Confira!


E vamos começar a última semana do mês com o post sobre o desafio literário #12mesesdePoe. Esse é o nono post do desafio, e fico bem triste de saber que estamos chegando à reta final. Mas não se preocupem: eu tenho uma surpresa para vocês no mês que vem!
Se você veio parar aqui no blog por acaso e não sabe muito bem do que estou falando, vou explicar: o desafio 12 meses de Poe consiste em leituras coletivas de contos do escritor americano Edgar Allan Poe. A cada mês, um novo conto é lido, e quem tem blog ou canal pode fazer a resenha. Estou participando do desafio desde o início, e você pode ter acesso a todos aos posts anteriores clicando aqui.


Nos meses anteriores, eu fiz minhas resenhas em forma de vídeo, por achar que seria mais prático e mais fácil de falar dos contos sem dar spoilers. Dessa vez as coisas vão ser diferentes. Eu ando bastante desanimada com o canal, e penso em parar de fazer vídeos, porque não estou vendo muitos resultados. Por mais que eu divulgue, não consigo fazer o canal crescer, e fico desmotivada para continuar. Também não tenho dinheiro para investir no canal fazendo melhorias que com certeza ajudariam. Prefiro investir no blog, porque é o que eu realmente gosto de fazer. Por causa disso, dessa vez teremos a resenha em forma de texto, como eu já deveria ter feito em todos os contos, desde janeiro.

Resenha - O caixão quadrangular


A história é contada por um narrador personagem que não se identifica, e ele está contando algo que já aconteceu há algum tempo.

"Há alguns anos, viajei de Charleston, na Carolina do Sul,
para a cidade de Nova York no belo navio Independência, do capitão Hardy.
Devíamos viajar no dia 15 de junho, se o tempo permitisse, e no dia 14,
subi a bordo para arranjar algumas coisas em meu camarote."

Durante essa visita ao navio, antes da partida, o narrador se dá conta de que um velho amigo e colega da Universidade também estará viajando, acompanhado pelas duas irmãs, que ele já conhece, e pela esposa, que ele nunca viu, porque o casamento ainda era recente. O que deixa o personagem curioso é descobrir que seu amigo, dr. Cornélio Wyatt, havia reservado três camarotes, quando ele e a família na verdade deveriam ocupar apenas dois.
Além disso, o narrador fica muito curioso por saber que seu amigo estava levando uma grande caixa de madeira, que permanecia lacrada, e que ele preferiu levar em seu próprio camarote, ao invés de permitir que fosse armazenado no porão, como bagagens semelhantes. Por causa disso, o narrador decide observar seu amigo, afim de descobrir o que ele poderia estar escondido, e decidido a lhe pregar uma peça.
A viagem acaba sendo em alguns dias por causa do mau tempo, e no dia da partida, o narrador finalmente conhece a esposa de Wyatt, que não correspondia à imagem que seu amigo lhe havia descrito. Além disso, a sra. Wyatt não parecia ter a mesma posição social que o marido, e os outros passageiros do navio a ridicularizavam. O sr. Wyatt se mantinha afastado dela, ao contrário do que se deve esperar de duas pessoas recém-casadas, e os dois dormiam em camarotes separados (era esse o motivo do camarote extra). Isso leva nosso narrador a crer que o amigo havia se iludido e feito um mau casamento, e que estaria arrependido.

"Depois de ter ficado à escuta por algum tempo com ansiosa atenção,
consegui por fim apreender perfeitamente sua significação.
Eram sons causados pelo artista ao levantar a tampa do caixão quadrangular,
este último com a ponta aparentemente envolta ou amortecida
por alguma substância de algodão ou lã macia."

O narrador também descobre que seu amigo costumava abrir o caixão à noite. Mas, convencido de que a caixa continha alguma obra de arte contrabandeada, e sabendo dos hábito de seu amigo, imaginou que à noite ele contemplava as telas que havia adquirido. Porém, quando fazia isso, o sr. Wyatt chorava. Por quê?
Depois de alguns dias de viagem, uma tempestade faz com que toda a tripulação e os passageiros precisaram abandonar o navio e terminar a viagem em um dos botes reserva. Nessa ocasião, o sr. Wyatt se desespera por ter deixado o caixão quadrangular dentro do navio, e volta pra buscá-lo, mas acaba se afogando.
No final, o narrador nos descreve um encontro que teve com o capitão Hardy após o fim da viagem, e é quando o capitão explica para ele (e também para o leitor) todas as circunstâncias que causaram esses estranhos acontecimentos durante a viagem, envolvendo a esposa do sr. Wyatt, o camarote extra, o caixão quadrangular e o desespero do sr. Wyatt em deixá-lo no navio que afundaria.

O conto é narrado em primeira pessoa, e tem tamanho médio: 13 páginas no meu exemplar de Histórias extraordinárias. É um conto um pouco diferente daqueles que conhecemos, porque de início temos um ambiente um pouco cômico: o narrador quer dar uma lição no seu amigo, e algumas de suas hipóteses sobre o que o sr. Wyatt está escondendo são um pouco engraçadas. No final, a revelação é surpreendente e percebemos o tom macabro que conhecemos nas histórias de Poe. Também é uma história muito legal, mas eu ainda prefiro O coração delator e o O escaravelho de ouro.
Caso queira saber mais sobre o desafio, sobre os contos anteriores e sobre o livro de Edgar Allan Poe que já resenhei aqui no blog, não deixe de clicar nos links que deixei aqui nesse post. E lembre-se: ainda temos mais três contos para ler e resenhar. Por isso, continue acompanhando o desafio!

Por: Lethycia Dias

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