Confira!

Os primeiros que li e que escrevi


Não sei se o primeiro livro é marcante para todos, mas pra mim, os primeiros que li são muito importantes. Representam o início da minha paixão, do meu encanto pela leitura. Talvez represente o mesmo para outros leitores também. Muitos não se lembram com o que começaram; eu, pelo contrário, me lembro bem. Era uma coleção de livros infantis bem fininhos que ganhei de presente, com alguns dos contos de fada mais conhecidos: Branca de Neve, Os Três Porquinhos, Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, e outros, totalizando doze das famosas histórias que todos nós conhecemos na infância. Eu devia ter sete ou oito anos, e amei o presente.
Eu lia todos, repetidas vezes, e não me cansava de observar as ilustrações, que para mim pareciam tão mágicas quanto as histórias que representavam Ninguém precisava ler para mim: as atividades da escola cobravam a leitura, e as histórias dos livrinhos eram simples e curtas, perfeitas para uma criança.
Acho que foi mais ou menos assim que comecei.
Decidi então escrever os meus próprios livros de histórias infantis. Tínhamos muito papel em casa, e eu pegava folhas de papel A4, dobrava ao meio para formar a capa, e ia fazendo a páginas do mesmo jeito. Escrevia minhas próprias histórias nenhuma delas muito elaborada, é claro – e fazia, na parte de baixo da página meus próprios desenhos. No fim, pregava tudo com o grampeador que tínhamos em casa. Hoje não me lembro de quase nada a respeito do que escrevia (meus livrinhos se perderam em algum momento, ou porque me cansei deles e achei que eram muito infantis, ou foram ficando esquecidos conforme eu crescia). Fiz um monte deles, por mais de um ano, e falava sobre isso para todo mundo. Certa vez, quando achei que tinha perdido um deles, fiquei desesperada.
Gosto de me lembrar disso com muito carinho. Afinal, foram as primeiras histórias que escrevi, inspiradas nas primeiras que li. Gostaria de ter guardado pelo menos um dos livro de contos de fada (eles também se perderam), ou dos livros que eu fazia em sozinha. Seriam uma lembrança doce e terna da minha infância, um resquício do amor que eu já alimentava pelos livros.



2 Comentários

  1. Que linda história, Lê! (Olha a intimidade, kkkkkkk) Pelo que vi nos seus posts, você escreve muito bem, espero que consiga publicar algum livro!

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  2. Olá, Wesley! Agradeço pela visita, e pelo elogio!
    Ainda acredito que algum dia vou publicar, e nesse dia, me sentirei realizada de verdade! :)

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