nervosa passageira. Proibida de fazer qualquer esforço físico e mental, a protagonista fica obcecada pela estampa do papel de parede do seu quarto e acaba enlouquecendo de vez. Charlotte Perkins Gilman participou ativamente da luta pelos direitos das mulheres em sua época e é autora do clássico tratado Woman and Economics, uma das bíblias do movimento feminista. Esta edição de O papel de parede amarelo, que chega às livrarias pela José Olympio, traz prefácio da filósofa Márcia Tiburi."


Autora: Charlotte Perkins Gilman
Gênero: Conto
Número de páginas: 112
Local e data de publicação: Rio de Janeiro, 2016
Tradução: Diogo Henriques
Editora: José Olympio
Onde comprar: Amazon | Livraria da FolhaSaraiva

12 meses de Poe | Eleonora | Annabel Lee

Hoje é dia de falar de Edgar Allan Poe aqui no blog. Trata-se de um desafio literário em que são realizadas leituras coletivas mensais de contos e poemas de Edgar Allan Poe. Criado no ano passado, o #12mesesdePoe me ensinou o quanto é legal participar de desafios e projetos literários e é uma das minhas colunas preferidas aqui no blog.
Esse mês, estamos lendo Eleonora e Annabel Lee. Eu nunca tinha ouvido falar de Eleonora, mas sei que Annabel Lee é um dos poemas mais famosos de Poe. Continue lendo para conhecer minhas impressões sobre o conto e o poema.

Blogagem Coletiva: Os primeiros que eu li

Olá para todos os loucos por leituras! Nesse post eu vim trazer de volta uma espécie de "coluna" que já não acontece aqui no blog há alguns meses, que é a Blogagem Coletiva da Liga Blogesfera. A Liga é um grupo de blogueiros no Facebook que valoriza a interação e a amizade em detrimento da divulgação.
A Blogagem Coletiva é uma sugestão de temas de posts e vídeos para os membros do grupo. A participação é opcional, mas eu tento fazer sempre que posso, porque gosto muito da ideia de vários blogueiros produzirem conteúdo de acordo com certo assunto.
O tema de hoje são os primeiros livros que li, então agora vou falar sobre os que eu me lembro.

Resenha: O Pagador de Promessas
"Dias Gomes narra nesta peça de renome internacional o emocionante calvário do simplório Zé-do-Burro: para cumprir promessa feita a Iansan, pela cura de seu burro, ele divide seu sítio com os lavradores pobres e carrega pesada cruz de madeira no percurso de sete léguas, com o objetivo de depositá-la no interior da igreja de Santa Bárbara, em Salvador. Iansan se confunde com Santa Bárbara na visão popular, mas por certo não é um mito cristão, motivo mais que suficiente para que as autoridades eclesiásticas se opusessem à entrada do herói no sagrado recinto. Zé-do-Burro não esmorece. Sua obstinação, sua fé, conduzem a um dos mais emocionantes desfechos do teatro contemporâneo - e universal. O Pagador de Promessas serviu de tema ao filme do mesmo título, ganhador da Palma de Ouro no festival de Cannes em 1962."

Autor: Dias Gomes
Gênero: dramaturgia
Número de páginas: 172
Local e data de publicação: Rio de Janeiro, 1961
Editora: Agir Editorial
Onde comprar: Amazon | Livraria da Folha | Saraiva
*A edição lida é antiga e já esgotada, portanto, os links para compra se referem a edições mais recentes.

Resenha: O Livro Amarelo do Terminal
"A escritora Vanessa Barbara faz sua estreia editorial com um livro-reportagem sobre a rodoviária do Tietê, em São Paulo. Primeira obra jornalística no catálogo da Cosac Naify, O livro amarelo do Terminal empreende uma viagem singular ao que seria uma versão condensada do mundo, como diz João Moreira Salles na orelha da edição. Valendo-se de recursos narrativos variados, que vão da reportagem clássica ao humor nonsense, o olhar da escritora pinça, em meio ao tumulto, os tipos que por lá passam todos os dias - vendedores, crianças, velhinhas, surfistas -, e registra uma história oral do local a partir dos fragmentos de conversas colhidas ao acaso. Esta polifonia aparece também no projeto gráfico do livro. Suas páginas amarelas, de gramatura mais fina, brincam com a transparência e a sobreposição parcial das letras. Já os capítulos de cunho mais histórico aparecem em papel semelhante ao carbono, como os bilhetes de ônibus."

