Confira!

Após a descrição de todos os outros gêneros narrativos, chegamos enfim ao último, e mais conhecido de todos, o Romance.




Afirma-se que Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes (1547-1616) teria sido o que deu origem ao romance moderno, visto que o gênero predominante na época, a epopeia, teria seu fim a partir do século XVIII, quando ocorreu a Revolução Industrial. Também por isso, o filósofo Hegel considerou o romance como a epopeia burguesa moderna.


Com Dom Quixote de La Mancha, Cervantes teria originado o romance moderno.

Ao contrário da definição que se atribui ao gênero do cinema, o Romance não se trata de uma história de amor. O nome (do latim romanice: em língua romântica) deriva do movimento literário Romantismo, típico do século XIX, época em que este tipo de narrativa tornou-se habitual. Entretanto, suas reais características, como a da descrição minuciosa, está muito mais relacionadas ao Realismo, que surgiu no fim do mesmo século. Pode-se resumir o romance, simplesmente, numa narrativa em prosa - isto é, que não está organizada em versos.
Entretanto, o que o diferencia de outras narrativas em prosa, como o conto e a novela? Os três podem parecer muito semelhantes, mas quando entramos em detalhes, percebemos as diferenças entre cada um.

As características do Romance
Como todo texto típico do gênero narrativo, possui um narrador, personagens, um tempo, um local e um enredo. Diferente da novela e do conto, porém, o número de personagens é grande, o tempo da narrativa pode ser estender, assim como esta pode acontecer em vários locais diferentes, ao mesmo tempo. Dessa forma, o enredo constitui vários núcleos diferentes de personagens, que podem estar separados por tempo e lugar. Consequentemente, o Romance será constituído de vários clímax, enquanto o conto possui apenas um, e a novela é constituída de ações sequenciais.
Podemos ilustrar essa diferença na seguinte imagem:


(Clique na imagem para ampliar)
O conto, a crônica e a fábula possuem apenas um clímax, que será a parte mais importante da narrativa.
A novela pode possuir mais de um, porém será constituído por ações sequenciais.
Já o romance, possui diversos clímax, divididos entre os vários núcleos de personagens.

Caso queira tirar mais dúvidas sobre os demais gêneros narrativos, visite outros textos do blog:

Além disso, outras características do Romance seriam a narrativa longa e complexa, e a grande importância dada aos diálogos e descrições.

Os tipos de Romance
Por ser um gênero mais complexo e uma narrativa mai longa, o Romance possibilita uma grande variedade de textos. Podem existir romances de aventura, romances de ficção científica, romances de fantasia, e muitos outros. Foram definidas algumas classificações como padrão de diferença:
  • Romance Histórico: destaca costumes de outras épocas, misturando fatos históricos comprovados e ficção. Exemplo: Os Pilares da Terra, de Ken Follett;
  • Romance Sentimental: dá importância a aspectos introspectivos dos personagens. Costuma ter final trágico. Exemplo: O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë;
  • Romance de Cavalaria: segue os ideais dos cavaleiros medievais, dando grande importância à aventura e aos feitos heroicos. Costuma ter finais felizes. Exemplo: o próprio Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes;
  • Romance Realista: traz temas influenciados pelo cientificismo do século XIX, e tem como principal foco o homem e suas imperfeições (o materialismo, a traição, defeitos de caráter e personalidade). Utiliza seus personagens para fazer críticas sociais. Exemplo: O Cortiço, de Aluísio Azevedo;
  • Romante Naturalista: difere do Realismo apenas quanto à abordagem das caraterísticas dos personagens, cujas ações são explicadas de acordo com aspectos patológicos, sendo atribuídas a eles características animalescas. Exemplo: O Mulato, de Aluísio Azevedo.
Ainda há algumas subdivisões entre estas, como o romance indianista e o urbano, que fizeram oposição dentro do Romantismo Brasileiro, ou o romance regional, que destacou-se na segunda geração do Modernismo.
Os romances contemporâneos já não seguem as classificações dos antigos movimentos literários, e por isto, é muito difícil classificá-los, sendo possível encontrar desde narrativas intimistas, até criações de fantasia e ficção, como Harry Potter, ou distopias, que se popularizaram muito nos últimos anos com os best-seller's  Jogos Vorazes e Divergente.


Por: Lethycia Dias
Fonte de pesquisa:

Diferente do conto, por ser um pouco mais extensa, e do romance, por não ser tão comprida, a novela é mais um dos textos classificados no gênero narrativo, o que significa que também possui personagens, tempo, espaço, e acontecimentos que constituem o texto. Muitas pessoas, entretanto, têm dificuldade em diferenciar a novela do romance. Qual seria essa diferença, afinal?
De acordo com o Dicionário Priberam, uma novela seria um romance curto. Contudo, apenas isso não é o suficiente para que saibamos distinguir entre os dois. Que trata-se de um gênero intermediário entre conto e romance, isto já compreendemos. Opiniões divergentes costumam defini-la como um texto que tenha entre 100 e 200 páginas, não sendo, portanto, muito extenso. Isto, porém, não é algo definido, e portanto, a forma mais fácil de se identificar uma novela será pelas suas características, que diferem um pouco das do conto e do romance.