Autora: Vanessa Barbara
Gênero: Reportagem
Número de páginas: 254
Local de data de publicação: São Paulo, 2008
Editora: Cosac Naify
Onde comprar: Amazon

TAG: Dia e Noite

No mês passando, quando eu ainda estava atualizando as resenhas dos livros que li enquanto viajava, fui indicada pela Helena Machado do Leituras e Gatices para responder à TAG Dia e Noite. Levei um tempinho para me organizar, mas aqui estou eu para trazer as minhas respostas.
Essa TAG é um tanto diferente de outras que são respondidas em blogs literários, porque não necessariamente segue um tema ou pede indicações de livros. Além disso, ela é estruturada em forma de acróstico. Observe, e você vai entender:

Coisas chatas na blogosfera

O post de hoje pode ser compreendido como uma lista irônica, um protesto de uma pessoa que já perdeu a paciência há tempos ou um simples desabafo. Ou tudo isso ao mesmo tempo. Foi escrito depois de muita reflexão e exigiu um pouco de coragem para falar do que me incomoda. Mas enfim, estou no meu blog e aqui eu posso postar sobre o que eu quiser. Não vou me autocensurar e deixar um assunto tão importante de lado.
A blogosfera nos oferece muitas coisas legais, desde o fato de podermos aprender um monte de coisas interessantes e práticas para nossas vidas acompanhando outros blogs, até por termos a chance de fazermos algumas amizades realmente boas. Mas outros blogueiros às vezes conseguem tirar a gente do sério, com atitudes pouco profissionais, insistentes, irritantes e imaturas.
Depois de dois anos como blogueira, decidi falar um pouco sobre certas atitudes e comportamentos que não são nem um pouco legais e que muita gente comete sem saber o quanto está sendo inconveniente. Continue lendo para saber mais!

Resenha: A Mulher Desiludida
"Em A mulher desiludida temos a reunião de três contos. A idade da discrição, Monólogo e A Mulher Desiludida. São três histórias distintas independentes. Na primeira, um casal de intelectuais de esquerda se vê em conflito com as posições cada vez mais conservadoras do filho, o que se pode ver como prenúncio do choque de gerações de Maio de 68. Na segunda se dá o monólogo de uma mulher angustiada e fora de si, após dois casamentos fracassados e o suicídio da própria filha. A última história trata do desmoronamento da vida de uma mulher abandonada pelo marido e desprezada pelas filhas. Indo do envelhecimento, passando pela solidão e culminando no abandono dos entes queridos, os contos refletem sobre a condição da mulher e seu papel na sociedade."


Autora: Simone de Beauvoir
Gênero: Contos
Número de páginas: 176
Local e data de publicação: Rio de Janeiro, 2015
Tradução: Helena Silveira e Maryan A. Bon Barbosa
Editora: Nova Fronteira
Onde comprar: Amazon | Americanas | Fnac | Submarino | Travessa

Resenha: Fantoches e outros contos
"Reconhecido como um dos clássicos brasileiros do século XX, Erico Verissimo estreou na literatura em 1932 com o volume de contos Fantoches. Décadas depois, fez apontamentos manuscritos e ilustrações para a edição comemorativa do quadragésimo aniversário da publicação do livro. Nele, o escritor consagrado observa as narrativas do jovem principiante com olhar exigente, mas também com humor. Na primeira parte estão os fac-símiles das páginas de Fantoches anotadas por Erico. Escritos em forma de pequenas peças de teatro, os contos do jovem estreante já revelavam as qualidades que seriam desenvolvidas na maturidade. Quanto aos defeitos do principiante, o próprio Erico se encarregava de apontá-los e comentá-los. Depois de Fantoches, Erico só praticou o conto esporadicamente - e com maior domínio de suas técnicas. As seis narrativas breves incluídas na segunda parte deste livro revelam o engenho do criador de mundos e contador de histórias."

Autor: Erico Verissimo
Gênero: Conto
Número de páginas: 365
Local e data de publicação: São Paulo, 1997
Editora: Globo
Onde comprar: Amazon | Americanas | Fnac | Livraria da Folha

Resenha: Memórias de Julho
"No ano de 1992, Recife, um grupo de amigos com oito anos (Marcos, Mari, Mila, Juan, Lucas), se encontra numa cabana em suas férias. A alegria de ser criança é compartilhada por todos, assim como a vontade de permanecer juntos. De um pedido surge a promessa de enterrar seus desejos e suas fotos em um baú todos os anos seguintes. Durante seis anos a promessa é mantida e todos percebem o quanto cada um foi importante durante todo esse tempo. Em julho de 1998 o destino acaba por separá-los. Quatorze anos depois, 2012, Marcos se vê sozinho e em posse do baú. Durante todos esses anos no mês de Julho ele sonha com os tempos vividos naquela cabana. Mas algo estava errado, os sonhos não eram normais. E Marcos então sai à procura dos antigos amigos que havia deixado para trás. Memórias de Julho lhe fará sentir saudade tanto de sua infância como se seus antigos amigos. Mostrará o que o tempo pode fazer conosco e o que é verdadeiro fica. Principalmente o amor e a amizade."

Autora: Jéssica Figueiredo
Gênero: Romance
Número de páginas: 336
Local e data de publicação: Recife, 2015
Onde comprar: E-book | Livro físico
*Publicação independente não-vinculada a nenhuma editora

Especial Dia Internacional da Mulher: Escritoras que vão te inspirar

Hoje é 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, e é com muita alegria que venho trazer esse post para você! Eu não podia deixar de preparar alguma coisa especial aqui no blog, por isso, decidi rever algumas leituras antigas (e fazer outras novas) para falar de algumas escritoras que foram e ainda podem ser motivo de inspiração.
Você com certeza reconheceu algumas delas na imagem acima (e outras, talvez não). Mas antes que eu fale um pouco de cada uma delas pra você, precisamos falar também sobre a importância desse dia. Por isso, continue lendo!

Projeto Photolove | 6 on 6 março

Hoje é um dia diferente aqui no Loucura Por Leituras, porque vamos falar de fotografia. É dia de 6 on 6 para o Projeto Photolove. Para quem não sabe, 6 on 6 são projetos fotográficos em que seis pessoas se dispõem a selecionar (ou fazer) seis fotos e postar no dia seis de cada mês. Eu entrei no grupo Photolove a convite da querida Lívia Santana do Check-in Virtual, e apesar de ter falhado por alguns meses com o projeto, gosto muito de participar!
Em homenagem ao fim do mês passado, o tema desse mês de março é Carnaval. E por isso eu, a pessoa menos carnavalesca que você respeita, tive que rebolar (não literalmente) pra pensar nas fotos! Mas aqui estamos nós, então vejam o que eu separei para mostrar pra vocês!

Benefícios do Desapego: doar, trocar ou vender livros

Olá para quem é louco(a) por leituras! O post de hoje vai ser uma coisa totalmente nova aqui no blog, porque vim para falar de uma coisa à qual eu nunca pensei que fosse aderir: o desapego. E vou contar também um pouco sobre a minha experiência recente de doar, vender e trocar livros. É isso aí! Continue lendo para saber as vantagens disso.

Resenha: O mestre e Margarida
"Em O mestre e Margarida, Bulgákov narra a chegada do diabo em plena Moscou comunista dos anos 1930. E Satanás não está sozinho; em sua comitiva, há uma feiticeira nua, um homem de roupas apertadas e monóculo rachado e um gato preto "de proporções espantosas". Tudo começa em uma tarde de primavera, quando Satanás e seu séquito diabólico decidem visitar a cidade e encontram poetas, editores, burocratas e todo tipo de pessoa tentando levar a vida em pleo regime comunista. O que todos ali não sabem é que, depois dessa visita, nada será como antes - um rastro de destruição e loucura mudará o destino de quem cruzá-lo."

Autor: Mikhail Bulgákov
Gênero: Realismo fantástico
Número de páginas: 456
Local e data de publicação: Rio de Janeiro, 2009
Tradução: Zoia Prestes
Editora: Alfaguara/Objetiva

"Durante décadas, milhares de pacientes foram internados à força, sem diagnóstico de doença mental, num enorme hospício na cidade de Barbacena, em Minas Gerais. Ali foram torturados, violentados e mortos sem que ninguém se importasse com seu destino. Eram apenas epilépticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, meninas grávidas pelos patrões, mulheres confinadas pelos maridos, moças que haviam perdido a virgindade antes do casamento. Ninguém ouvia seus gritos. Jornalistas famosos, nos anos 60 e 70, fizeram reportagens denunciando os maus-tratos. Nenhum deles - como faz agora Daniela Arbex - conseguiu contar a história completa. O que se praticou no Hospício de Barbacena foi um genocídio, com 60 mil mortes. Um holocausto praticado pelo Estado, com a conivência de médicos, funcionários e da população."

Autora: Daniela Arbex
Gênero: Reportagem
Número de páginas: 256
Local e data de publicação: São Paulo, 2013
Editora: Geração Editorial
Onde comprar: Amazon | Livraria da Folha | Saraiva

12 meses de Poe: Os Fatos do Caso do Senhor Valdemar | A Adormecida

Olá para você que é louca(o) por terror e também por Edgar Allan Poe! Quem sentiu falta dos posts do #12mesesdePoe por aqui? Eu sim! Em janeiro não consegui fazer o post do mês, porque no meu último dia antes de viajar, tive bastante dor de cabeça, o que me impossibilitou de ler o conto e o poema de janeiro. Agora estou aqui trazendo de volta esse desafio literário maravilhoso!
Para quem não sabe, o 12 meses de Poe é um desafio literário que propõe a leitura coletiva da obra de Edgar Allan Poe. Criado no ano passado, a princípio propunha a leitura apenas dos contos. Este ano, o desafio foi ampliado para a leitura de poemas. Para saber tudo sobre o desafio em detalhes e ter acesso a todos os posts anteriores, você só precisa clicar neste link. Agora, continue lendo para conhecer minhas impressões sobre o conto e o poema de fevereiro!