Vamos enumerar algumas dessas características a seguir:

  • Tempo;
  • Espaço;
  • Personagens;
  • Pluralidade dramática: vários enredos são desenvolvidos ao longo da trama;
  • Sucessividade: enredo desenvolvido seguindo uma sequência;
  • Enredo: ao contrário do romance, que pode se desenvolver de forma mais lenta, na novela as ações dos personagens são fundamentais, seguindo um ritmo rápido.
Este gênero, que costuma ser pouco notado justamente pela sua semelhança com o romance, constitui várias obras de autores brasileiros, entre elas: 
  • O Alienista - Machado de Assis;
  • Noite - Erico Verissimo;
  • A Hora da Estrela - Clarice Lispector;
  • Vidas Secas - Graciliano Ramos;
  • O Exército de Um Homem Só - Moacyr Scliar;
  • A Hora e a Vez de Augusto Matraga - Guimarães Rosa
Além das características citadas acima, não há muito o que destacar. A leitura é mais rápida, e por vezes, pode ser mais marcante do que no caso do romance, pois cada ação tem efeito importante para os diversos clímax da história, enquanto que o conto, possuindo apenas um, é somente um flash, um momento captado e preservado, com poucos personagens e poucas ações.

Por: Lethycia Dias

O conto surgiu com o tão antigo costume humano de contar histórias, e passou a ser empregado na escrita. É uma modalidade narrativa que atrai muitas pessoas, por ser mais curto que a novela ou o romance, e por proporcionar uma leitura rápida, sem que seja necessário muito esforço para que seja compreendido. Por isso, o conto é veiculado não apenas em livros, mas também em revistas, jornais, e também na internet. A facilidade e rapidez da leitura virtual criou até mesmo um subgênero dentro do conto: o miniconto, cujo formato é ainda mais reduzido.
O conto pode narrar acontecimentos possíveis de acontecer, porém incomuns; pode também relatar coisas fantasiosas, próprias do universo da imaginação. Pode ser narrado em primeira ou terceira pessoa, e necessita de personagens, tempo, lugar, e um conflito. Diferentemente da novela e do romance, só possui um clímax, que será o momento de tensão.
Existem algumas características que o identificam:

  • Narrativa linear e curta, em extensão e no tempo que se passa;
  • Envolvimento de poucas personagens;
  • Todos os acontecimentos se encaminham em direção ao desfecho;
  • Linguagem simples e direta, sem utilização de expressões que podem ter mais de um sentido;
  • As ações acontecem em um só espaço, de acordo com um só conflito;
O conto é um dos gêneros narrativos mais populares. Muitos escritores brasileiros destacam-se na escrita do conto, entre eles: Machado de Assis, Monteiro Lobato, Lima Barreto, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles. Hoje, novos escritores continuam renovando o estilo.

Por: Lethycia Dias



Sendo um dos mais populares textos do tipo narrativo, a crônica é frequentemente veiculada em jornais ou revistas, por escritores que tem à sua disposição um determinado dia da semana a seu dispor. Trata-se de um texto geralmente curto, que aborda temas do cotidiano como uma conversa informal, às vezes de maneira divertida, criando intimidade entre quem escreve e quem lê.
Uma crônica não necessita sempre de personagens, enredo, conflito, ou mesmo de um local para que se desenrole. Pode ser, às vezes, uma simples reflexão do autor, escrita de forma poética, transformando algo simples em especial, tornando bonito aquilo que vemos todos os dias. Ou não. A crônica pode, ainda, ser crítica ou ter um tom trágico.
Estas são algumas das características da crônica:
  • Narração curta;
  • Descrição de fatos do cotidiano;
  • Presença de personagens comuns;
  • Forma oral na escrita e coloquial nas falas dos personagens (quando há);
  • Linguagem simples.
Isso contribui para que as crônicas sejam muito populares entre leitores de jornais e revistas, ou outros veículos de comunicação. São, por vezes, reunidas e publicadas em forma de coletânea.

Por: Lethycia Dias



Sendo um gênero narrativo muito popular, a grande diferença da fábula é o fato de conter animais como personagens, animados com características antropomórficas, isto é, à semelhança de seres humanos. Em histórias desse tipo, cada animal é representado por uma característica própria, a fim de ilustrar o modo de agir das pessoas. Sendo assim, nas fábulas mais populares o leão é conhecido por representar a força, a formiga o trabalho, a raposa a astúcia, e a coruja a sabedoria. Outra característica marcante das fábulas é a lição de moral, sempre explícita no fim da história, e por isso elas foram por muito tempo usadas como forma de transmitir ensinamentos e valores, principalmente para as crianças.
Esopo é o mais conhecido autor de fábulas, mas antes que suas histórias se propagassem pela Grécia Antiga no século VI a.C. por meio da oratória, a fábula teve sua origem no Oriente, onde provérbios sumérios, escritos cerca de 1500 anos antes de Cristo, já incluíam animais antropomórficos e lições de moral semelhantes às dos gregos. Entretanto, foi com Esopo que elas se propagaram, e seu objetivo era ressaltar os comportamentos humanos.
O escritor francês Jean de La Fontaine (1621-1695) tornou-se famoso por reescrever as antigas fábulas de Esopo.

Algumas fábulas famosas:
  • A Cigarra e a Formiga;
  • O Leão e o Ratinho;
  • A Raposa e o Corvo;
  • A Lebre e a Tartaruga;
  • O Rato do campo e o Rato da cidade.
Por: Lethycia Dias

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Entre em contato conosco!

Nome

E-mail *

Mensagem *

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...