Meus livros comprados na Estante Virtual

Olá para você que é louco(a) por leituras! O post de hoje é sobre um assunto que eu tinha vontade de falar há muito tempo, que é a Estante Virtual. Vou falar sobre como conheci esse site e sobre as experiências que já tive comprando livros por lá.
Caso você não saiba, a Estante Virtual é um site que reúne livreiros do país inteiro, que optaram pela internet como forma que alcançar um público maior. O site em si não é responsável pelas compras e vendas ou pelos produtos. O que a Estante Virtual faz é servir de mediadora entre livreiros e leitores. Dessa forma, você, que procura por um determinado livro, recorre ao site e encontra a loja do fulano, que procura por um comprador para seus produtos.

Minha primeira estante

Olá para você que é louco(a) por leituras e também por estantes! O post de hoje é mais do que especial, porque vim falar um pouquinho sobre a minha primeira estante. Sim, você não leu errado. Até alguns dias atrás, eu não tinha um lugar pra colocar os meus livros! É por isso que estou tão feliz e decidi vir aqui trazer essa história.
Então, se você quer saber como tudo aconteceu, se quer saber mais sobre artesanato e como fazer uma estante artesanal, continue lendo. Infelizmente, não foi possível preparar um D.I.Y. completo, como era minha intenção no início. Mas eu espero pelo menos conseguir compartilhar algumas informações!

TAG: Lugares Literários

Olá para você que é louco(a) por leituras e TAG's literárias. Finalmente o blog está voltando à sua rotina normal de posts, depois de tantas resenhas seguidas! Eu já estava até com saudade de responder TAG's por aqui! E hoje vim trazer para vocês a TAG Lugares Literários. É uma TAG que surgiu como desafio no aplicativo Livros Amino, que já foi divulgado anteriormente por aqui.
O objetivo dessa TAG é bem simples: associar certos livros a alguns dos lugares que conhecemos através das histórias. São oito perguntas, e você confere minhas respostas abaixo!

Resenha: Fugitivos"De onde vem a amizade? O que é necessário para se ter uma vida melhor? Caio, um carioca de 15 anos, perdeu os pais em uma tragédia e foi morar com a avó em Belo Horizonte. Cheio de traumas, causados pelo incidente que vitimou sua família, ele não tem mais desejo de retomar sua vida. Fernanda, de 15 anos, protege seu irmão Jonas, de 11 anos, do temperamento violento do pai. Ela se apaixona por Caio, e este por ela. O sentimento que nutrem, será o catalizador de uma briga que colocará em risco a segurança dos dois. Gabriel, de 17 anos, e Bianca, sua irmã de 5 anos, perderam a mãe, por ela ter viciada e ter sofrido uma overdose, e o pai está preso. Ficam sob a tutela da Justiça e do irmão mais velho, de 20 anos, que apoia o pai em planos escusos para melhorarem de vida. Em Fugitivos, acompanhamos o amor nascer entre Caio e Fernanda, e a força da amizade que surge entre os cinco jovens, de forma tão intensa, que o drama de cada um deixa de ser individual e passa a ser de todos. No momento em que suas histórias se misturam, eles precisam fugir para salvarem suas vidas Nessa corrida emocionante, que atravessa os estados de Minas Gerais, Bahia, Alagoas e Pernambuco, mais de dois mil quilômetros, iremos descobrir seus sonhos, seus medos, suas tristezas e suas alegrias, tudo envolto por muito suspense, perigo, romance e reviravoltas surpreendentes."

Autor: Carlos Barros
Gênero: Drama
Número de páginas: 645
Data de publicação: 2014
Editora: Giostri
*Informações adicionais: livro lido em formato digital.
Onde comprar: Amazon | Cultura | Saraiva

Resenha: Quatro vidas de um cachorro
"Esta é a inesquecível história de um cão que - após renascer várias vezes - imagina que haja uma razão para seu retorno, um propósito a cumprir, e que, enquanto não o alcançar, continuará renascendo. Narrado pelo próprio animal, Quatro vidas de um cachorro aborda a questão mais básica da vida: Por que estamos aqui? Emocionante e com boas doses de humor, Quatro vidas de um cachorro é um livro para todas as idades, que mostra o olhar de um cão sobre o relacionamento entre as pessoas e os laços eternos entre os seres humanos e seus animais. Se você gostou de Marley e Eu, vai adorar esta aventura que agora ganha as telas do cinema."

Autor: W. Bruce Cameron
Gênero: Drama
Número de páginas: 288
Local e data de publicação: Rio de Janeiro, 2016
Tradução: Regina Lyra
Editora: Harper Collins

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